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Serra continua líder, com 48%, mas vantagem em relação a adversários diminui

Eleições -

O ex-prefeito de São Paulo e candidato do PSDB ao governo estadual, José Serra, continua líder na disputa pela eleição de outubro, e estaria eleito, hoje, sem necessidade de realização de um segundo turno. No entanto, o tucano vem perdendo pontos, e vendo sua vantagem em relação aos adversários diminuir, revela pesquisa realizada pelo Datafolha nos dias 17 e 18 de julho. Foram ouvidos 1910 eleitores, a partir dos 16 anos de idade, em 56 municípios do Estado de São Paulo.

Em março, Serra tinha 58% das intenções de voto, taxa que oscilou para 59% em abril. Em maio, o peessedebista passou a 52%, uma queda de sete pontos percentuais. A pesquisa realizada na segunda e na terça-feira desta semana mostra nova queda, e, agora, o candidato tucano conta com 48% das intenções de voto. Seja como for, se a eleição fosse hoje, ele estaria eleito no primeiro turno, com 61% dos votos válidos (descontados votos brancos, nulos, e os indecisos).

O petista Aloizio Mercadante tinha 11% das intenções de voto em março, subiu para 14% em abril e oscilou para 15% em maio, taxa que repete na pesquisa desta semana. O ex-governador Orestes Quércia (PMDB) tinha 12% em março, repetiu essa taxa em abril, caiu para 9% em maio e oscilou positivamente para 11% hoje. Mercadante e Quércia lutam pelo segundo lugar, empatados no limite da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Em razão da margem de erro, o candidato peemedebista pode ter hoje, no máximo, 13% das intenções de voto, o patamar mínimo do petista. Assim, é estatisticamente mais provável que Mercadante esteja à frente.

Carlos Apolinário (PDT), que chegou a ter 5% em março, obtém hoje 2%. Anaí Caproni (PCO), incluída pela primeira vez, atinge 1% das intenções de voto. Foram citados, mas não atingem 1%, os seguintes candidatos: Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Cunha Lima (PSDC), Prof. Mario Luiz Guide (PSB), Pedro Viviani (PMN), Roberto Siqueira (PSL), Renato Reichmann (PRONA), Cláudio de Mauro (PV), Tarcísio Fóglio (PSC), Fred Correa (PTN), Sarli Jr. (PAN) e Éder Xavier (PTC). Se a eleição fosse hoje, votariam em branco ou anulariam o voto 10%. O percentual de indecisos, 11%, três pontos superior ao registrado em maio, é o maior desde março.

No interior, José Serra passou de 57% das intenções de voto em maio para 49% hoje, ou seja, uma queda de oito pontos percentuais. Aloizio Mercadante oscilou de 11% para 12% e Orestes Quércia passou de 9% para 12% entre os eleitores de cidades interioranas.

A intenção de voto em Serra na capital (43%) fica cinco pontos abaixo de sua média no Estado. Em relação à pesquisa anterior, o tucano oscilou dois pontos para baixo (tinha 45%). Mercadante passou de 22% para 19% e Quércia oscilou de 9% para 10%.

Entre os eleitores com escolaridade superior Serra perdeu oito pontos percentuais, passando de 58% para 50%. Mercadante se manteve com 22% e Quércia oscilou de 5% para 2% nesse segmento. A taxa dos que têm intenção de votar nulo ou anular o voto subiu sete pontos percentuais entre os eleitores com escolaridade superior, passando de 8% para 15%.

Serra caiu de 51% para 46% das intenções de voto entre os eleitores com renda familiar mensal até R$ 700,00, ou dois salários mínimos. Nesse segmento, Mercadante se manteve com 12%, mesmo percentual obtido por Quércia, que tinha 10% no levantamento de maio. Entre os que têm rendimentos acima de R$ 3.500,00, ou dez salários mínimos, Serra permanece com 59%, taxa 11 pontos superior à registrada entre o total do eleitorado paulista.

A maior queda de Serra foi entre os eleitores com idade entre 16 e 24 anos, segmento no qual caiu 11 pontos, de 65% para 54% das intenções de voto. Mercadante oscilou de 11% para 12% e Quércia de 7% para 9% nesse estrato. A intenção de votar nulo ou anular o voto subiu sete pontos percentuais entre os mais jovens, tendo passado de 5% para 12%.

A intenção de voto espontânea em José Serra oscilou de 14% em maio para 16% hoje. Aloizio Mercadante se manteve com 5% de menções espontâneas. Orestes Quércia repetiu a taxa da pesquisa anterior: 1%. A taxa de eleitores que não sabem dizer espontaneamente em quem vão votar em outubro subiu de 60% para 63%.

O Datafolha apresentou aos entrevistados dois cenários hipotéticos para uma disputa em um eventual segundo turno: uma entre José Serra e Aloizio Mercadante e outra entre o tucano e Orestes Quércia. Serra continua bem à frente de seus principais adversários, mas sua vantagem vem caindo.

Em abril, Serra atingia 69%, 47 pontos percentuais à frente de Mercadante, que obtinha 22%. Essa diferença caiu para 39 pontos em maio, quando o peessedebista caiu para 62% e o candidato do PT oscilou para 23%. Hoje, o tucano tem 61% e o senador petista obtém 26% das intenções de voto nessa simulação de segundo turno, uma diferença de 35 pontos a favor do primeiro.

José Serra batia Quércia por 71% a 18% em abril, uma vantagem de 53 pontos percentuais. A vantagem do peessedebista caiu para 45 pontos em maio (63% a 18%) e é hoje de 38 pontos (61% a 23%).

Orestes Quércia é o candidato a governador com maior taxa de rejeição: 26% dos eleitores paulistas não votariam no ex-governador se o primeiro turno da eleição fosse hoje. Aloizio Mercadante e José Serra dividem o segundo lugar no ranking de rejeição, com, respectivamente, 17% e 16%. Não votariam de jeito nenhum em Carlos Apolinário 12% e descartam totalmente seu voto em Cunha Lima 9%. Atingem 8%, cada, Fred Correa, Plínio de Arruda Sampaio, Cláudio de Mauro e Roberto Siqueira. São rejeitados por 7%, cada, Anaí Caproni, Sarli Jr., Pedro Viviani, Tarcísio Fóglio, Éder Xavier e Renato Reichmann. Prof. Mario Luiz Guide é rejeitado por 6%. Votariam em qualquer um dos candidatos 10% e não votariam em nenhum deles 6%.

Eduardo Suplicy lidera disputa para o senado, com 37% das intenções de voto

O atual senador petista Eduardo Suplicy estaria eleito para mais um mandato, se a eleição fosse hoje, com o voto de 37% dos eleitores paulistas. Guilherme Afif (PFL) tem 4% das intenções de voto, Dr. Cury (PHS) obtém 3% e João Resende (PAN) 2%. Atingem 1% das menções: Luiz Carlos Prates (PSTU), Elza (PDT), Ana Prudente (PTC), Alda Marco Antonio (PMDB), Prof. Antonio Carlos (PCO), Ribamar Dantas (PMN), Rubens Pavão (PSDC), João Dárcio (PTN), Manoel Barbosa do Nascimento (PSC), Malek (PRONA), Marcelo Reis Lobo (PSB), Domingos Fernandes (PV), Félix Gil Fernandes (PRP), Raimundo Souza Teixeira (PRTB) e Paulo Piassenti (PT do B). Cerca de um terço (28%) dos eleitores paulistas estão indecisos quanto ao seu voto para o Senado na eleição de outubro. Votariam em branco ou anulariam o voto 17%.

Eduardo Suplicy atinge 85% das intenções de voto entre os que têm intenção de votar em seu colega de partido, Aloizio Mercadante, para o governo estadual. Entre os que pretendem votar nos adversários de Mercadante, os percentuais obtidos por Suplicy são próximos aos verificados entre o total do eleitorado: 64% entre os eleitores de Serra e 65% entre os que preferem Quércia para governador.

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