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Na véspera da eleição, Lula tem 61% dos votos válidos; vantagem sobre Alckmin é de 22 pontos

Eleições -

O presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, chega à véspera do segundo turno com 61% dos votos válidos, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha ontem e hoje, dias 27 e 28 de outubro. O petista estaria reeleito hoje, com um percentual de votos válidos (excluídos votos em branco, nulos e eleitores indecisos), 22 pontos maior do que o obtido por seu adversário, Geraldo Alckmin, que atinge 39%.

O Datafolha ouviu 12561 eleitores em 356 municípios do país e a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A primeira pesquisa realizada pelo Datafolha sobre a disputa no segundo turno, nos dias 5 e 6 de outubro, mostrava uma vantagem de oito pontos para Lula (54% a 46%) no que diz respeito aos votos válidos. A partir de então, a diferença foi se ampliando a cada levantamento. Em 10 de outubro, pesquisa realizada após o primeiro debate entre os presidenciáveis, promovido pela TV Bandeirantes, mostrava o candidato à reeleição com 56% e Alckmin com 44% dos votos válidos (12 pontos de vantagem para o petista). No levantamento seguinte, realizado nos dias 16 e 17, a primeira após o reinício do horário eleitoral na TV, a vantagem se ampliava para 20 pontos (60% a 40%) e chegaria a 22 pontos no levantamento dos dias 23 e 24 (61% a 39%), a mesma que se verifica hoje. A pesquisa concluída hoje possivelmente capta a repercussão junto aos eleitores do debate entre Lula e Alckmin, promovido pela Rede Globo na noite de ontem.

No que diz respeito ao total de votos, Lula termina a campanha com 58% das preferências, oito pontos a mais do que tinha no levantamento realizado nos dias 5 e 6 de outubro. Alckmin, por outro lado, perdeu seis pontos percentuais nesse período: tinha 43% das intenções de voto no primeiro levantamento e hoje conta com 37%.

Na véspera da eleição, 5% dos eleitores brasileiros não têm candidato: 3% afirmam que vão votar em branco e 2% se declaram indecisos.

Entre os que têm renda familiar mensal acima de dez salários mínimos, Lula ganhou cinco pontos percentuais (passou de 38% para 43%), no que diz respeito ao total de votos, em relação ao levantamento anterior. Alckmin perdeu quatro pontos (de 57% para 53%). Assim, a vantagem do tucano em relação a seu adversário entre os eleitores de maior renda, que é hoje de 10 pontos percentuais, era de 45 pontos no início de outubro (69% a 24%).

Entre os que têm escolaridade superior, Lula ganhou quatro pontos percentuais, levando-se em consideração o total de votos, em três dias, passando de 40% para 44% das preferências. Geraldo Alckmin, que tinha 54% nesse estrato no levantamento anterior, tem agora 50%. Ou seja, uma diferença de seis pontos percentuais a favor do tucano. Na primeira pesquisa do segundo turno, Alckmin estava 21 pontos à frente de Lula entre os mais escolarizados (56% a 35%).

Lula também conseguiu se aproximar de Alckmin na região Sul, onde o tucano o vencia por 24 pontos no início da campanha do segundo turno (57% a 33%). Hoje, o candidato do PSDB tem 49% e, o petista, 45% das intenções de voto entre esses eleitores. No Sudeste, onde começou o segundo turno empatado com Alckmin, Lula está 14 pontos à frente de seu adversário (54% a 40%). Nas regiões Norte e Centro-Oeste o resultado é, hoje, idêntico ao verificado nacionalmente: 58% das intenções de voto para Lula, 37% para Alckmin. No Nordeste, Lula manteve liderança com folga durante todo o segundo turno e, na véspera da eleição, tem 51 pontos a mais do que o candidato tucano (74% a 23%).

Dizem espontaneamente que vão votar em Lula para presidente 55% dos eleitores entrevistados. Geraldo Alckmin é citado de maneira espontânea por 34%.

Entre os eleitores que têm intenção de votar em Lula, 92% respondem corretamente quando indagados sobre o número que vão digitar na urna eletrônica para confirmar seu voto. Entre os que pretendem votar em Alckmin essa taxa é de 89%.

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