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Lula atinge 61% dos votos válidos, 22 pontos à frente de Alckmin

Eleições -

A cinco dias do segundo turno da eleição presidencial, o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, segue como favorito à reeleição, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha ontem, dia 23, e hoje, dia 24 de outubro. Se a eleição fosse hoje, 58% dos eleitores brasileiros votariam em Lula, taxa 21 pontos maior do que a dos que dariam seu voto ao candidato do PSDB, Geraldo Alckmin (37%). Em relação ao levantamento anterior, realizado nos dias 16 e 17, o petista oscilou um ponto para cima (tinha 57% das intenções de voto) e Alckmin um ponto para baixo (tinha 38%), dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. A taxa dos que pretendem anular o voto ou votar em branco oscilou de 3% para 2% e a dos que se declaram indecisos se manteve em 3%.

Considerados apenas os votos válidos, isto é, excluídos os votos nulos, brancos, e os eleitores indecisos, Lula oscilou de 60% para 61%, enquanto Geraldo Alckmin passou de 40% para 39%. Dessa forma, a vantagem do candidato à reeleição em relação a seu adversário, no que diz respeito aos votos válidos, oscilou de 20 para 22 pontos percentuais.

A taxa dos que dizem espontaneamente, isto é, antes que lhe seja entregue um cartão com os nomes dos candidatos, que vão votar em Lula para presidente, oscilou de 53% para 55%. Alckmin se manteve com 34% de intenção de voto espontânea.

O Datafolha ouviu 7218 eleitores em 347 municípios do país. A pesquisa foi concluída um dia após debate promovido pela TV Record entre os dois candidatos à Presidência, o terceiro neste segundo turno.

Lula chega às vésperas da eleição na condição de favorito e alcançando a maior taxa de aprovação a um presidente desde a volta das eleições diretas. O percentual dos que consideram o desempenho do petista ótimo ou bom oscilou de 51% na semana passada para 53% hoje. A taxa dos que consideram o governo Lula regular oscilou de 33% para 31% e a dos que classificam o desempenho do presidente como ruim ou péssimo se manteve em 15%.

A nota média atribuída ao presidente, em uma escala de zero a dez, é 6,8.

Lula ganhou três pontos percentuais no Nordeste, passando de 71% para 74% das intenções de voto, e ampliando ainda mais sua vantagem na região. No Sudeste, o petista oscilou de 52% para 54%, enquanto Alckmin se manteve com 41%. No Sul, o tucano permaneceu com 50%, e o petista oscilou de 43% para 44%. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, o candidato à reeleição pelo PT repete os 56% obtidos na pesquisa anterior, enquanto o peessedebista oscilou de 40% para 39%.

Entre os que têm escolaridade média, Lula passou de 53% para 56% das intenções de voto; Alckmin oscilou de 41% para 40% nesse estrato. O tucano continua liderando entre os que têm escolaridade superior (54% a 40%), e Lula segue com larga vantagem entre os que têm escolaridade fundamental (64% a 31%).

A pesquisa também não mostra maiores variações no que diz respeito aos segmentos por renda familiar mensal. Lula oscilou de 62% para 64% entre os que têm renda familiar até dois salários mínimos, outro segmento no qual vem liderando com folga. No outro extremo, o dos que ganham acima de dez salários mínimos, Alckmin oscilou de 56% para 57%, enquanto o petista se manteve com 38%.

Lula ganhou quatro pontos percentuais nos municípios que têm entre 35 mil e 100 mil eleitores (passou de 55% para 59% das intenções de voto), idêntico percentual entre os eleitores com idade entre 45 a 59 anos (de 56% para 60%), e três pontos entre os eleitores com idade entre 16 e 24 anos (de 55% para 58%)

Os candidatos à Presidência têm percentuais semelhantes de eleitores convictos de sua posição em quantidade. Entre os que têm, hoje, intenção de votar em Lula, 93% se dizem totalmente decididos, e 7% afirmam que seu voto ainda pode mudar. Entre os que pretendem votar em Geraldo Alckmin 92% declaram total convicção quanto ao seu voto, ante 8% que admitem mudar de ideia até domingo.

Entre os que têm intenção de votar em Lula, mas admitem mudar, 60% afirmam que dariam seu voto ao adversário do petista e 33% votariam em branco ou anulariam o voto. Entre os que pretendem votar em Alckmin, mas não estão totalmente decididos, 63% declaram que existe chance de que votem em Lula e 28% afirmam que, em caso de mudança, vão votar nulo ou em branco.

Quando solicitados a dizer que número vão digitar na urna eletrônica para confirmar seu voto no domingo, respondem corretamente 89% dos eleitores que têm intenção de votar em Lula e 86% que declaram votar em Alckmin.

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