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José Serra é o favorito à sucessão de Lula em 2010

Eleições -

O atual governador de São Paulo, José Serra (PSDB) é o candidato favorito à sucessão presidencial em 2010, com taxas que variam entre 36% e 38%. Nesta pesquisa de intenção de voto realizada pelo Datafolha, foram ouvidos 4.044 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 25 e 27 de março, em 159 municípios. A margem de erro máxima para o total da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em três cenários apresentados aos entrevistados, José Serra consta como provável candidato do PSDB à Presidência da República e, em outros três, Aécio Neves, atual governador de Minas Gerais, representa o PSDB.

Pelo PT, foram alternados os nomes de Marta Suplicy (ministra do Turismo), Dilma Roussef (ministra da Casa Civil) e Patrus Ananias (ministro do Desenvolvimento Social).

Em todos os cenários, foram incluídos os nomes de Ciro Gomes (PSB) e Heloísa Helena (PSOL).

Serra lidera os três cenários em que é apresentado como candidato pelo PSDB, e Ciro Gomes aparece como segundo nome favorito.

Na primeira situação investigada, Serra alcança 36% de intenções de voto e Ciro, 20%. Heloísa Helena atinge 12% das menções, e Marta Suplicy, como candidata do PT neste cenário, obtém 8%. Posicionam-se pelo voto em branco ou nulo 16%, e como indecisos, 9%.

Na segunda hipótese, com a ministra Dilma Rousseff pelo PT, Serra atinge 38% das intenções de voto, Ciro mantém-se com 20% e Heloísa Helena alcança 14%. Dilma teria 3% nesta situação.

O quadro praticamente não se alteraria, caso Patrus Ananias fosse o candidato do PT à presidência, ainda com Serra pelo PSDB. O provável candidato tucano obtém novamente 38%, Ciro atinge 21%, Heloísa Helena, 15% e Patrus, 1%.

Assim como no primeiro cenário acima mostrado, nestes dois últimos, os que votariam em branco ou anulariam ou voto permanecem no patamar de 16%, assim como 9% que estão indecisos.

José Serra apresenta melhor desempenho entre os mais jovens (idade entre 16 e 24 anos), mas fica abaixo da média entre os que possuem nível superior de escolaridade e renda familiar acima de dez salários mínimos. Por outro lado, Ciro obtém suas maiores taxas de intenção de voto entre os mais escolarizados, com maior renda familiar e entre os que possuem de 35 a 44 anos.

Em outras três situações investigadas, do total de seis, Aécio Neves foi apresentado como o candidato do PSDB na disputa. Nos três casos, Ciro Gomes (PSB) assume a liderança, embora com taxas menores que as observadas para Serra.

Com Aécio Neves pelo PSDB e Marta Suplicy pelo PT, Ciro atinge 28% da preferência dos brasileiros. Heloísa Helena (17%) e Aécio (14%) empatam tecnicamente em segundo lugar, devido à margem de erro de dois pontos percentuais. Marta Suplicy tem 11% das menções. Nesta hipótese, declaram intenção de voto em branco ou nulo 19% dos entrevistados, enquanto 11% estão indecisos.

Em um segundo cenário, com Dilma Rousseff pelo PT, Ciro chega a 31% das intenções de voto, Heloísa Helena alcança 19% e Aécio, 15%. Comparando-se com o cenário em que disputa com Serra, a ministra ganha dois pontos percentuais no cenário com Aécio pelo PSDB, e chega a 4%. Votariam em branco ou anularia o voto hoje 19%, enquanto os indecisos somam 11%.

No terceiro cenário testado, com Patrus Ananias pelo PT, Ciro é citado por 32% dos entrevistados, Heloísa Helena atinge 20%, Aécio tem 15% e Patrus Ananias, 1%.

Quando se considera a hipótese de Serra e Aécio concorrerem à Presidência da República em partidos diferentes, Serra apresenta larga vantagem sobre Aécio, com 34% das intenções de voto, ante 11% do atual governador mineiro. Novamente, o segundo nome favorito seria o de Ciro Gomes, com 20% de citações, seguido por Heloísa Helena, com 14%. Nesta situação investigada, 12% declararam que votariam em branco ou nulo e 8% mostraram-se indecisos na escolha por um nome.

Entre os simpatizantes do PSDB, Serra é o candidato favorito, com 64% das menções, enquanto Aécio Neves tem 15% nesse segmento.

No geral, os prováveis candidatos a presidente obtêm melhor desempenho nas regiões em que desenvolveram suas trajetórias políticas, exceção à parte de José Serra, cujas maiores taxas de intenção de voto são obtidas na região Sul, nos três cenários em que é apresentado como o candidato do PSDB. Já, Aécio destaca-se na região Sudeste, e Ciro no Nordeste, levando vantagem sobre Heloísa Helena.

Quando se comparam as intenções de voto especificamente nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro, Serra e Aécio obtêm melhores desempenhos na capital paulista. Por outro lado, Ciro e Heloísa Helena destacam-se no Rio de Janeiro, em todos os cenários, seja disputando com Serra ou com Aécio.

Diferenças de preferência também são observadas quando se analisam os resultados considerando a avaliação do atual presidente. Ciro destaca-se, em todos os cenários, entre os que avaliam como ótimo ou bom o governo de Lula, enquanto Serra obtém maiores taxas de intenção de voto entre os que consideram regular, ruim ou péssimo o atual governo. A intenção de voto em Aécio é menos influenciada pela avaliação de Lula.

Quando se leva em consideração o partido de preferência do entrevistado, a maior vantagem de Serra é observada entre os simpatizantes do seu partido, o PSDB, cuja intenção de voto alcança cerca de sete entre cada dez simpatizantes. Serra também se destaca entre os que declaram o DEM como partido preferido. Já, entre os que têm preferência pelo PMDB, a intenção de voto em Serra fica em torno de 45%.

Já, quando Aécio é apresentado como candidato do PSDB à Presidente da República, Ciro Gomes leva vantagem entre os simpatizantes do partido, ainda que o atual governador de Minas Gerais encontre entre esses seu melhor desempenho, bem como entre os simpatizantes do DEM.

Vale observar que, qualquer que seja o candidato do PT à sucessão de Lula, os simpatizantes do partido revelam, hoje, preferência por Ciro. Entretanto, a menor vantagem do político cearense é verificada em relação a Marta Suplicy, nos dois cenários em que a ex-prefeita de São Paulo é apresentada como candidata do partido do presidente.

São Paulo, 28 de março de 2008.

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