Luizianne Lins (PT) tem 35% das intenções de voto

DE SÃO PAULO

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Na segunda pesquisa Datafolha em Fortaleza, e a dois meses das eleições municipais em outubro, a atual prefeita e candidata à reeleição Luizianne Lins (PT) ganha cinco pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, em julho, e agora tem 35% das intenções de voto. Moroni (DEM), seu principal adversário, com taxa equivalente de intenção de voto há trinta dias (29%, e de 30% anteriormente). Patrícia (PDT) passou de 22% para 19%.

Os demais candidatos ainda não obtêm taxas expressivas de intenção de voto: Renato Roseno (PSOL) continua com 2%, Adahil Barreto (PR) mantém 1%, e Pastor Neto (PSC), Luiz Gastão (PPS), Fernandes Filho (PSDC) e Carlinhos (PCB) não alcançam 1%, cada. Os candidatos Sílvio Frota (PAN) e Aguiar Jr. (PTC) não foram citados.

O Datafolha ouviu 814 eleitores de 16 anos ou mais na cidade de Fortaleza, nos dias 22 e 23 de agosto. A margem de erro máxima, para total da amostra, é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Nessa situação estimulada de voto, 6% declaram que votariam em branco ou nulo, enquanto 7% não souberam responder.

Já, na situação espontânea, em que não são apresentadas as opções de nomes aos entrevistados, Luizianne também cresce (seis pontos percentuais), de 16% no mês passado para 22% hoje, ficando em primeiro lugar, seguida por Moroni, que obtém 18% das menções espontâneas, também com crescimento em relação a julho, de sete pontos percentuais.

Nessa situação, Patrícia oscila positivamente três pontos percentuais, de 8% para 11%, tendo a terceira posição.

Renato Roseno é citado por 1%, taxa que não é atingida pelos demais concorrentes.

Declararam espontaneamente que votariam em branco ou anulariam ou voto 4% dos entrevistados, enquanto que os indecisos somam 39%, dezessete pontos percentuais a menos que no final de julho, quando era de 56%.

Luizianne e Moroni são os mais rejeitados

Rejeitada por 33% dos eleitores em julho, Luizianne tem agora 29% de rejeição, tecnicamente empatada com Moroni, que hoje não seria votado de jeito nenhum por 31% dos entrevistados, três pontos percentuais a mais do que no levantamento anterior.

A rejeição a Moroni fica acima da média entre os mais jovens (36%), entre os entrevistados com curso superior (43%), entre os que têm renda familiar entre dois e cinco salários mínimos (35%), entre os que avaliam como ótimo ou bom o governo de Luizianne (42%), e entre os simpatizantes do PT (46%) e os que pretendem reeleger a atual prefeita (57%).

Luizianne, por sua vez, não seria votada principalmente pelos homens (32%, ante 29% das mulheres), pelos mais privilegiados economicamente (36% dos que têm renda entre cinco e dez salários mínimos, e 56% dos que ganham acima disso), pelos que desaprovam sua gestão (68%), pelos que preferem o PMDB (41%), e pelos eleitores de Patrícia (48%) e de Moroni (56%).

Assim como Luizianne, Patrícia é mais rejeitada pelos homens (24%, contra 17% das mulheres) e pelos simpatizantes do PMDB (28%), além dos que pretendem votar em Luizianne (29%).

Cresce cinco pontos percentuais a rejeição tanto a Patrícia (de 15% para 20%) quanto a Pastor Neto (de 12% para 17% agora). Seguem: Luiz Gastão (rejeitado por 15%), Sílvio Frota e Adahil Barreto (14%, cada), Carlinhos (13%), e Aguiar Jr, Fernandes Filho e Renato Roseno, com 12% de rejeição cada.

Luizianne empataria com Moroni e Patricia em simulações do segundo turno

Nas três eventuais situações de segundo turno apresentadas, os eleitores da capital cearense revelam divisão de opinião.

Se o segundo turno ocorresse hoje entre Luizianne Lins e Moroni, a atual prefeita teria 47% dos votos, ante 44% do candidato do DEM. Votariam em branco ou anulariam 7%, enquanto 2% ainda não saberiam decidir-se.

Na hipótese de disputa entre Luizianne e Patrícia, as candidatas alcançam 46% e 45%, respectivamente, em situação ainda mais dividida. Somariam 8% os votos brancos e nulos, também 2% não souberam posicionar-se.

Patrícia receberia 45% das menções se disputasse o segundo turno hoje com Moroni, que obteria 43%. Nessa alternativa, 10% seriam votos brancos e nulos, e novamente 2% mostram-se indecisos.

São Paulo, 24 de agosto de 2008.