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Bolsonaro atinge 26%; Haddad cresce para 13% e empata com Ciro (13%)

Eleições -

Internado desde o atentado sofrido no último dia 6, Jair Bolsonaro (PSL) atingiu 26% das intenções de voto na disputa pela Presidência da República, variação positiva de dois pontos em relação ao registrado no início desta semana, quando tinha 24%. Desde o início oficial da campanha, o deputado do PSL ganhou quatro pontos (tinha 22% na segunda quinzena de agosto). Ao longo da ultima semana, a disputa pelo segundo lugar na corrida presidencial se acirrou entre Ciro Gomes (PDT), que repetiu os 13% do levantamento realizado no início da semana, e Fernando Haddad (PT), que cresceu de 9% para 13% no mesmo período. Ambos agora estão no limite do empate técnico com Geraldo Alckmin (PSDB), que oscilou de 10% para 9%. No mesmo patamar do tucano está Marina Silva (Rede), que caiu 11% para 8%. Com isso, a ex-senadora tem agora metade das intenções de voto que tinha após registro das candidaturas (16%).

Os demais postulantes à Presidência mantiveram os índices de intenção de voto do levantamento de 10 de setembro: com 3% cada aparecem Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB) e João Amoêdo (Novo), e com 1% cada, Vera (PSTU), Guilherme Boulos (PSOL) e Cabo Daciolo (Patriota). Os candidatos Eymael (DC) e João Goulart Filho (PPL) não pontuaram. A taxa dos que pretendem votar em branco ou nulo passou de 15% para 13% desde a última pesquisa (era de 22% na segunda quinzena de agosto), e há 6% indecisos.

No total, foram ouvidos 2.820 eleitores em 197 municípios brasileiros. A margem de erro para o total da amostra é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A candidatura de Bolsonaro continua tendo mais apoio entre homens (35%, ante 32% no início da semana) do que entre as mulheres (18%, ante 17%). Ao longo da última semana, o deputado do PSL ganhou terreno, principalmente, entre os eleitores de 35 a 44 anos (de 23% para 28%), entre os mais velhos, com 60 anos ou mais (de 18% para 26%), e em três segmentos no qual já vinha obtendo destaque: eleitorado com renda familiar de 5 a 10 salários (de 38% para 43%, ante 11% de Ciro e 10% de Haddad), eleitores mais ricos, com renda familiar acima de 10 salários (de 31% para 36%, ante 19% de Ciro e 5% de Haddad), e região Centro-Oeste (de 30% para 36%, contra 11% de Haddad e 10% de Ciro).

Quatro dias após ser lançado oficialmente como candidato do PT à Presidência no lugar de Lula, Haddad conseguiu crescer com mais intensidade na faixa de 45 a 59 anos (de 9% para 15%) e em parcelas do eleitorado em que o ex-presidente petista, antes de ter sua candidatura barrada, conseguia suas taxas mais alta de intenção de voto, caso dos eleitores com ensino com ensino fundamental (no qual Haddad foi 8% para 14%), dos mais pobres (de 10% para 16%) e dos eleitores do Nordeste (de 13% para 20%).

Os eleitores brasileiros também foram consultados novamente sobre seu grau de decisão em relação ao voto declarado para presidente, e 58% declararam estar totalmente decididos sobre sua escolha, índice similar ao registrado no início da semana (55%). Os apoiadores de Bolsonaro e Haddad são os mais convictos: 75% dos que votam no capital reformado estão totalmente decididos (no mesmo patamar dos 74% registrados no início da semana), e entre os eleitores do petista o índice fica em 72% (no levantamento anterior, 67%).

Na sequência aparecem os eleitores de Amoêdo (48%, estável), Dias (48%, eram 43%), Ciro (45%, eram 42%), Meirelles (36%, eram 35%) e Marina (38%, eram 29%), Entre quem declara voto em branco ou nulo, 61% estão totalmente convictos sobre essa decisão (eram 65%).

A pesquisa de voto espontânea, em que o cartão com os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores, mostra avanço de Bolsonaro, de 20% para 22%, de Haddad, de 4% para 8%, e de Ciro, de 5% para 7%, Fora da disputa, Lula continua sendo citado por 5%, índice menor do que o registrado no início da semana (9%) e bem abaixo do obtido pelo petista antes da cassação de seu registro (20%). Entre os eleitores menos escolarizados, 10% ainda citam Lula como seu candidato a presidente, 2% mencionam o candidato do Lula, e outros 2%, o candidato do PT.

São citados ainda Alckmin (3%, estável), Marina (oscilou de 2% para 3%), Amoêdo (2%, estável), Dias (1%) e Meirelles (1%). Os demais não atingiram 1%, e há ainda menções a candidato do Lula/apoiado por Lula (1%) e candidato do PT/voto no 13 (1%). Uma parcela de 32% não soube apontar nenhum nome (eram 41% em agosto e 37% na última segunda-feira), e 12% declararam voto em branco ou nulo.

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