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Balanço das eleições 2006

Opinião Pública -

Em 2006, o Datafolha monitorou as eleições para presidente da República e para governador e senador dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Ceará. No total, foram entrevistadas, apenas este ano, em todas as ondas de pesquisas eleitorais feitas pelo instituto a partir de 3 de fevereiro, cerca de 130.000 pessoas. O Datafolha visitou ao todo, 650 municípios em 25 unidades da Federação. O trabalho mobilizou cerca de 1100 pesquisadores em campo e 250 supervisores.

A análise dos gráficos de evolução das intenções de voto de cada um desses cenários ilustra a história dessa eleição. Em São Paulo, o instituto revelou o favoritismo absoluto de José Serra (PSDB) e o impacto negativo do episódio do "dossiê" sobre o crescimento tardio da candidatura de Aloizio Mercadante (PT).

No Ceará, o Datafolha foi o primeiro instituto a captar a virada de Cid Gomes (PSB) sobre o atual governador Lúcio Alcântara (PSDB) e indicar a vitória do candidato do PSB no primeiro turno. Em Minas, mostrou o apoio maciço dos eleitores do estado à reeleição de Aécio Neves.

No Rio de Janeiro, indicou que haveria segundo turno entre Sérgio Cabral (PMDB) e Denise Frossard (PPS) e acompanhou a evolução do favoritismo do peemedebista até a sua vitória, no último dia 28.

No Paraná, o Datafolha captou na última semana antes do primeiro turno, a diminuição da diferença entre Roberto Requião (PMDB) e os demais candidatos e deixou claro em sua análise, a possibilidade de segundo turno com Osmar Dias (PDT). Apesar de detectar na véspera uma taxa maior do que o peemedebista viria a ter na urna, o instituto indicou sua reeleição.

Quanto às pesquisas para senador, com exceção de Francisco Dornelles (PP) no Rio, o instituto antecipou todos os resultados. Para a Presidência da República, realizou estudos desde dezembro de 2004, testando diferentes hipóteses de cenários até a homologação dos candidatos em julho deste ano.

Acompanhou assim, o desgaste gradual da candidatura Lula (PT) ao longo do segundo semestre de 2005, por conta das denúncias do "escândalo do mensalão", e sua posterior recuperação em 2006, principalmente após o início do horário eleitoral.

Depois da divulgação do episódio da compra do dossiê contra os tucanos, cerca de 10 dias antes da eleição, o Datafolha revelou uma queda contínua da diferença entre a taxa de intenção de voto de Lula para a dos outros candidatos. Na véspera do pleito, a diferença já não existia e o instituto chamou a atenção em sua análise, para as chances de segundo turno contra Geraldo Alckmin (PSDB).

No segundo turno, o Datafolha foi o primeiro instituto a divulgar pesquisa eleitoral de presidente da República e, por isso, o único capaz de medir o real impacto do primeiro debate da TV sobre a intenção de voto dos brasileiros.

Depois, com o início do horário eleitoral, o instituto mostrou Lula abrindo ainda mais a diferença sobre Alckmin, garantindo sua reeleição com desempenho bastante próximo ao segundo turno de 2002.

O Datafolha não faz pesquisas eleitorais para partidos políticos ou candidatos. Para este tipo de pesquisa, seus únicos clientes são veículos de comunicação. Nas eleições de 2006, o instituto foi contratado pelo Jornal Folha de S. Paulo e pela TV Globo.