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Para 45% corrupção diminuirá após Lava Jato, e 44% não veem mudança

Opinião Pública -

Os brasileiros estão divididos sobre os efeitos da Lava-Jato sobre a corrupção no país. Para 45%, depois da operação o nível de corrupção no Brasil irá diminuir, e uma fatia igual (44%) avalia que ela continuará na mesma proporção de sempre. Há ainda 7% que acreditam que a corrupção irá aumentar, e 4% não opinaram. Na parcela dos homens, 52% acreditam que a corrupção irá diminuir, ante 39% entre as mulheres. Na faixa dos mais jovens, 50% avaliam que o nível de corrupção não irá se alterar, e 39%, que irá diminuir. Conforme o avanço da faixa etária, essa tendência se inverte: entre quem têm de 35 a 44 anos, 46% dizem que irá diminuir, e 45%, ficar como está; entre os mais velhos, com 60 anos ou mais, 49% avaliam que a corrupção diminuirá, e 36%, que ficará no mesmo nível de sempre. Na fatia dos mais pobres, 41% apontam que corrupção será menor, e 46%, que será igual; entre os mais ricos, esses índices ficam em 54% e 42%, respectivamente.

A lista da Odebrecht, que liga políticos à empresa em investigação na Operação Lava-Jato, é do conhecimento de 84% dos brasileiros, sendo que 25% estão bem informados sobre o assunto, e os demais estão mais ou menos informados (48%) ou mal informados (11%).

Informados de que mais de cem políticos foram citados até o momento em delações da Operação Lava-Jato, os brasileiros foram consultados sobre o que irá acontecer com esses políticos. Para 72%, parte deles será presa, mas a maioria não. Os que acreditam que a maioria deles será presa, mas alguns não, somam 13%, e há 7% que avalia que todos serão presos. Uma fatia de 4% respondeu espontaneamente que nenhum será preso, e 4% preferiram não opinar.

Para 73% dos brasileiros, o presidente Michel Temer teve participação direta nos esquemas de corrupção descobertos pela Operação Lava-Jato, 13% avaliam que ele não teve envolvimento, e há 14% que preferiram não opinar sobre o tema. Entre os menos escolarizados, é mais baixa a taxa dos que veem Temer envolvido na Lava-Jato (63%), e sobe o percentual sem opinião (23%). Na fatia dos mais escolarizados, 80% avaliam que o presidente tem participação direta nos esquemas de corrupção revelados pela Lava-Jato, e 7% não têm opinião.

Informados de que nove ministros do governo Michel Temer estão sendo investigados na Lava-Jato sob acusação de receberem recursos ilegais de empresas, e que o presidente alega que só demitirá ministros se houver provas de que cometeram crimes e eles se tornarem réus, os brasileiros foram consultados se Temer deveria ou não demitir esses ministros. A maioria (82%) avalia que Temer deveria demiti-los, e para 13% ele não deveria tomar essa atitude. Há ainda 5% que não opinaram.

A maioria (85%) dos brasileiros prefere que, em caso de cassação da chapa de Dilma e Temer na Justiça Eleitoral, o Congresso mude a Constituição para que sejam realizadas eleições diretas. Uma fatia de 10% prefere que o Congresso siga a Constituição vigente e eleja ele próprio o presidente por via indireta, e 5% não opinaram.

Cerca de três em cada quatro (77%) brasileiros também avaliam que governadores, senadores, deputados e prefeitos deveriam pedir licença de seus mandatos enquanto as investigações não apontam se eles são culpados ou inocentes, e para 17% eles deveriam continuar exercendo seus mandatos até que isso aconteça.

Os políticos são vistos como os principais beneficiados pelos esquemas de corrupção revelados pela Operação Lava-Jato, segundo seis em cada dez (60%) brasileiros. Para 15%, os principais beneficiados foram os grandes empresários, e 2% apontam ex-funcionários de empresas estatais. Há ainda 16% que declaram espontaneamente que todos foram beneficiados, e 7% que preferiram não opinar.

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