Eleições2002 - 05/10/2002
Disputa por vagas no senado está acirrada
39% sabem o número de Mercadante, 36% sabem o de Quércia e 20% o de Tuma
A disputa pelas duas vagas ao Senado que o estado de São Paulo tem direito vai ser decidida voto a voto, mostra pesquisa realizada pelo Datafolha às vésperas da eleição, nos dias 4 e 5 de outubro. Aloizio Mercadante (PT) leva vantagem sobre seus adversários, pois empata tecnicamente com Romeu Tuma (PFL) na liderança; o pefelista, por sua vez, também empata com Orestes Quércia (PMDB), que está fora da disputa pela liderança mas tem chances de conquistar uma das vagas no Senado. O petista manteve os 37% obtidos na pesquisa anterior; Tuma se manteve com 36% e Quércia oscilou de 33% para 32%.
A margem de erro para este levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Assim Mercadante pode entre 35% e 39%, Tuma pode ter entre 34% e 38% e Quércia pode ter entre 30% e 34% das intenções de voto. Portanto Tuma tanto pode estar empatado com Mercadante quanto com Quércia. O empate entre Tuma e Quércia, no entanto, se dá no limite da margem de erro da pesquisa e é mais provável que o pefelista esteja à frente.
A pesquisa mostra que Quércia leva vantagem sobre Tuma, seu adversário direto por uma vaga no Senado, em um aspecto fundamental para a eleição deste ano, que será a primeira a ser realizada totalmente com urnas eletrônicas: o conhecimento do número do candidato a ser digitado para a confirmação do voto. Caso o eleitor não saiba o número correto do candidato no qual pretende votar ele não terá como efetivar sua intenção de voto, podendo, inclusive, dar seu voto a outro candidato, e não o que tinha escolhido.
Entre os eleitores de Quércia 36% sabem que devem digitar o número 151 para a confirmação de seu voto para senador; entre os eleitores de Tuma apenas 20% sabem que devem digitar 252 na urna eletrônica para confirmar seu voto. Entre os que pretendem votar em Mercadante 39% conhecem seu número (131).
Vêm a seguir na disputa pelo Senado José Aníbal (PSDB), que oscilou positivamente, de 15% para 17%, e Cunha Bueno (PPB), que perdeu três pontos percentuais, passando de 11% para 8%.
Wagner Gomes (PC do B) oscilou de 3% para 5% e Ademar de Barros (PGT) oscilou de 3% para 2% das intenções de voto.
Atingem 1% Dr. Paulo Correa (PRONA), Paulo Fortunato (PSDC), Eliseu Gabriel (PDT), Lucas Albano (PMN), Mourad (PSB), Penna (PV), Rubens Calvo (PSB) e Willians Rafael (PTB).
Foram citados, mas não atingiram 1%, Benícia Glória (PSL), Carlos Dardé (PRTB), Diretor Jornalístico José Costa (PAN), Firmino (PCO), José Raul Brasiliense (PHS), Leandrini (PMDB), Marin (PSC), Mauro Puerro e Renatão (ambos do PSTU), Thereza Ruiz (PTN) e Wlamisa (PCO).
Não sabem em quem votar para senador, nas duas vagas, 29%; pretendem votar em branco ou anular o voto para as duas vagas 11%. Tem um candidato para a primeira vaga, mas não sabem em quem votar para a segunda 14%; tem um candidato para a primeira vaga e pretendem votar em branco ou anular o voto para a segunda 2%.
O Datafolha ouviu 3713 eleitores em 106 cidades do estado de São Paulo.
São Paulo, 05 de outubro de 2002.