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Opinião Pública -  09/10/2008

Kassab, com 54%, lidera disputa no segundo turno, 17 pontos à frente de Marta, que tem 37%





Se o segundo turno da eleição para prefeito de São Paulo fosse realizado hoje, Gilberto Kassab, do DEM, estaria reeleito: 54% dos eleitores paulistanos consultados pelo Datafolha votariam no atual prefeito. O democrata tem 17 pontos de vantagem sobre sua adversária, Marta Suplicy, do PT, que conta com 37% das preferências. Votariam em branco ou anulariam o voto 5% e se dizem indecisos 3%.

Considerando apenas os votos válidos, ou seja, excluídos votos nulos, em branco e os eleitores que se declaram indecisos, Gilberto Kassab tem 59% e Marta 41%; vantagem de 18 pontos percentuais para o democrata, portanto.

Kassab superou Marta no primeiro turno da eleição por uma diferença inferior a 1%: 33,61 a 32,79% dos votos válidos.

A primeira pesquisa realizada pelo Datafolha sobre a disputa pela Prefeitura de São Paulo no segundo turno ouviu 1906 eleitores, nos dias 7 e 8 de outubro, e a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Gilberto Kassab consegue atrair mais eleitores dos outros candidatos que disputaram o primeiro turno do que Marta Suplicy. Entre os que declaram ter votado em Geraldo Alckmin, do PSDB, terceiro colocado no primeiro turno (teve 22,48% dos válidos), 74% dizem que pretendem votar em Kassab na segunda votação. Apenas 13% desses eleitores afirmam que vão votar em Marta. O atual prefeito também tem o apoio da maioria dos eleitores que declaram ter votado em Paulo Maluf, do PP (64% deles) e dos que afirmam ter dado seu voto a Soninha, do PPS (61%). Maluf ficou em quarto lugar, com 5,91% dos votos válidos. Soninha obteve 4,19% dos válidos.

Kassab atinge 73% das intenções de voto (19 pontos acima da média) entre os eleitores que têm renda familiar mensal acima de 10 salários mínimos por mês, ficando 51 pontos percentuais à frente de Marta nesse estrato, que obtém 22% entre os mais abastados.

Entre os eleitores que têm renda até dois salários mínimos, 49% têm intenção de votar em Marta e 40% pretendem votar no atual prefeito.

Entre os que têm escolaridade superior, Kassab chega a 67%, e Marta atinge 25%. Entre os que têm escolaridade fundamental, os candidatos empatam: o democrata obtém 48% e a petista fica com 45%.

Gilberto Kassab chega a 76% das intenções de voto na região Sul 1, de distritos como Vila Mariana e Moema. Ele também fica acima da média nas regiões Norte 1 (Santana, Vila Maria), com 67%, Leste 1 (Mooca, Penha), com 61% e Oeste, com 65%.

Marta bate Kassab apenas nas periferias da região Sul (51% a 42%) e Leste (50% a 42%).

Kassab chega a 77% das intenções de voto entre os eleitores que aprovam seu governo. Entre os que consideram o governo de José Serra ótimo ou bom, 70% pretendem votar pela reeleição do atual prefeito. Os eleitores que aprovam o governo Lula, do mesmo partido de Marta, se dividem: 48% têm intenção de votar na petista, ante 45% que pretendem reeleger o democrata.

A maioria dos eleitores de ambos os candidatos mostra convicção quanto ao seu voto, o que se reflete nas taxas de rejeição: 71% dos eleitores da capital paulista que não têm intenção de votar em Kassab afirmam que não dariam seu voto a ele de jeito nenhum. A taxa dos que não votariam de forma alguma em Marta é de 74%.

Além disso, apenas 9% dos eleitores que declaram voto em um candidato ou que disseram que vão votar em branco ou anular o voto afirmam que seu voto ainda pode mudar. Essa taxa é idêntica à registrada entre os eleitores de Kassab e de Marta. Entre os que têm intenção de votar na petista, mas não estão totalmente decididos, 5% dizem que, caso mudem de idéia, seu voto será de Gilberto Kassab. Entre os que pretendem votar no democrata, e afirmam que ainda podem mudar o voto, também são 5% os que declaram que provavelmente votarão na candidata do PT.

Indagados sobre quem Geraldo Alckmin deveria apoiar no segundo turno da eleição, 58% do total de entrevistados citam Gilberto Kassab e 29% mencionam Marta Suplicy. Para 67%, o candidato do PSDB vai, de fato, apoiar o democrata; apenas 14% acham que ele vai dar seu apoio à petista, percentual idêntico ao dos que não sabem dizer a quem o ex-governador dará seu apoio.

Entre os que eleitores que declaram ter votado em Alckmin no primeiro turno, 75% acham que o tucano deveria apoiar Gilberto Kassab; apenas 13% desses eleitores acham que ele deveria apoiar Marta.

Na opinião de 40%, Paulo Maluf deveria agora dar seu apoio a Gilberto Kassab. Acham que ele deveria apoiar Marta 31%. Para 19%, Maluf não deveria apoiar nenhum dos dois. Quando solicitados a dizer o que vai de fato acontecer, 36% acham que o ex-prefeito vai apoiar Kassab, 25% dizem que ele dará seu apoio a Marta e 21% afirmam que nenhum dos dois candidatos receberá o apoio de Maluf.

Entre os que votaram em Maluf, 63% acham que ele deveria apoiar Kassab no segundo turno. Somente 16% defendem o apoio do candidato derrotado do PP à Marta.

Para 43%, Soninha deveria apoiar Kassab; 37% acham que ela deveria apoiar Marta. Acham que ela vai apoiar o atual prefeito 38%; para 32% Soninha vai dar seu apoio à candidata do PT.

Metade (49%) dos que votaram na candidata do PPS no primeiro turno acham que ela deveria apoiar Kassab nessa segunda etapa da eleição. Para 26% ela deveria apoiar a petista.

O apoio do presidente Lula (PT) a um candidato a prefeito no segundo turno da eleição poderia levar 13% dos eleitores da capital paulista a votar nele; entre os que declaram intenção de votar em Marta, candidata do partido do presidente, essa taxa é de 24%. Não votariam em um candidato apoiado pelo presidente 18% e ficariam indiferentes a esse apoio 67%.

Dizem que votariam em um candidato apoiado pelo governador do estado de São Paulo, José Serra, 16% - taxa que chega a 23% entre os que declaram intenção de votar em Gilberto Kassab, que foi vice do atual governador na eleição municipal de 2004. Esse apoio faria 18% dos entrevistados não votarem nesse candidato e não faria diferença para 64%.


Aprovação a Kassab chega a 61% e iguala recorde de Maluf

O prefeito Gilberto Kassab atinge aprovação recorde entre os prefeitos da capital paulista: para 61% dos eleitores paulistanos ele está fazendo um governo ótimo ou bom. Acham que seu desempenho vem sendo regular 24% e, para 13%, a administração do democrata está sendo ruim ou péssima.

Kassab empata com Paulo Maluf como o prefeito melhor avaliado pelos paulistanos. Pesquisa realizada nos dias 16 e 17 de outubro de 1996, após três anos e dez meses de governo, mostrava que Maluf era aprovado por 58%. Naquele ano, o prefeito elegeu seu sucessor, Celso Pitta.

A aprovação ao democrata subiu 12 pontos percentuais em oito dias. No levantamento realizado nos dias 29 e 30 de outubro, 49% consideravam seu desempenho ótimo ou bom. Esse aumento na aprovação reflete a queda de 12 pontos na taxa dos que consideram seu governo regular, que era de 36%. A reprovação ao prefeito se mantém estável: também era de 13% no levantamento anterior.

A nota média atribuída ao prefeito, em uma escala de zero a dez, é 6,6 ,a maior que já obteve ao longo de seu mandato. Na pesquisa anterior, ele obtinha nota média 6,2.

O percentual dos que aprovam o governador José Serra, do PSDB, é hoje de 42%, idêntica à registrada em levantamento realizado nos dias 4 e 5 de setembro. A taxa dos consideram a gestão do tucano regular subiu de 37% para 41% e a dos que pensam que ele vem tendo um desempenho ruim ou péssimo caiu de 18% para 13%.

A nota média para o governador José Serra entre o eleitorado paulistano é 6. Na pesquisa anterior era 5,8.

A aprovação ao presidente Lula oscilou de 52% no levantamento de início de setembro para 53% hoje. A taxa dos que consideram o desempenho do presidente regular oscilou de 32% para 33% e a dos que consideram o governo do petista ruim ou péssimo se manteve em 13%.

Lula obtém nota média 6,6, a maior obtida por ele entre os paulistanos.

Foram ouvidos 1906 eleitores da cidade de São Paulo, a partir dos 16 anos de idade, nos dias 7 e 8 de outubro. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.


São Paulo, 8 de outubro de 2008.


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