Opinião Pública - 18/08/2009
52% dos moradores da capital paulista e da região metropolitana são contrários à restrição dos ônibus fretados na cidade
Tomaram conhecimento sobre as novas medidas 59% dos moradores de todo o estado
Em todo o estado de São Paulo, 7% da população utiliza ônibus fretados como meio de transporte para ir à cidade de São Paulo. Embora essa taxa seja maior no interior (9%) do que na região metropolitana, incluindo a capital (4%), a freqüência é maior nessa região, onde 2% utilizam fretados entre quatro a todos os dias da semana, enquanto no interior 2% o fazem uma vez por mês, e outros 5%, menos de uma vez por mês.
A maioria dos moradores do estado (59%) tomou conhecimento sobre a decisão do prefeito Gilberto Kassab em restringir a circulação de ônibus fretados em 70 Km2 do centro expandido da capital paulista, em vigor desde 27 de julho. O conhecimento dessa decisão é maior entre os moradores da própria capital (78%), de 69% entre os que residem nos demais municípios da região metropolitana, e de 46% entre os que moram no interior.
Os que moram na capital também são os mais bens informados sobre o assunto (41%), parcela que é de 28% entre os que residem nos demais municípios da região metropolitana e de 18% entre os moradores do interior.
Em todo o estado, a posição contrária à restrição dos fretados na cidade de São Paulo soma 47%, atingindo a maioria entre os moradores tanto da capital quanto dos demais municípios da região metropolitana (52%), entre os que utilizam fretado em todo o estado (53%), e mesmo entre os que moram na capital e não utilizam esse meio de transporte (51%). No interior 42% são contrários à lei. Em média, se dizem indiferentes em relação ao assunto 14% dos moradores do estado, enquanto 17% não sabem opinar.
Entre os contrários à nova lei, se destacam os que têm entre 25 e 34 anos e os que trabalham (50% de cada segmento), além dos mais escolarizados (53%) e os de maior renda familiar (52%). A reprovação à lei também é maior entre os críticos do desempenho de José Serra como governador (60%).
São favoráveis à restrição principalmente os que possuem maior renda familiar (28%), os homens (26%) e os moradores da capital (27%).
Na opinião de 44% da população do estado de São Paulo, o trânsito na capital permanece igual ao de antes da restrição passar a funcionar. Entre os morados da cidade, 57% têm a mesma percepção, ante 49% dos que moram nos demais municípios da região metropolitana e 35% dos que residem no interior.
Entre os que consideram que o trânsito piorou após o início da restrição (14%), figuram principalmente os moradores da região metropolitana (18%), excluindo-se os da capital. Já entre os que se dizem bem informados sobre a restrição, fica acima da média, entre os moradores do estado, tanto os que acreditam que o impacto no trânsito foi para melhor (20%), quanto os que acham que foi pior (23%).
A taxa de 14% dos que acham que o trânsito paulistano melhorou com a nova medida não apresenta diferença quando observada a região de moradia.
O tempo despendido na locomoção pela capital permaneceu o mesmo de antes da lei para 65%, contra 14% que acham que esse tempo aumentou, taxa que fica ligeiramente acima entre os moradores dos demais municípios da região metropolitana de São Paulo (17%), e entre os que se dizem bem informados sobre a nova lei (23%), em todo o estado.
Entre o total de moradores do estado, 1% deixou de usar ônibus fretado com a execução das novas medidas para circulação desse transporte.
O Datafolha ouviu 2.052 moradores de 16 anos ou mais no estado de São Paulo, sendo 1.092 moradores da capital, entre os dias 11 e 13 de agosto de 2009. A margem de erro é de dois pontos percentuais para o total da amostra estadual, e de três pontos percentuais para o total da amostra municipal, para mais ou para menos.
São Paulo, 14 de agosto de 2009.