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Acima da cifra oficial, 42 milhões declaram ter tido covid na pandemia

Opinião Pública -

Três em cada dez (30%) dos brasileiros declaram ter tido covid desde o início da pandemia, sendo que 25% disseram ter feito teste para confirmar esse diagnóstico. A projeção de casos a partir desse dado aponta que 42 milhões de brasileiros com 16 anos ou mais tiveram covid desde que teve início a pandemia.Para confirmar a informação sobre o número de brasileiros que tiveram covid, foi realizada uma contrachecagem entre os entrevistados que declararam terem sido contaminados e feito o teste.

Em média, os infectados pegaram Covid uma vez. Nove em cada dez infectados (90%) declararam ter pego uma vez a doença e 9%, duas vezes. A maioria (84%) teve Covid antes de tomar a primeira dose da vacina, 7% após tomar a primeira dose, 8% após tomar duas doses e 2%, após tomar três doses.

O Datafolha também buscou informações sobre o atual momento da pandemia, e o levantamento mostra que, nos últimos 30 dias, 3% declaram ter tido covid com diagnóstico dado após testagem. Há ainda 3% que disseram não ter certeza se tiveram a doença ou não, e 94% declaram não terem desenvolvido a doença.

No universo dos que não tiveram covid nos últimos 30 dias, 17% fizeram testes em farmácias ou em unidades de saúde para terem essa confirmação, e 83% não fizeram testes (desses, 5% não testaram porque não conseguiram testes disponíveis).

Considerando somente o universo dos que testaram para covid nos últimos 30 dias (3%), 79% procuraram atendimento médico, sendo que 50% procuraram o atendimento na rede pública, 25% na rede privada e 3% em ambos os tipos. Todos que procuraram atendimento médico informaram que foram atendidos.

A maioria (55%) dos brasileiros declarou conhecer alguém que teve covid nos últimos 30 dias, sendo que 7% moram com alguém que teve a doença. Além disso, um terço (35%) declarou ter algum amigo próximo que foi infectado, 32% tiveram algum parente que não mora na mesma residência infectado, e 25% tiveram algum colega de trabalho, faculdade ou escola infectado (esse índice é mais alto entre os assalariados registrados, 39%, entre os funcionários públicos, 47%, e entre os estudantes, 40%).

90% estão com a cobertura vacinal completa

Entre os brasileiros com 18 anos ou mais, 96% já tomaram vacina contra a covid, e os demais não pretendem se vacinar (2%) ou não sabem (2%). Dos vacinados, 60% tomaram duas doses, 30% tomaram três doses e 6% tomaram somente uma dose da vacina. Ou seja, 90% têm uma cobertura vacinal completa, e 10% têm cobertura incompleta ou não irão se vacinar.

No segmento de 60 anos ou mais, 75% já tomaram três doses da vacina contra a covid, índice que cai para 28% na faixa de 45 a 59 anos e recua ainda mais nas faixas de idade mais baixas.

A maioria (81%) dos brasileiros é a favor de apresentação de vacinação contra a covid para entrar em locais fechados, como escritórios, bares, restaurantes e shows, e 18% são contra esse tipo de exigência, com 1% sem opinião. Entre as mulheres, 87% apoiam a apresentação de comprovante de vacina para ingressar em locais fechados, e 12% são contra. Na parcela masculina da população, o índice dos contrários a esse tipo de medida dobra (24%), enquanto 74% se posicionam a favor. Entre os mais pobres, 14% são contrários à essa exigência, e entre os mais ricos o índice sobe para 28%. Na fatia de empresários, 36% são contra a exigência de comprovante de vacinação para entrada em locais fechados.

6% tiveram gripe confirmada nos últimos 30 dias

Um quarto (26%) dos brasileiros com 16 anos ou mais declara ter tido gripe nos últimos 30 dias, sendo que 6% fizeram teste para confirmar esse diagnóstico, e os demais 19% não fizeram. A maior parcela (71%) não teve gripe no período e 3% não souberam informar.

A taxa dos que tiveram gripe é mais alta entre os que têm 16 a 24 anos (33%) e entre os moradores da região Centro-Oeste/ Norte (37%).

No universo dos que tiveram gripe nos últimos 30 dias, 43% procuraram atendimento médico, sendo que 34% procuraram atendimento na rede pública e 8% na rede privada (o índice sobe para 21% entre os mais instruídos e para 27% entre os que possuem renda familiar mensal de mais de 5 a 10 salários-mínimos). Apenas 2% não conseguiram atendimento, e 41% foram atendidos.

Oito em cada dez (81%) declararam conhecer alguém que teve gripe nos últimos 30 dias, sendo que 45% tiveram alguém da própria residência infectado. Uma parcela de 58% teve algum parente com gripe, 57% tiveram algum amigo próximo que foi infectado, e 40% tiveram algum colega de trabalho, faculdade ou escola infectado.

Quando questionados se nos últimos 30 dias tiveram algum sintoma associado à Covid ou gripe, a maioria dos entrevistados (59%) declarou ter tido pelo menos algum dos dez sintomas pesquisados - entre os que têm 25 a 34 anos esse índice sobe para 66%. Já, 41% declararam não ter tido nenhum dos sintomas nesse período.

Dos sintomas pesquisados, os mais comuns foram dor de cabeça, com 38% de respostas afirmativas, tosse, com 30%, e nariz entupido, com 30%. Na sequência aparecem: coriza (27%), dor de garganta (25%), febre (22%), e cansaço excessivo (17%). Com índices mais baixos ficaram: falta de ar (9%), diarreia (9%) e vômito (4%).

79% são a favor de vacinas para crianças

A maioria dos brasileiros (79%) é a favor da vacinação de crianças de 5 a 11 anos, e 17%, contra. Entre os homens, 22% são contra, ante 13% das mulheres. A taxa de contrários também fica acima da média entre os mais ricos (28%, contra 13% entre os mais pobres) e entre empresários (34%). Não há diferença entre quem são responsáveis por crianças nessa faixa de idade (78%) e o restante da população (79%) em relação ao apoio à vacinação infantil contra a covid.

Entre os 29% de brasileiros responsáveis por alguma criança na faixa de 5 a 11 anos, 22% pretendem levá-las para tomarem a vacina contra covid, e 5% não pretendem vaciná-las. Há ainda 2% que não opinaram sobre o tema. Ou seja, três cada quatro (76%) responsáveis pretendem levar as crianças para tomarem vacina contra a covid, e os demais não irão levar ou ainda não decidiram.

A maioria (58%) dos brasileiros acreditam que o presidente Jair Bolsonaro (PL) está agindo mais para atrapalhar na vacinação de crianças contra a covid, e 25% acreditam que ele está agindo mais para ajudar. Para 2%, ele não está agindo nem para ajudar nem para atrapalhar, e 14% não opinaram. Entre os homens, 32% avaliam que ele está agindo mais para ajudar na vacinação infantil contra a covid, índice que cai para 20% entre as mulheres. Na região Sul, 33% veem o presidente ajudando na vacinação das crianças, e no Sudeste essa taxa cai para 22%. No segmento evangélico, 36% avaliam que ele está ajudando, ante 21% dos que pensam o mesmo na fatia de católicos.

Para 53% da população adulta do país, os pais deveriam levar as crianças para a escola neste momento, e 44% acreditam que não deveriam, com 4% sem opinião sobre o tema. Entre os responsáveis por crianças de 5 a 11 anos, 56% avaliam que os pais deveriam levar as crianças para escola no atual contexto, e entre aqueles que não tem uma criança nessa faixa de idade sob sua responsabilidade o mesmo índice cai para 51%.

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