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75% veem responsabilidade de Bolsonaro na alta da inflação

Opinião Pública -

A parcela de brasileiros que atribui muita responsabilidade ao presidente Jair Bolsonaro pela alta na inflação do país nos últimos meses passou de 41% em setembro do ano passado para 37% atualmente. Nesse intervalo, houve avanço de 34% para 38% no índice dos que avaliam que ele tem um pouco de responsabilidade, e oscilou de 23% para 22% o índice dos que não o consideram responsável. Há ainda 3% que preferiram não opinar.

Na parcela menos escolarizada da população, 29% acreditam que o presidente não tenha nenhuma responsabilidade pela alta da inflação, índice mais alto do que o registrado entre quem tem ensino médio (20%) ou superior (16%). Entre os mais ricos, 15% não atribuem responsabilidade a Bolsonaro pela alta nos preços, e entre os mais pobres esse índice fica em 24%. No segmento que considera o governo Bolsonaro ótimo ou bom, 26% o apontam como muito responsável pela inflação, e 24%, como nada responsável. Entre quem reprova sua gestão, 49% o consideram muito responsável, e 28%, nada responsável.

A mesma pergunta foi feita tendo como tema específico a alta no preço dos combustíveis no Brasil, como gasolina, diesel e gás de cozinha, nos últimos meses. Neste caso, 39% atribuem muita responsabilidade ao presidente Jair Bolsonaro, e 29% atribuem um pouco de responsabilidade. Para 30%, ele não tem nenhuma responsabilidade, e 2% não opinaram.

Após melhora nas expectativas econômicas no final do ano passado, os brasileiros retomaram o pessimismo, com mais pessoas prevendo inflação, desemprego, diminuição no poder de compra e piora na economia do país nos próximos meses.

O destaque entre esses indicadores é a inflação: três em cada quatro brasileiros (74%) preveem alta na inflação nos próximos meses, ante 46% em dezembro de 2021 e 69% em setembro do mesmo ano. Para 10%, a inflação vai diminuir, 12% acreditam que ficará como está, e 5% não responderam.

Na parcela que aprova o governo de Jair Bolsonaro (PL), 59% esperam por alta na inflação, índice que sobe para 81% entre os que o reprovam.

Metade (50%) dos brasileiros também prevê alta no desemprego nos próximos meses, e os demais se dividem entre os que têm expectativa de queda (20%), estabilidade (26%) ou não têm opinião sobre o tema (4%). Em dezembro, 35% esperavam por alta no desemprego.

Entre os homens, 24% preveem queda na taxa de desocupação, índice mais alto do que o registrado entre mulheres (17%). Essa previsão mais otimista também fica acima da média entre os mais ricos (29%), empresários (33%) e brasileiros que aprovam o governo Bolsonaro (38%).

A previsão de queda no poder de compra é compartilhada por 40% (eram 25% em dezembro), e 29% preveem estabilidade. Para 27%, porém, haverá aumento no poder de compra dos salários, e 4% não têm opinião sobre esse tema.

Uma parcela de 40% da população também avalia que a situação econômica do país irá piorar nos próximos meses, e os demais acreditam que haverá melhora (27%) ou
estabilidade (29%), com 4% sem opinião. Em dezembro, 42% previam melhora na economia do país, e a taxa de pessimistas era metade da atual (20%).

O cruzamento da expectativa econômica para o país com as intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial mostra que 46% dos potenciais eleitores de Bolsonaro esperam por melhora no quadro econômico brasileiro nos próximos meses, e 29% preveem estabilidade. Na parcela que declara voto em Lula, 47% têm expectativa de piora, e 28%, de estabilidade.

Em relação à situação econômica pessoal, 45% preveem melhora nos próximos meses, e os demais têm expectativa de estabilidade (35%) ou piora (18%), além dos que não opinaram (2%). No levantamento anterior, 56% tinham expectativa positiva para a situação econômica pessoal.

Com o olhar para o futuro mais pessimista, a análise em retrospecto do que vem acontecendo na economia segue inalterada: 66% avaliam que a situação econômica do país piorou nos últimos meses, índice similar ao registrado em dezembro de 2021 (66%) e setembro de 2021 (69%). Para 13%, a economia melhorou (em dezembro, 13%), e 19% avaliam que não houve mudança (em dezembro, 21%).

Entre os mais ricos, com renda familiar superior a 10 salários, 28% avaliam que a situação econômica do país melhorou nos últimos meses. Nos segmentos com renda familiar de 2 a 5 salários ou de 5 a 10 salários, 17% veem essa melhora, e entre os mais pobres, com renda de até 2 salários, o índice cai para 10%.

Sobre a situação econômica pessoal, 46% avaliam que houve piora nos últimos meses, e os demais apontam melhora (19%) ou estabilidade (34%), com 1% sem opinião. Em dezembro, 47% indicavam piora na situação econômica pessoal nos meses anteriores, e 19% apontavam melhora.

Entre os homens, 24% dizem que sua situação econômica melhorou, e 40%, que piorou. Na parcela de mulheres, esses índices fiam em 15% e 52%, respectivamente. No segmento de menor renda da população, com renda de até 2 salários, 54% enfrentaram piora na situação econômica. Na faixa seguinte, com renda de 2 a 5 salários, esse índice cai para 38%, e recua para 30% entre quem tem renda de 5 a 10 salários. Na fatia dos mais ricos, com renda superior a 10 salários, 20% avaliam que sua situação econômica piorou nos últimos meses, e para 42% a situação melhorou.

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