Violência segue como principal problema da cidade

Segurança e saúde se destacam como áreas prioritárias de atuação do próximo prefeito de São Paulo

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Pesquisa Datafolha mostra que a violência segue sendo o principal problema da cidade. Quando questionados sobre qual é o principal problema da cidade, 23% declararam de forma espontânea a violência (eram 22% em agosto do ano passado). No período, as taxas se mantiveram estáveis com exceção do problema das enchentes, que cresceu.

Na sequência aparecem saúde, com 16% (mesmo índice anterior), enchentes, com 9% (tinha 2%), transporte coletivo, com 7% (tinha 8%), má qualidade das calçadas e asfalto da cidade, com 5% (tinha 6%), educação, com 5% (tinha 6%), limpeza da cidade, com 5% (mesmo índice anterior), falta de saneamento básico, com 4% (tinha 2%), moradia e habitação, com 4% (mesmo índice anterior), moradores de rua, com 3% (tinha 4%), trânsito, com 2% (tinha 3%), desemprego, com 2% (tinha 3%) e Cracolândia, com 1% (tinha 3%), entre outros problemas menos citados. Uma fração de 4% não opinou (mesmo índice anterior).

Loja de brinquedos que foi atacada pelos criminosos. Criminosos invadem Araçatuba (SP) para assaltar bancos, fazem reféns e deixam três mortos. - Clayton Khan/Folhapress

Observa-se que a taxa de menções à violência supera a taxa de menções à saúde: entre os homens (27%, ante 11%), entre os que têm 16 a 24 anos (20%, ante 6%), entre os que têm 25 a 34 anos (28%, ante 17%), entre os mais instruídos (30%, ante 13%), entre os que possuem renda familiar mensal de mais de 5 a 10 salários mínimos (33%, ante 11%), entre os que possuem renda familiar mensal de mais 10 salários mínimos (32%, ante 8%), entre os que se autodeclararam como brancos (26%, ante 14%), entre os que se autodeclararam como pardos (24%, ante 17%), entre os moradores da região central (18%, ante 5%) e entre os moradores da região Oeste (30%, ante 9%).

Já, a taxa de menções à saúde se aproxima da taxa de menções à violência: entre as mulheres (20%, para cada um), entre os menos instruídos (19%, ante 18%), entre os que possuem renda familiar mensal de até 2 salários mínimos (19%, ante 16%), entre os que se autodeclararam como pretos (20%, ante 16%) e entre os moradores da região Leste (20%, para cada um).

Nesse levantamento, entre os dias 07 e 08 de março de 2024, foram realizadas 1.090 entrevistas presenciais na cidade de São Paulo, com moradores de 16 anos ou mais, de todas as classes sociais e de todas as regiões da cidade. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%.

Já, quando a situação é a melhora da vida pessoal, segurança e saúde novamente se destacam como as prioridades do próximo prefeito. Segurança foi citada por 22%, e saúde, por 18%. São seguidas pelas áreas: emprego (16%), educação (11%), transporte coletivo (6%), moradia/ habitação (5%), situação dos moradores de rua (4%), conservação das calçadas, ruas e avenidas (3%), combate às enchentes (3%), preparar a cidade para enfrentar as mudanças climáticas (3%), situação do trânsito (2%), situação da Cracolândia (2%) e limpeza urbana (2%), entre outras áreas.

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