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Com Marina, disputa presidencial iria para o segundo turno

Eleições -

Com a morte de Eduardo Campos, seu partido, o PSB, pode indicar outro nome para a disputa, optar por apoiar outro candidato ou se manter neutro na disputa pela Presidência da República. Com base nessas alternativas, o Datafolha consultou a opinião dos brasileiros sobre o novo cenário eleitoral do país, que mostra a manutenção de Dilma Rousseff (PT) como líder nas intenções de voto, e indefinição na segunda colocação.

No cenário em que Marina Silva (PSB) assume a candidatura à Presidência no lugar de Campos, Dilma teria, se a eleição fosse hoje, 36% das intenções de voto, e a ex-senadora do Acre, com 21%, estaria empatada com Aécio Neves (PSDB), que teria a preferência de 20% do eleitorado. Em seguida aparecem Pastor Everaldo (PSC), com 3%, e Zé Maria (PSTU) e Eduardo Jorge, com 1% cada. Os candidatos Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB), Luciana Genro (PSol), Rui Costa Pimenta (PCO) e Eymael (PSDC) não atingiram 1%. Uma parcela de 8% dos eleitores votariam em branco ou anulariam o voto, e 9% não opinaram.

O Datafolha incluiu Marina como presidenciável, pela última vez, em abril de 2014, em cenário em que seu nome foi apresentado aos eleitores juntamente como o de Dilma e Aécio. À época, Dilma aparecia com 39%, Marina tinha 27%, e Aécio ficava com 16%.

Na pesquisa atual, a simulação do cenário sem Marina Silva mostra a liderança de Dilma, com 41% das intenções de voto, tendo Aécio em segundo lugar, com 25%. Em seguida aparecem Pastor Everaldo, com 4%, e José Maria, Luciana Genro, Eduardo Jorge, e Rui Costa Pimenta, com 1% cada. Os candidatos Levy Fidelix (PRTB), Mauro Iasi (PCB) e Eymael não atingiram 1% das intenções de voto. A fatia de votos em branco ou nulos, neste caso, somam 13%, e a de indecisos, fica em 12%.

Com a ausência de Marina, Aécio abre vantagem sobre Dilma entre os eleitores com curso superior (39% a 26%), no eleitorado com renda familiar entre 5 e 10 salários (42% a 27%), entre aqueles com renda familiar superior a 10 salários (47% a 25%). Na região Sudeste, há empate entre a petista (32%) e Aécio (31%), assim como no Centro-Oeste (33% para ambos). No Nordeste, a presidente tem larga vantagem sobre o senador mineiro (55% a 15%), assim como no Norte (55% a 19%).

Na pesquisa espontânea, sem a apresentação de nenhum nome aos eleitores, 24% apontam Dilma como nome para a Presidência, índice similar ao registrado em pesquisa realizada nos dias 15 e 16 de julho, quando 22% citavam a petista. As menções a Aécio também tiveram oscilação positiva no período, de 9% para 11%. O nome de Marina foi apontado por (5%), e metade do eleitorado (49%) não mencionou nenhum nome espontaneamente.

Nas simulações de segundo turno, Dilma voltou a abrir vantagem sobre Aécio: em meados de julho, a petista tinha 44%, e estava empatada tecnicamente com o tucano, que aparecia com 40%. Atualmente, ela tem 47%, enquanto Aécio oscilou para 39%. Votariam em branco ou nulo 9%, e 5% não opinaram.

No cenário em que se enfrentam Dilma e Marina, há um empate técnico no limite da margem de erro, com a candidata do PSB obtendo 47% das intenções de voto, ante 43% da atual presidente. Neste caso, uma parcela de 6% votaria em branco ou nulo, e 4% não opinaram.

Uma parcela de 34% do eleitorado brasileiro não votaria de jeito nenhum em Dilma Rousseff, que segue como o nome mais rejeitado na disputa (em julho, esse índice era de 35%). Em seguida aparecem Aécio Neves (18%), Pastor Everaldo (17%), Zé Maria (16%), Eymael (13%), Levy Fidelix (13%), Rui Costa Pimenta (13%), Luciana Genro (11%), Mauro Iasi (11%), Marina Silva (11%) e Eduardo Jorge (10%). A fatia dos que não rejeitam nenhum deles fica em 11%, e 3% rejeitam todos.

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