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Aécio e Dilma seguem empatados na disputa pela Presidência

Eleições -

O segundo turno da disputa pela Presidência da República continua empatado após a retomada das propagandas no rádio e na TV. Com 45% das intenções de voto, Aécio Neves (PSDB) mantem o patamar de preferência obtido na semana passada (46%), assim como Dilma Rousseff (PT), que tem 43% (tinha 44%). Votariam em branco ou nulo 6%, e 6% ainda não decidiram o voto.

Considerando somente os votos válidos, Aécio tem 51%, e Dilma, 49%. Para o cálculo dos votos válidos são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. No 1º turno, Dilma teve 42% dos votos válidos, e Aécio, 34%.

Nesse levantamento, realizado entre os dias 14 e 15 de outubro de 2014, o Datafolha entrevistou 9.081 eleitores em 366 cidades em todas as regiões do Brasil. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, para o total da amostra.

Entre os eleitores que declaram intenção de votar, 86% sabem o número de seu candidato à Presidência. Na fatia dos que preferem Dilma, 90% citam seu número corretamente, e entre os que indicam votar em Aécio, 86%. Na semana passada esses índices eram de 91% e 79%, respectivamente.

Na avaliação de aceitação e rejeição das duas candidaturas, a petista e o tucano estão hoje mais próximos do que na semana passada. Atualmente, 42% não votariam de jeito nenhum em Dilma (ante 43% no levantamento anterior), mesmo índice dos que votariam com certeza (42%, igual ao registrado na semana passada). Há ainda 15% que talvez votassem na presidente, resultado próximo ao constatado no levantamento anterior (14%).

No mesmo período, a fatia dos que não votariam de jeito nenhum em Aécio passou de 34% para 38%, e oscilou de 43% a 42% a dos que votariam com certeza no tucano. Isso fez com que a parcela do eleitorado que talvez escolhesse sua candidatura recuasse de 22% para 18%.

FHC afasta mais votos do que atrai

Entre Lula, Fernando Henrique Cardoso e Marina Silva, o apoio do ex-presidente pelo PT a um dos candidatos à Presidência é o que mais atrai votos, e o do ex-presidente tucano, o que menos atrai votos. Para 37%, o apoio de Lula poderia levar à escolha de um candidato, e 21% indicam que esse apoio teria efeito contrário, levando-os a não votar no nome apoiado. Há ainda 39% que avaliam esse apoio como indiferente, e 3% não opinaram. Entre os que declaram voto em Aécio no 2º turno, 12% poderiam votar no candidato apoiado por Lula. O apoio do ex-presidente também pode atrair a preferência de um em cada quatro indecisos (28%).

O apoio do ex-presidente pelo PSDB poderia atrair o voto de 16%, percentual menor do que os que avaliam que esse apoio levaria a não votar no candidato apoiado (28%). Metade (50%) considera o apoio do tucano indiferente, e 6% não tem opinião sobre o assunto. Entre os eleitores de Dilma, 7% poderiam votar em um candidato apoiado por Fernando Henrique. Entre os indecisos, esse índice fica em 7%.

O apoio de Marina Silva (PSB) a um dos dois candidatos atrai e tira votos em níveis próximos, em uma situação diferente da verificada na semana passada. De acordo com 20% dos eleitores, o apoio da política do PSB a um candidato poderia os levar a escolher esse candidato, e 23% avaliam que o apoio os faria descartar a candidatura apoiada. No levantamento anterior, 16% indicavam que poderiam votar em um nome apoiado pela ex-candidata do PSB, enquanto 13% rejeitavam esse apoio. A maioria (53%) avalia que o apoio de Marina é indiferente (na semana passada, 67%), e 4% não opinaram sobre o assunto. Um em cada cinco (20%) eleitores indecisos poderia votar no candidato apoiado por Marina.

A maioria (54%) dos eleitores brasileiros assistiu a alguma das propagandas na TV dos candidatos a presidente neste 2º turno. Neste grupo, 95% já assistiram ao programa de TV de Dilma, e 93%, ao de Aécio.

Na fatia dos que já viram o programa da petista, 48% o avaliaram como ótimo ou bom, 31%, como regular, 20%, como ruim ou péssimo, e 1% não opinaram. Entre os que telespectadores do programa do senador mineiro, 57% o consideraram ótimo ou bom, 28%, regular, 13%, ruim ou péssimo, e 3% não opinaram.

Entre os que declaram voto em Aécio, 85% veem seu programa como ótimo ou bom. O programa da adversária Dilma Rousseff é avaliado por 38% dos eleitores do tucano como ruim ou péssimo, por 43%, como regular, e por 19%, como ótimo ou bom.

O programa de Dilma Rousseff também apresenta grande aprovação entre seus eleitores (80% o avaliam como ótimo ou bom), e o de seu adversário encontra melhor receptividade entre aqueles que optam pela petista (31% consideram o programa de Aécio ótimo ou bom, 41%, regular, e 25%, ruim ou péssimo).

Proposta de governo é o que mais atrai votos

Para 71% dos eleitores brasileiros, o mais importante na escolha de um candidato a presidente são suas propostas de governo. Os demais se dividem entre que atribuem mais importância à pessoa (19%) e ao partido do candidato (5%). Uma fatia de 4% não respondeu ou citou outras respostas. Tanto na fatia dos que votam em Aécio quanto entre os que optam por Dilma pesam mais as propostas de governo.

Entre os eleitores que votaram em algum candidato no 1º turno ou optaram pelo voto branco ou nulo, 79% afirmam que fizeram essa escolha pelo candidato ser a pessoa ideal, e 19%, por falta de opção melhor. Uma fatia de 2% não opinou sobre o tema. Entre os que declaram ter votado em Dilma, 84% a escolheram por ser a pessoa ideal, e 14%, por falta de uma opção melhor. Na parcela que declara ter votado no candidato do PSDB, 76% fizeram opção por ele ser a pessoa ideal, e 22%, por falta de opção melhor.

Dois em cada três eleitores (67%) escolheram seu candidato no 1º turno pelo menos um mês antes da eleição. Os demais se dividem entre aqueles que escolheram a 15 dias da votação (11%), uma semana antes da votação (8%), na véspera (6%) ou no próprio dia da eleição (9%). Entre os que declaram ter votado em Dilma, fica acima da média o índice dos que a escolheram pelo menos um mês antes da eleição (76%, ante 62% entre os eleitores de Aécio)

Propinas para partidos em negócios da Petrobras influencia voto de 49%

A maioria (80%) dos brasileiros tomou conhecimento das denúncias de um ex-diretor da Petrobras que envolvem o pagamento de propinas em contratos da empresa para PT, PP e PMDB. Neste grupo estão tanto aqueles que tomaram conhecimento e estão bem informados sobre o assunto (29%) quanto os que estão mais ou menos informados (39%) ou mal informados (12%).

Na opinião de dois em cada três eleitores (66%), as denúncias do ex-diretor são verdadeiras e houve pagamento de propina na estatal de petróleo. Os que acreditam que não houve pagamento são 8%, e 26% não souberam responder.

Informadas de que algumas pessoas dizem que essas denúncias não deveriam ter sido divulgadas durante a campanha eleitoral porque podem influenciar a decisão dos eleitores, enquanto outros defendem a divulgação dessas denuncias mesmo durante a campanha eleitoral, os eleitores foram consultados sobre sua opinião a respeito. A maioria (68%) avaliou que as denúncias deveriam ser divulgadas durante a campanha, 19% indicaram que deveriam ser divulgadas após o 2º turno, e 13% preferiram não opinar.

Questionados se a presidente Dilma Rousseff (PT) tem responsabilidade sobre o caso de corrupção na Petrobras, 64% responderam positivamente. Neste grupo estão tanto os que acreditam que a petista tem muita responsabilidade (38%) quanto àqueles que avaliam que tem um pouco de responsabilidade (26%). Há ainda 18% que eximem a presidente de responsabilidade no caso de corrupção na Petrobras, e 17% não opinaram.

Entre os que pretendem votar na petista no 2º turno, 18% avaliam que ela tem muita responsabilidade sobre o caso de corrupção na Petrobras, e 30% avaliam que tem um pouco de responsabilidade.

Pensando no 2º turno da eleição presidencial, as denúncias de corrupção da Petrobras terão influência no voto de 49% dos eleitores, sendo que para 30% terá grande influência, e para 20%, alguma influência. Uma fatia de 43% declara que as denúncias não terão influência no seu voto, e 7% não opinaram sobre o assunto.

Entre os que declaram votar em Aécio, 41% indicam que as denúncias na estatal terá grande influência na opção deste 2º turno, e 21%, que terá alguma influência. Um em cada três eleitores (33%) do tucano, porém, afirma que as denúncias não terão influência.

Na fatia dos que preferem Dilma, 57% indicam que as denúncias de corrupção na Petrobras não terão influência no voto no 2º turno. Para 16% dos que hoje declaram voto na petista, no entanto, as denúncias terão grande influência no voto, e 18% indicam que terá alguma.

Governo Dilma é aprovado por 40%

O governo da presidente Dilma Rousseff (PT) é aprovado por 40% dos eleitores brasileiros, reprovado por 21%, e considerado regular por 38%. Há ainda 1% que não opinou sobre o assunto. Na comparação com levantamento realizado na semana passada, os índices de avaliação da petista ficaram estáveis, com variações dentro da margem de erro.

De 0 a 10, a nota média atribuída atualmente ao governo Dilma Rousseff é 6,2.

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