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Lula e Marina lideram corrida eleitoral, e tucanos têm trajetória de queda

Eleições -

Pesquisa Datafolha mostra que o ex-presidente Lula e a ex-senadora Marina Silva lideram a corrida eleitoral para presidente da República, em 2018. Em três dos quatro cenários eleitorais pesquisados, Lula e Marina estão empatados dentro da margem de erro, em um, o ex-presidente lidera isolado. Na comparação com a pesquisa anterior, de março, a intenção de voto em Lula cresceu em três cenários, voltando ao patamar observado em fevereiro, enquanto Marina se manteve estável em todos os cenários. Em março, após os acontecimentos da condução coercitiva, da divulgação de gravações telefônicas e da manifestação do dia 13/03, Lula apresentou as intenções de voto mais baixas.

Nesse levantamento, realizado nos dias 7 e 8 de abril de 2016, foram feitas 2.779 entrevistas em 170 municípios brasileiros. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%.

No primeiro cenário, com Aécio Neves como candidato do PSDB, Lula e Marina dividem a liderança. O ex-presidente passou de 17%, em março, para 21%, e Marina, de 21% para 19%. Aécio Neves, que liderava a disputa até março, voltou a oscilar negativamente, de 19% para 17%, e agora ocupa o segundo lugar - este é o terceiro levantamento seguido em que a intenção de voto no tucano recua (era 27%, em dezembro, 24%, em fevereiro, e 19%, em março. Em seguida aparecem os candidatos: Jair Bolsonaro (PP), com 8% (tinha 6% em março), Ciro Gomes (PDT), com 7% (tinha 6%), Luciana Genro (PSOL), com 2% (tinha 3%), Michel Temer (PMDB), com 2% (tinha 1%), e com 1%, cada um, Ronaldo Caiado (DEM) (tinha 2%) e Eduardo Jorge (PV) (tinha 2%). Há ainda 17% que votariam em branco ou nulo (era 18%) e 5% que não opinaram (era 6%).

Já, no cenário em que o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), substitui o nome de Aécio Neves, e os demais candidatos são mantidos, Marina Silva lidera, com 23% (mesmo índice de março), porém, agora divide a liderança com Lula, com 22% (tinha 17%). Alckmin tem 9% e está tecnicamente empatado com Ciro Gomes e Jair Bolsonaro, cada um, com 8%. Este é o terceiro levantamento seguido em que a intenção de voto no governador de São Paulo recua: era 14%, em dezembro, 12%, em fevereiro e 11%, em março. Na sequência aparecem ainda, com 2%, cada um, Luciana Genro e Michel Temer, e com 1%, cada um, Eduardo Jorge e Caiado. Uma fatia de 18% votaria em branco ou nulo se a eleição fosse hoje e os candidatos fossem estes (era 20%, em março) e 6% não opinaram.

No cenário com José Serra como candidato do PSDB à Presidência da República, Marina e Lula voltaram a dividir a liderança. Marina que liderava isolada em março, oscilou de 24% para 22%, enquanto Lula cresceu de 17% para 22%. Na sequência aparecem, Serra, com 11%, novamente apresentou oscilação negativa (tinha 15%, em fevereiro, e 13%, em março), Jair Bolsonaro, com 7%, Ciro Gomes, com 7%, com 2%, cada um, Luciana Genro e Michel Temer, e com 1%, cada um, Eduardo Jorge e Ronaldo Caiado. Votariam em branco ou nulo 18% (era 19%) e não opinaram, 6%.

Por fim, no último cenário apresentado aos brasileiros que incluiu o nome do juiz Sérgio Moro (sem partido), os nomes de José Serra, Aécio Neves e Geraldo Alckmin (PSDB) - para que essa disputa fosse possível, os três tucanos teriam que disputar a eleição por partidos diferentes - e os demais nomes já listados nas demais simulações, Lula lidera, pela primeira vez, de forma isolada. O petista tem 21% das intenções de voto (tinha 17% em março), Marina, 16% (tinha 17%) e Aécio, 12% (tinha 14%). Seguidos por Sergio Moro, com 8% (mesmo índice anterior), Bolsonaro, com 6% (tinha 5%), Ciro Gomes, com 6% (tinha 5%), Serra, com 5% (tinha 6%), Genro, com 2% (tinha 3%), e com 1%, cada um, Jorge, Caiado e Temer. Os votos em branco ou nulo alcançam 13% (mesmo índice anterior) e 4% não opinaram.

Entre os simpatizantes do PSDB, Aécio tem 30% das intenções de voto, ante 12% de Alckmin, 12% de Marina, 11% de Serra e 9% de Moro.

Na análise dos quatros cenários, de maneira geral, Lula se destaca entre os segmentos: dos mais velhos, dos mais pobres, dos menos instruídos, dos moradores das regiões Nordeste e Norte e dos moradores de municípios com até 50 mil habitantes. Já, Marina e Aécio se destacam, principalmente, entre os mais jovens, enquanto Bolsonaro, alcança seus melhores índices entre os mais ricos e entre os mais escolarizados.

O Datafolha também mediu a rejeição eleitoral de cada um dos nomes incluídos nos cenários de voto e, como nos últimos levantamentos, o ex-presidente Lula é o mais rejeitado. Não votariam de jeito nenhum no ex-presidente 53%. Na comparação com os levantamentos anteriores, a taxa de rejeição recuou em relação à de março (era 57%), porém segue acima da taxa de fevereiro (era 49%). Na sequência aparecem Aécio Neves e Michel Temer, com taxas de rejeição em crescimento. Não votariam no tucano 33% (era 23%, em fevereiro, e 32%, em março) e no atual vice-presidente, 27% (era 21%, em fevereiro, e 23%, em março). Serra é rejeitado por 21% (mesmo índice de março, e 19%, de fevereiro), Marina por 20% (era 15% em março e em fevereiro) e Alckmin por 19% (mesmo índice de março, e 17%, de fevereiro). Com taxas de rejeição mais baixas aparecem: Ciro Gomes, Jair Bolsonaro e Luciana Genro com 15% (cada um), Eduardo Jorge e Ronaldo Caiado com 12% (cada um) e Sérgio Moro com 9%. Votariam em qualquer um, 3%, rejeitam todos os candidatos, 6% e não opinaram 3%.

A taxa de rejeição ao ex-presidente alcança índices mais altos entre os mais jovens (58%), entre os moradores das regiões Sudeste e Sul (62%, cada um), entre os mais instruídos (64%) e entre os que possuem renda familiar mensal de mais de cinco a dez salários mínimos (68%).

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