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Russomanno lidera 1º turno e venceria adversários em disputa direta

Eleições -

A pouco menos de três meses do 1º turno da eleição municipal, 61% dos paulistanos não citam espontaneamente nenhum dos pré-candidatos como seu escolhido para o cargo de prefeito. Uma parcela de 18% afirma que irá votar em branco ou nulo, e só então aparecem as menções aos nomes que poderão estar na disputa. Dentre eles, Fernando Haddad (PT) é citado espontaneamente por 6%, Celso Russomanno (PRB), por 4%, Luiza Erundina (PSol), por 2%, Marta Suplicy (PMDB), por 2%, João Dória (PSDB), por 1%, e Andrea Matarazzo (PSD), por 1%, e Paulo Skaf (PMDB), que não é pré-candidato, também por 1%, entre outros que não atingiram esse percentual mínimo.

Nos cenários estimulados, em que uma lista de nomes é apresentada aos entrevistados, a disputa é marcada pela pulverização das intenções de voto. Foram realizadas duas simulações com essa metodologia, uma incluindo o nome de Celso Russomanno e a outra sem o deputado. Os demais nomes (além de Marta, Erundina, Haddad, Dória e Matarazzo foram incluídos Marco Feliciano, do PSC, Ricardo Young, da Rede, Major Olímpio, do SD, Marlene Campos Machado, do PTB, e Levy Fidelix, do PRTB) foram mantidos nas duas simulações.

Russomanno lidera de forma isolada com 25% no primeiro cenário, à frente de Marta (16%), Erundina (10%), Haddad (8%), Dória (6%), Feliciano (4%), Matarazzo (3%), Major Olímpio (2%), Fidelix (2%), Marlene Campos Machado (1%), e Young (1%). Os que declaram a intenção em votar branco ou anular somam 19%, e 4% não souberam opinar.

O deputado federal pelo PRB tem desempenho acima da média na faixa etária de 35 a 44 anos (30%), entre os que estudaram até o ensino médio (30%) e na zona norte da cidade (30%). Ex-prefeita, Marta consegue melhor desempenho entre os que estudaram até o ensino fundamental (20%) e na parcela dos mais pobres (21%), enquanto Erundina, que também já esteve no cargo, obtém 17% entre os mais velhos, 14% na fatia dos mais escolarizados e 15% entre os mais ricos. O atual prefeito, por sua vez, atinge índices acima da média entre os mais jovens (17%), na parcela dos mais escolarizados (13%), entre aqueles com renda mensal familiar de 5 a 10 salários (13%) e entre os mais ricos, com renda superior a 10 salários (16%). O candidato do PSDB João Dória também tem melhor desempenho entre os mais escolarizados (12%) e entre os mais ricos (16%). Entre os evangélicos pentecostais, Feliciano tem 14%, empatado com Marta (17%) e atrás somente de Russomanno (31%).

No cenário sem Russomanno, quem lidera é Marta Suplicy, com 21%, e em seguida aparecem Erundina (13%), Haddad (11%), Dória (7%), Matarazzo (5%), Feliciano (5%), Major Olímpio (3%), Fidelix (3%), Marlene Campos Machado (2%) e Ricardo Young (1%). Votos em branco ou nulos sobem para 25% com estes nomes disponíveis para escolha, e há 5% que não opinaram.

Neste cenário, Marta consegue maior vantagem entre aqueles que estudaram até o ensino médio (25%, ante 11% de Erundina e 11% de Haddad) ou fundamental (25%, ante 14% de Erundina e 7% de Haddad). O atual prefeito novamente se destaca entre os mais jovens (22%, mesmo índice de Marta), e na fatia dos que estudaram até o ensino superior há uma disputa acirrada (no segmento, Haddad tem 15%, mesmo índice de Erundina, e em patamar similar aparecem Dória, com 13%, e Marta, com 12%). O mesmo acontece entre os mais ricos, segmento no qual Haddad tem 18%, Dória fica com 16%, Matarazzo aparece com 15%, e Erundina obtém 12%, à frente de Marta (6%).

Dentre os pré-candidatos apresentados aos entrevistados, os mais conhecidos são Marta, Haddad, Russomano e Erundina. Com 99% de taxa de conhecimento, Marta é conhecida muito bem por 69%, um pouco, por 22%, e só de ouvir falar, por 8%. O atual prefeito também é conhecido por 99%, sendo que 67% o conhecem muito bem, 23%, um pouco, e 9%, só de ouvir falar. O deputado federal pelo PRB é conhecido por 98%, divididos entre os que o conhecem muito bem (64%), um pouco (23%) e só de ouvir falar (12%), e em um patamar próximo está Erundina, conhecida por 92% (56% a conhecem muito bem, 24%, um pouco, e 12%, só de ouvir falar).

Em seguida aparecem Levy Fidelix (76% de taxa de conhecimento, sendo que 23% o conhecem muito bem), Feliciano (63% o conhecem, sendo que 25% o conhecem muito bem), João Dória (conhecido por 50%, sendo que 15% o conhecem muito bem), Matarazzo (43% o conhecem, sendo que 12% muito bem), Marlene Campos Machado (36% a conhecem, porém só 4% dizem conhece-la muito bem), Major Olímpio (33% de conhecimento, sendo que somente 6% o conhecem muito bem) e Ricardo Young (21% de taxa de conhecimento, sendo que somente 2% o conhecem muito bem).

O índice de rejeição dos candidatos também foi consultado pelo Datafolha, e o petista Fernando Haddad aparece como o mais rejeitado: 45% dos paulistanos não votariam nele de jeito nenhum no atual prefeito. Em seguida aparecem Feliciano (32% de rejeição), Marta (31%), Fidelix (29%), Erundina (24%), Russomanno (22%), Dória (19%), Major Olímpio (17%), Marlene Campos Machado (16%), Ricardo Young (15%), e Matarazzo (14%). Uma parcela de 8% não votaria em nenhum deles, 2% votariam em qualquer um, e 3% não opinaram.

Haddad tem rejeição acima da média entre aqueles que têm de 35 a 44 anos (54%), entre os mais ricos (51%) e entre aqueles que desaprovam seu governo (65%). Já a ex-prefeita Marta Suplicy é mais rejeitada entre os paulistanos com nível superior (38%), assim como Feliciano (49%), Fidelix (41%) e Russomanno (35%). O mesmo acontece entre os mais ricos, segmento em que 47% não votariam de jeito nenhum em Marta, 53% não votariam de jeito nenhum em Feliciano e 46% não votariam de jeito nenhum em Russomanno.

Os resultados das taxas de rejeição cruzados pelas intenções de voto, considerando o cenário mais completo estimulado pelo Datafolha, mostram que Haddad é menos rejeitado entre os eleitores de Erundina (34%), e que sua rejeição ultrapassa a barreira dos 60% entre aqueles que declaram voto em Feliciano (60%), Russomanno (61%), Dória (62%) e Matarazzo (66%). A ex-prefeita Marta Suplicy é rejeitada por 51% dos eleitores de Dória e por 64% dos que optam por Feliciano. O deputado do PRB, por sua vez, enfrenta maior rejeição entre os que votam em Erundina (53%), e Haddad (48%) e Matarazzo (45%).

Nesta pesquisa também foram avaliados cenários de segundo turno, dez no total, e neles se destacam Russomanno, positivamente, e Haddad, pelos índices negativos.

Se a disputa direta entre eles fosse hoje, o candidato do PRB venceria Haddad, Dória, Erundina e Marta. Contra o petista, teria 58%, ante 19% do adversário e 20% de votos em branco ou nulo, além dos 2% que não opinaram. Diante de Dória, o deputado pelo PRB fica com 58% das intenções de voto, e o peessedebista, com 18%. Votariam em branco ou nulo, neste cenário, 22%, e 3% não opinaram. Se a disputa fosse contra Erundina, Russomanno seria o preferido de 54%, e 29% optariam pela deputada do PSol. Votos e brancos e nulos somariam 14%, e 2% não opinaram. Contra Marta, a margem de Russomanno seria menor: 48% votariam no deputado, 31%, na senadora do PMDB, e os demais votariam em branco ou nulo (19%) ou não opinaram (2%).

No embate entre Russomanno e Haddad, o petista ficaria com 42% dos votos de Erundina declarados no cenário de 1º turno, e o adversário, com 37%. Os votos dos demais iriam majoritariamente para Russomanno - o petista ficaria com 17% dos votos de Marta, por exemplo, ante 62% do adversário. A disputa entre Russomanno e Marta mostra que a peemedebista ficaria com 44% dos votos de Erundina e com 43% dos votos de Haddad declarados no 1º turno (ante 27% e 33%, respectivamente, que iriam para o deputado do PRB).

Nos embates diretos simulados, Haddad obtém seu melhor desempenho contra João Dória: teria 30% dos votos, ante 34% do tucano e 33% de votos em branco ou nulo, além de 3% que não opinaram. Diante de Marta Suplicy, Haddad teria 24%, e a peemedebista, 44%, em um cenário em que 30% votariam em branco ou anulariam, e 2% não opinaram. Se a adversária fosse Erundina, o petista ficaria com 25%, e a ex-prefeita teria 42%, com 30% optando por votar em branco ou nulo, e 2% sem opinião sobre a disputa.

Marta e Erundina empatam no limite da margem de erro (39% para a peemedebista, 33% para a deputado do Psol), com 26% de brancos e nulos, além de 2% que não opinaram. Contra Dória, a vantagem seria de Marta (48% a 24%, com 25% de brancos e nulos, além de 3% que não opinaram). No embate entre Erundina e Dória, a deputada teria 44%, ante 24% do tucano, com 28% de votos em branco ou nulos, e 4% sem opinião.

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