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Crivella lidera e cinco disputam vaga no 2º turno no Rio

Eleições -

A seis dias do primeiro turno das eleições municipais, pesquisa Datafolha mostra um cenário estável nas intenções de voto, com Marcelo Crivella (PRB) na liderança e uma disputa acirrada pelo segundo lugar, com cinco candidatos empatados tecnicamente. Líder nas pesquisas, Crivella tinha 28%, em agosto, 29%, no início do mês, 31%, na semana passada e agora tem 29%. A seguir, tecnicamente empatados estão Pedro Paulo (PMDB), Marcelo Freixo (PSOL), Jandira Feghali (PC do B), Flávio Bolsonaro (PSC) e Osório (PSDB) - é a primeira vez que o tucano aparece nesta situação.

Dos cinco candidatos tecnicamente empatados na segunda colocação, Pedro Paulo é o único a apresentar crescimento no período: 5% em agosto, 8% no início de setembro, 9% na semana passada e agora, 11%. Freixo tinha 11%, em agosto, 11%, no início de setembro, 10%, na semana passada e novamente apresentou 10% das intenções de voto. Feghali oscilou, respectivamente, de 7%, 8%, 9% para 7%. Bolsonaro passou de 9%, 6%, 7% para novamente 7%. Osorio tinha 3%, em agosto, 4%, no início de setembro, 4%, na semana passada e agora alcançou 6%.

Com intenções de voto mais baixas estão Indio da Costa, com 5% (tinha 6%), Alessandro Molon (REDE), com 1% (tinha 2%), Cyro Garcia (PSTU), com 1% (mesmo índice anterior) e Carmen Migueles (NOVO), com 1%. Thelma Bastos (PCO) foi citada, mas não alcançou 1%. Indecisos são 7% (era 6%) e pretendem votar em branco ou nulo, 15% (mesmo índice anterior).

Crivella alcança índices mais altos entre os menos instruídos (37%), entre os evangélicos pentecostais (51%) e entre os evangélicos não pentecostais (48%). Enquanto Freixo se destaca entre os mais jovens (22%) e entre os mais instruídos (23%). Feghali, entre os simpatizantes do PT (24%) - partido que faz parte da sua coligação - e Pedro Paulo, entre simpatizantes do PMDB (38%).

Considerando os votos válidos, sem contar os votos em branco ou nulo e sem os indecisos, Crivella tem 37%, Pedro Paulo, 14%, Freixo, 13%, Bolsonaro, 10%, Feghali, 9%, Osorio, 7%, Indio da Costa, 7%, Molon, 2%, Migueles, 1%, Garcia, 1% e Bastos foi citada, mas não alcançou 1%.

Nesse levantamento realizado no dia 26 de setembro de 2016, foram feitas 1.144 entrevistas com eleitores de todas as regiões da cidade do Rio de Janeiro, com 16 anos ou mais. A margem de erro para o total da amostra é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Uma parcela significativa dos eleitores cariocas todavia não sabe informar o número do seu candidato, 45% (mesmo índice anterior). Outros 43% informaram corretamente o número para efetivar o voto no candidato escolhido ou para anular (era 44%), 3% informaram equivocadamente o número do candidato escolhido (mesmo índice anterior) e 9% não souberam informar qual número irão digitar para anular o voto (mesmo índice anterior).

Entre os eleitores de Crivella a taxa de conhecimento do número do candidato alcançou 50%, índice próximo ao observado entre os eleitores de Freixo e de Pedro Paulo, respectivamente, 51% e 54%. Já, entre os eleitores de Osório (35%), Feghali (28%) e Bolsonaro (22%) os índices são mais baixos.

Com a proximidade do dia das eleições, a maioria dos eleitores declarou que já está decidida em quem irá votar no próximo dia 02. Seis em cada dez (63%) declararam estar totalmente decididos quanto ao seu voto (era 59%), 36% declararam que ainda podem mudar de opinião (40%) e 1% não respondeu. Entre os eleitores de Crivella, 63% declararam que estão totalmente decididos a votar no senador, índice próximo ao observado entre os eleitores de Freixo (66%), de Bolsonaro (62%), de Pedro Paulo (60%), de Osorio (60%) e de Feghali (54%).

Dos entrevistados que declararam que ainda podem mudar de voto (36%), Crivella, Feghali e Indio da Costa dividem a preferência como a segunda opção de voto, com respectivamente, 15%, 14% e 13% de menções. Uma parcela de 14% votaria em branco e 12% estão indecisos. Entre os eleitores de Crivella, os candidatos preferidos são Feghali (17%) e Indio da Costa (14%). Já, entre os eleitores de Freixo, a preferência mais alta é por Feghali (23%), enquanto entre os eleitores da comunista, Crivella é o preferido (30%). O senador é o preferido também entre os eleitores de Bolsonaro (37%).

Quando a pergunta sobre a intenção de voto é feita de maneira espontânea, sem apresentação do cartão com o nome dos candidatos, a taxa de indecisos se manteve estável, em 35% (era 36%). Crivella lidera com 17% (tinha 20%), seguido por Freixo, com 7% (mesma taxa anterior), Pedro Paulo, com 6% (mesma taxa anterior), Bolsonaro, com 4% (mesma taxa anterior), Osorio, com 4% (tinha 2%), Feghali, com 3% (tinha 4%) e Costa, com 2% (mesma taxa anterior). Molon alcançou 1%, Migueles, Cyro Garcia e Thelma Bastos foram citados, mas não alcançaram 1%. Pretendem votar em branco ou anular o voto, 16% (era 17%) e outras respostas alcançaram 4% (era 2%).

Os índices de rejeição ficaram estáveis na comparação com o levantamento anterior. Empatados tecnicamente como os candidatos mais rejeitados estão Pedro Paulo, com 29% (era 32%) e Jandira Feghali, com 27% (era 26%). A seguir vem Crivella, com 25% (era 21%), Flávio Bolsonaro, com 21% (era 27%). Com taxas de rejeição mais baixas estão: Indio da Costa, com 12% (era 13%), Freixo, com 11% (era 15%), Osorio, com 11% (era 15%), Garcia, com 10% (era 13%), Bastos, com 10% (era 12%), Migueles, com 9% (era 11%) e Molon, com 9% (era 13%). Rejeitam todos os candidatos são 6% (era 7%), votariam em qualquer um, 4% (mesmo índice anterior), e não opinaram, 7% (era 6%).

Na situação Crivella versus Freixo, o candidato do PRB teria 51% das preferências (tinha 53%), o candidato do PSOL teria 29% (tinha 26%), votariam em branco ou nulo 18% (mesmo índice anterior) e não opinaram, 3% (mesmo índice anterior). O senador receberia a maior parcela dos votos em 1º turno de Flavio Bolsonaro (53%), de Indio da Costa (41%), de Pedro Paulo (46%) e dividiria a preferência entre os eleitores de Feghali (42% a 42% de Freixo) e de Osorio (37% a 41% de Freixo).

Na situação Crivella versus Bolsonaro, o senador teria 51% das preferências (tinha 55%), o deputado estadual, 22% (tinha 19%), votariam em branco ou anulariam o voto 24% (era 23%) e não opinaram 2% (era 3%). Crivella receberia a maior parcela dos votos em 1º turno de Freixo (36%), de Feghali (47%), de Pedro Paulo (52%), de Indio da Costa (38%) e de Osorio (37% a 29% de Bolsonaro).

Já, na situação Crivella versus Feghali, o ex-ministro da Pesca teria 50% (mesmo índice anterior), a candidata do PC do B teria 27% (era 28%), anulariam o voto 21% (era 19%) e não opinaram 2% (era 3%). O senador receberia a maior parcela dos votos em 1º turno de Flavio Bolsonaro (60%), de Indio da Costa (48%), de Pedro Paulo (46%) e de Osorio (40%), enquanto Feghali receberia a maior parcela dos votos em 1º turno de Freixo (66%, ante 20% para Crivella).

Na situação contra o candidato do PSD, Crivella teria 49% (era 52%) e Indio da Costa 30% (era 26%), votariam em branco ou nulo 19% (era 18%) e não opinaram 2% (era 3%). Crivella receberia a maior parcela dos votos em 1º turno Bolsonaro (45%), enquanto Indio da Costa receberia a maior parcela dos votos em 1º turno de Freixo (45%) e de Osorio (57%). Entre os eleitores de Feghali (37% para Crivella e 36% para Indio da Costa) e de Pedro Paulo (47% para Costa e 42% para Crivella) a situação é de empate técnico.

No cenário Crivella versus Pedro Paulo, o candidato do PRB teria 49% (era 55%), o candidato do PMDB, 24% (era 21%), 23% votariam em branco ou nulo (era 21%) e 3% não opinaram (mesma taxa anterior). Crivella receberia a maior parcela dos votos em 1º turno de Feghali (48%), de Bolsonaro (51%), de Freixo (32%) e de Indio da Costa (36% a 30%). Entre os eleitores de Osorio, Pedro Paulo teria 40% ante 33% de Crivella.

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