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Russomanno lidera primeira pesquisa para governo de São Paulo

Eleições -

Pesquisa Datafolha mostra o Deputado Federal, Celso Russomanno (PRB), na liderança em todos os 7 cenários eleitorais pesquisados para a disputa do palácio dos Bandeirantes do próximo ano. Os cenários foram elaborados a partir de nomes de pré-candidatos que circulam na mídia como potenciais candidatos. A intenção de voto em Celso Russomano variou de 25% a 32%, dependendo do cenário, próximas a estes índices ficaram as taxas de votos brancos e nulos, que variaram de 19% a 28%.

Nesse levantamento, nos dias 28, 29 e 30 de novembro de 2017, foram realizadas 2.006 entrevistas presenciais em 68 municípios paulistas. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%.

O deputado do PRB obteve seus melhores índices na situação em que o PSDB não tem candidato ou quando o candidato tucano é José Aníbal. No cenário em que o PSDB não tem candidato, Russomano alcançou 32%, seguido por Paulo Skaf (PMDB), com 20%, Rodrigo Garcia (DEM), com 4%, Gabriel Chalita (PDT), com 4%, Luiz Marinho (PT), com 4%, Marcio França (PSB), com 3%, Lisete Arelaro (PSOL), com 1% e Alexandre Zeitune (REDE), com 1%. Uma parcela de 28% declarou que pretende votar em branco ou nulo e 3% estão indecisos.

No cenário com José Aníbal como candidato do PSDB e Luiz Marinho como candidato do PT, Russomanno alcançou 30%, Skaf, 18%, Gilberto Kassab (PSD), 5%, Gabriel Chalita, 4%, Rodrigo Garcia, 4%, Luiz Marinho, 3%, e Marcio França, 3%. Com intenções de voto mais baixas aparecem José Anibal (PSDB), com 2%, Lisete Arelaro, com 1%, e Alexandre Zeitune, que foi citado mas não alcançou 1%. Votos em branco e nulos somam 27% e indecisos são 3%.

Em outro cenário com José Aníbal como candidato tucano e Fernando Haddad (PT) no lugar de Luiz Marinho, Russomanno tem 29%, Skaf, 18%, Haddad, 9%, e com 4%, cada um, Kassab, Garcia e Chalita. Menos lembrados aparecem França, com 3%, Aníbal, com 2%, e com 1% cada um, Arelaro e Zeitune. Brancos e nulos somam 23% e indecisos 3%.

A vantagem de Russomanno sobre o segundo colocado é menor quando o candidato tucano é João Doria. No cenário em que José Aníbal é substituído por João Doria, Russomanno lidera com 25%, enquanto o prefeito tem 18%. A seguir aparecem Skaf, com 13%, Haddad, com 9%, Garcia, com 4%, Kassab, com 3%, França, com 2%, e Chalita, com 2%. Com 1% de menções cada um estão Arelaro e Zeitune, brancos e nulos somam 19% e indecisos são 3%. Neste cenário, entre os moradores da capital, Russomano e Doria estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro da pesquisa e dividem a liderança com, respectivamente, 22% e 20% de menções.

Em outro cenário, com Doria como candidato tucano, mas como Luiz Marinho como candidato petista, Russomanno lidera com 25% das menções. Doria vem a seguir com 19%, Skaf, com 13% e Kassab, com 4%. Com 3%, cada um, aparecem os candidatos Chalita, Marinho e Garcia, França tem 2%, e com 1%, cada um, Arelaro e Zeitune. Brancos e nulos somam 22% e indecisos 3%. Entre os moradores da capital, Russomano divide a liderança com Doria, no limite da margem de erro ambos estão tecnicamente empatados, com respectivamente, 25% e 21%.

Nas situações em o que o candidato do PSDB é José Serra, Russomanno lidera com mais folga. No cenário com Serra e Haddad, Russoanno tem 25%, Skaf, 16%, Serra, 13%, Haddad, 8%, e com 3%, cada um, Garcia, Kassab e Chalita. França tem 2%, e com um 1%, cada um, Arelaro, Zeitune. Uma parcela de 22% declarou que pretende votar em branco ou nulo e 2% estão indecisos.
No último cenário, com Marinho no lugar de Haddad, Russomano tem 27%, Skaf, 16% e Serra, 14%. Com intenções de voto mais baixas apareceram: Garcia e Kassab, com 4%, cada um, Chalita, com 3%, Marinho, com 2%, França, com 2%, Arelaro, com 1%, e Zeitune, com 1%. Indecisos são 3% e brancos e nulos somaram 24%.

De maneira geral, observa-se que Russomanno se destaca entre os menos instruídos e entre os mais pobres. Enquanto Doria obtém índices mais altos entre os mais instruídos e entre os mais ricos, Skaf, entre os mais ricos e Haddad, entre os mais instruídos. Em todos os cenários se observa que a taxa de brancos e nulos é mais alta entre os mais velhos.

Na intenção de voto espontânea, quando o nome dos possíveis candidatos não é apresentado, 65% dos paulistas não sabem em que vão votar para governador do Estado em 2018. Alckmin foi o mais lembrado com 6% de menções espontâneas, seguido por Doria, com 2%, Haddad, com 1%, e Bolsonaro, com 1%. Skaf, Serra, Arelaro e Marinho foram citados, mas não alcançaram 1% de menções. Uma parcela de 20% declarou que votará em branco ou nulo, 2% não irá votar no dia da eleição entre outras respostas (3%).

Os ex-prefeitos da capital paulista, Gilberto Kassab e José Serra, são os candidatos a governador mais rejeitados pelos paulistas, respectivamente, 41% e 40% declararam que não votariam de jeito nenhum neles. A seguir vem outro ex-prefeito da capital, Fernando Haddad, com 34% de rejeição, e o atual prefeito de São Paulo, João Doria, com 28%. Com índices de rejeição mais baixos aparecem Russomanno e Skaf, cada um, com 24%, Chalita, com 21%, Luiz Marinho, com 20%, José Aníbal, com 18%, Marcio França, com 14%, Lisete Arelaro e Rodrigo Garcia, com 13%, cada um, e Alexandre Zeitune, com 12% Rejeitam todos os candidatos apresentados e não votaria em nenhum deles são 6%, votariam em qualquer um deles são 2% e 3% não opinaram.

A rejeição à Serra alcança índices mais altos entre os mais instruídos (51%), entre os mais ricos (51%) e entre os que reprovam o governo de seu colega de partido, Geraldo Alckmin (57%). A rejeição à Kassab é semelhante ao seu padrinho político, Kassab é mais rejeitado entre os mais instruídos (47%) e entre os mais ricos (53%).

Já, Haddad é mais rejeitado entre os mais ricos (45%) e Doria, entre os que reprovam a gestão estadual (39%). Observa-se que tanto Kassab, quanto Haddad, Doria e Russomanno têm taxas de rejeição mais altas entre os moradores da capital do que entre os moradores do interior paulista, no entanto, isso não é observado para Serra e Skaf.

O atual governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, supera o ex-presidente Lula, como principal cabo eleitoral para a eleição de governador do ano que vem. Ambos têm taxas semelhantes de influencia na escolha do candidato a governador, porém, o candidato apoiado pelo tucano tem menos resistência do que o candidato apoiado pelo petista. Uma parcela de 19% declarou que votaria no candidato ao governo do Estado apoiado por Alckmin, 38% talvez votariam e 41% declararam que não votariam de jeito nenhum. Os índices de Lula foram, respectivamente: 17% votariam no candidato a governador apoiado pelo petista, 18% talvez votariam e 63% não votariam de jeito nenhum.

O apoio de Alckmin na escolha do candidato a governador no ano que vem é mais decisivo entre os menos instruídos (32%), entre os mais velhos (34%), e entre os que aprovam a gestão estadual (39%). Já, o efeito oposto, a rejeição ao candidato apoiado pelo tucano alcança taxas mais altas entre os moradores da capital (47%) e entre os que reprovam sua gestão (81%). Por sua vez, o apoio de Lula é mais decisivo entre os menos instruídos (29%) e entre os mais pobres (24%), enquanto a rejeição ao candidato apoiado pelo ex-presidente é mais alta entre os mais instruídos (71%) e entre os mais ricos (79%).

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