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39% votariam em Lula; sem petista, Bolsonaro lidera disputa presidencial

Eleições -

Registrado como candidato do PT na disputa pela Presidência da República, o ex-presidente Lula tem 39% das intenções de voto estimulada e detém a liderança isolada na primeira pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha após o início oficial do período eleitoral. Ele tem larga vantagem sobre Jair Bolsonaro (PSL), que tem 19% e é seu adversário mais próximo neste momento. Preso há mais de quatro meses, o petista ainda terá sua candidatura avaliada pela Justiça Eleitoral e poderá ser impedido de concorrer ao seu terceiro mandato presidencial. Sem Lula, Bolsonaro toma a liderança da corrida presidencial, com percentual igual ao de votos em brancos ou nulos, e é seguido de perto pela ex-senadora Marina Silva (Rede).

No cenário em que Lula é o preferido de 39% dos eleitores e Bolsonaro tem 19%, aparecem empatados tecnicamente, em um patamar abaixo, Marina (8%), Geraldo Alckmin, do PSDB (6%) e Ciro Gomes, do PDT (5%). Na sequência estão Alvaro Dias (Pode), com 3%, João Amoêdo (Novo), com 2%, e Henrique Meirelles (PMDB), Cabo Daciolo (Patri), Guilherme Boulos (PSol) e Vera (PSTU), com 1% cada. Os candidatos João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) não pontuaram. Uma parcela de 11% votaria em branco ou nulo diante deste cenário, e 4% não opinaram.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores, Lula tem 20%, e Bolsonaro, 15%. Também foram citados espontaneamente os nomes de Ciro (2%), Marina (2%) e Alckmin (2%), Alvaro Dias (1%) e Amoêdo (1%). Uma parcela de 41% não mencionou nenhum candidato, e 14% declararam que irão votar em branco ou anular. Na comparação com pesquisa realizada no início de junho deste ano, tanto Lula quanto Bolsonaro cresceram: o petista, de 10% para 20%, retomando o patamar registrado em setembro de 2017 (18%); o candidato do PSL, de 12% para 15%, mantendo o avanço gradativo que vem obtendo desde 2016 (em julho de 2016, tinha 3%, e em setembro de 2017, 9%).

Preferidos, Bolsonaro e Lula são também os mais rejeitados

O ex-capitão do Exército Jair Bolsonaro aparece na primeira pesquisa após o início oficial da campanha eleitoral como o mais rejeitado entre os presidenciáveis: 39% não votariam de jeito nenhum em seu nome para a Presidência. Em patamar próximo vem a rejeição a Lula, em quem 34% não votariam de jeito nenhum. A candidatura de Alckmin é rejeitada por 26%, a de Marina, por 25%, e a de Ciro, por 23%. Em seguida aparecem Haddad (21%), Meirelles (21%), Vera (20%), Cabo Daciolo (20%), Eymael (19%), Boulos (18%), Goulart Filho (17%), Amoêdo (17%) e Dias (16%). Há ainda 4% que rejeitam todos, 2% que não rejeitam nenhum deles e 4% que não opinaram sobre o tema.

Bolsonaro é mais rejeitado pelo eleitorado feminino (43%) do que entre os homens (35%). Sua candidatura também encontra mais rejeição em alguns segmentos nos quais tem intenção de voto acima da média, caso do eleitorado de 16 a 24 anos (46% não votariam nele de jeito nenhum) e dos mais escolarizados (45% de rejeição). No caso de Lula, sua rejeição é mais alta nos grupos em que sua intenção de voto é mais baixo, caso dos mais escolarizados (49% não votariam no petista), dos mais ricos (51% daqueles com renda familiar de 5 a 10 salários rejeitam voto em Lula, índice que fica em 55% na parcela com renda superior a 10 salários), e do eleitorado da região Sul (46% de rejeição) e Sudeste (41%).

Apoio de Lula tem alto grau de influência no voto de 31% do eleitorado

O peso do apoio de Lula a um candidato na disputa pela Presidência ficou estável desde junho: 31% votariam com certeza em um nome apoiado pelo petista,e 18% talvez votariam. A fatia dos que não votariam é de 48%, e 3% não opinaram. Há dois meses, 30% certamente seguiriam a indicação do petista, 17% talvez seguissem, e 51% rejeitavam um candidato identificado com o ex-presidente.

A influência de Temer na próxima eleição também foi testado, e no seu caso é amplamente negativa: 87% rejeitam votar em um candidato apoiado pelo atual presidente, 7% poderiam votar nessa candidatura, e apenas 3% certamente a escolheriam na disputa presidencial.

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