Saltar para o conteúdo principal

80% acham que o comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido

Opinião Pública -

76% tomaram conhecimento do referendo

A maioria dos brasileiros (76%) tomou conhecimento do referendo que será realizado em outubro sobre a proibição do comércio de armas de fogo no Brasil. Desses, 31% consideram-se bem informados sobre o tema, 36% mais ou menos informados e 9% mal informados. Não tomaram conhecimento do referendo 24% dos entrevistados.

É o que revela pesquisa realizada pelo Datafolha no dia 21 de julho de 2005 junto a 2110 brasileiros.

No referendo que será realizado em outubro, os brasileiros responderão à seguinte pergunta : o comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?

A maior parte dos entrevistados (80%) acha que o comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido, contra 17% que têm opinião contrária. Outros 3% não souberam responder.

Defendem a proibição da venda de armas de fogo e munição principalmente as mulheres (85%) e os moradores da região Nordeste (84%).

São contrários à proibição especialmente os moradores do Sul do país (26%), os homens (23%), os mais escolarizados (22%) e os que possuem maior renda familiar (23%).

Entre os entrevistados que possuem arma de fogo, 64% são contrários à proibição da venda de armas e munição, contra 31% que são a favor.

Do total de entrevistados 9% possuem arma de fogo em casa, sendo que 2% são os proprietários das armas e 7% têm alguém da casa que possui; 90% não possuem arma no domicílio.

Comparando-se os atuais resultados com os obtidos em fevereiro de 2002, observa-se que a posse de arma de fogo entre os brasileiros oscilou três pontos percentuais (de 12% para 9%).

Dos entrevistados que não têm arma de fogo, 19% já pensaram em comprar uma arma para se defender da violência, contra 81% que nunca pensaram nessa possibilidade.

Entre os homens, o índice dos que já pensaram em comprar uma arma de fogo fica dez pontos acima da média (29%) e entre as mulheres fica dez pontos abaixo da média (9%).

São Paulo, 25 de julho de 2005.

Baixe esta pesquisa