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Apoio a lula é nove pontos menor entre pobres sem-benéficio

Opinião Pública -

Entre os que recebem ou têm familiar contemplados por programas do governo Federal, intenção de voto no petista chega a 40% no primeiro turno

Pesquisa realizada pelo Datafolha em todo o país revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atinge maiores taxas de intenção de voto e de aprovação e entre os brasileiros que se beneficiam ou que conhecem alguém beneficiado por programas sociais de seu governo.

Se, entre a população como um todo, em um dos possíveis cenários para o primeiro turno, Lula e José Serra empatam, com, respectivamente, 30% e 27% das intenções de voto, entre os que são beneficiados ou têm alguém na família que é beneficiado por programas sociais do governo, o petista abre 11 pontos de vantagem e vai a 37%, enquanto o peessedebista obtém 26%.

Entre os que têm renda familiar mensal até cinco salários mínimos, e cuja família recebe benefícios, a vantagem do petista é ligeiramente maior (13 pontos): 38% a 25%. Já entre os mais pobres, mas que não são beneficiados por programas sociais, o resultado é similar ao verificado entre o total de brasileiros: 29% para Lula, 27% para Serra. Ou seja, o apoio a Lula dentro desse estrato é nove pontos percentuais maior entre os que são beneficiados diretamente ou cuja família recebe benefícios do governo Federal. Algo similar se repete nos cenários em que o PSDB é representado por Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso.

Contra Alckmin, Lula atinge 40% (sete pontos acima da média verificada entre a população como um todo) nesse segmento, e o governador paulista obtém 11%, cinco pontos abaixo da média. Com Fernando Henrique Cardoso na disputa, o petista atinge 39% (sete pontos acima da média), enquanto o peessedebista tem 16% das intenções de voto, mesmo percentual verificado entre o total de brasileiros.

Entre os que não são beneficiados e nem têm familiares que recebam benefícios de programas sociais do governo Federal, Lula obtém taxas ligeiramente abaixo da média nacional. Com Serra na disputa, no primeiro turno, o petista atinge 27% (três pontos abaixo da média), ficando numericamente atrás do prefeito paulistano (28%, variação positiva de um ponto para cima em relação à média). Contra Alckmin, Lula obtém 29% (quatro pontos abaixo da média), enquanto o peessedebista fica com 20% (quatro pontos acima da média). Quando Fernando Henrique Cardoso é o candidato do PSDB apresentado aos entrevistados, Lula atinge 29% (três pontos abaixo da média ) e o ex-presidente tem 15% (variação negativa de um ponto em relação à média).

Quando se trata de um hipotético segundo turno, Serra fica numericamente à frente de Lula quando se leva em consideração os brasileiros como um todo: o resultado seria, hoje, 45% para o peessedebista e 41% para o petista, um empate no limite da margem de erro, com maior probabilidade do tucano estar à frente. Já entre os que participam ou têm algum familiar participa de programas sociais do governo Lula teria 49% e Serra ficaria com 41%.

Contra Geraldo Alckmin, Lula sairia vitorioso nesse segmento, por 53% a 30% (entre os brasileiros como um todo o resultado seria 45% a 37%); contra Fernando Henrique Cardoso o petista venceria por 55% a 30% (48% a 33% entre o total de entrevistados).

O levantamento mostra que a popularidade do presidente entre os brasileiros como um todo mantém tendência de queda. A taxa dos que consideram o governo de Lula ótimo ou bom hoje, é, pela primeira vez, idêntica à dos que acham que ele vem sendo ruim ou péssimo: em ambos os casos, 28%. Em relação ao levantamento anterior, a taxa dos que aprovam o presidente, que era de 31%, caiu três pontos percentuais; já a dos que reprovam o governo, que era de 26%, oscilou dois pontos para cima. O percentual dos que consideram Lula regular oscilou de 41% para 42%.

Levando-se em consideração o total de entrevistados que são beneficiados diretamente, ou que têm uma pessoa na família beneficiada por algum programa social do governo, a aprovação a Lula é de 34% (seis pontos acima da média) e a reprovação de 24% (quatro pontos abaixo da média). Nesse estrato, a taxa dos que consideram o presidente regular é de 39%, três pontos inferior à registrada entre o total de entrevistados. Entre os brasileiros que não são beneficiados nem têm familiar que participe de programas sociais do governo, o presidente é aprovado por 25% (três pontos abaixo da média), considerado regular por 43% (variação de um ponto em relação à média) e reprovado por 31% (três pontos acima da média).

Quando se trata da avaliação do desempenho pessoal do presidente Lula, 40% do total dos brasileiros o consideram ótimo ou bom, 37% afirmam que ele é regular e 20% o definem como ruim ou péssimo. Entre os que participam ou têm algum familiar que participa de programas sociais do governo Federal, 42% aprovam o desempenho pessoal do presidente, 36% o consideram regular e 17% o desaprovam. Entre os que não são beneficiados nem têm familiar beneficiado por programas sociais, 39% aprovam, 37% consideram o desempenho pessoal de Lula regular e 22% o desaprovam.

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