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Se primeiro turno fosse hoje, Serra ficaria sete pontos à frente de Lula

Opinião Pública -

Se o primeiro turno da eleição para presidente fosse hoje, José Serra (PSDB), com 36% dos votos, superaria o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que receberia o voto de 29% dos brasileiros, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha nos dias 13 e 14 de dezembro em todo o país. É a primeira vez na série de pesquisas do Datafolha em que Lula é superado por um adversário em simulações para o primeiro turno, acima da margem de erro. Em relação à pesquisa anterior, realizada em outubro, Serra ganhou nove pontos percentuais (tinha 27% das intenções de voto), enquanto Lula oscilou um ponto para baixo (tinha 29%).

Outro peessedebista, Geraldo Alckmin, também ganhou pontos nesse período, embora ainda não supere Lula: no cenário em que se enfrentam o atual governador do estado de São Paulo e o atual presidente da República, o petista caiu de 33% para 30% das intenções de voto, e o tucano subiu de 16% para 22%. Alguns fatos ocorridos nos dias anteriores à pesquisa podem ter contribuído para tais mudanças no cenário eleitoral: o prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), que tinha entre 3% e 4% das intenções de voto na última pesquisa do Datafolha, declarou, em entrevista à Folha de S. Paulo, que desistirá da disputa à Presidência caso José Serra seja o candidato do PSDB em 2006. Geraldo Alckmin, por sua vez, assumiu publicamente a candidatura à Presidência. Além disso, na noite de anteontem, ambos estiveram na TV, em rede nacional: Alckmin foi o entrevistado do programa Roda Viva, da TV Cultura, e Serra sentou-se no sofá de Hebe Camargo, no SBT.

Os demais possíveis candidatos incluídos na pesquisa tiveram apenas oscilações, dentro da margem de erro da pesquisa: Anthony Garotinho (PMDB) se manteve com 10% no cenário com Serra e oscilou de 13% para 14% no cenário com Alckmin. Heloisa Helena (PSOL) passou de 7% para 5% no cenário com o prefeito paulistano e se manteve com 7% quando o governador paulista é listado como candidato do PSDB. Roberto Freire (PPS) se mantém com 2%, quando Serra é o nome tucano na disputa, e oscilou de 3% para 4% no cenário com Alckmin. Cesar Maia não foi incluído nos cenários pesquisados.

Nas tabelas abaixo encontram-se os resultados para os dois cenários hipotéticos para a eleição de 2006 investigados pelo Datafolha:

Lula seria derrotado por Serra em um provável segundo turno: caso ele fosse realizado hoje, o peessedebista teria 50% e o petista ficaria com 36% dos votos. Em relação à pesquisa anterior, Serra ganhou cinco pontos percentuais (obtinha 45%) e Lula caiu na mesma proporção (tinha 41%).

A pesquisa mostra empate em um hipotético segundo turno entre Lula, que teria hoje 41%, e Alckmin, que ficaria com 40% dos votos. Na pesquisa anterior, o petista obtinha 45% e o peessedebista ficava com 37%.

O presidente também perdeu pontos na simulação de um embate com Anthony Garotinho: se na pesquisa anterior ele superava o ex-governador do Rio por 17 pontos percentuais (48% a 31%), hoje essa diferença é de 11 pontos (44% a 33%). A queda nas intenções de voto não resultam, aparentemente, de um decréscimo na popularidade do presidente, que se mantém estável em relação à pesquisa de outubro: a taxa dos que consideram o desempenho de Lula ótimo ou bom continua sendo de 28%, enquanto a dos que acham que seu governo vem sendo ruim ou péssimo oscilou de 28% para 29%. Para 41% o governo do petista está sendo regular, o que representa uma oscilação negativa de um ponto percentual - eram 42% no levantamento anterior.

A nota média obtida pelo presidente, em uma escala de zero a dez, é idêntica à verificada anteriormente, e a menor de seu governo: 5,4. O Datafolha ouviu 3636 brasileiros, a partir de 16 anos de idade, nos dias 13 e 14 de dezembro, em municípios de todas as unidades da Federação. A margem de erro máxima para o levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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