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Governo Lula bate novo recorde e é aprovado por 70% dos brasileiros

Opinião Pública -

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue batendo recordes de aprovação: para 70% dos brasileiros ele está fazendo um governo ótimo ou bom. Essa é a maior taxa de aprovação obtida por um presidente desde que o Datafolha começou a fazer pesquisas nacionais de avaliação do governo Federal, em 1990.

Ao longo de 2007 Lula contou com metade da aprovação dos brasileiros: era aprovado por 48% em março, taxa que se repetiu em agosto, e oscilou para 50% em novembro. Em março deste ano, chegou a 55%, marca parecida com a obtida em outubro de 2006, no final da campanha eleitoral que o levaria ao segundo mandato, e quando 53% dos brasileiros consideravam seu desempenho ótimo ou bom. Em setembro deste ano a taxa de aprovação a Lula chegou a 64%, seis pontos inferior à que obtém hoje.

O aumento do percentual de aprovação a Lula repercute a queda na taxa dos que consideram seu desempenho regular, que passou de 28% no último levantamento para 23% hoje. Para 7% o petista está fazendo um governo ruim ou péssimo; eram 8% em setembro.

O Datafolha ouviu 3486 brasileiros, a partir dos 16 anos de idade, entre os dias 25 e 28 de novembro de 2008. A margem de erro máxima, para os resultados que se referem ao total de entrevistados, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O antecessor de Lula, o peessedebista Fernando Henrique Cardoso, obteve sua melhor marca (47% de aprovação) em dezembro de 1996.

Itamar Franco, que viu seu ministro da Fazenda (FHC) ser eleito presidente, atingiu seu pico de aprovação em dezembro de 1994, quando deixava o governo, e era considerado ótimo ou bom por 41%.

O presidente que antecedeu Itamar, Fernando Collor de Mello, que governou o país entre 1990 e 1992, e renunciou ao cargo antes de ter seu impeachment aprovado pelo Congresso, chegou a 36% de aprovação em junho de 1990.

A nota atribuída a Lula pelos brasileiros, em uma escala de zero a dez, é 7,6. Em setembro, ele recebia nota 7.

As taxas de aprovação a Lula aumentaram em praticamente todos os diferentes segmentos sociodemográficos da população.

Entre os brasileiros que moram no Nordeste, o percentual dos que consideram o desempenho do presidente ótimo ou bom chega a 81%, taxa seis pontos maior do que a registrada em setembro (75%). Entre os que moram nas regiões Norte e Centro-Oeste, essa taxa subiu oito pontos, passando de 65% para 73%. Entre os brasileiros que habitam o Sudeste, a aprovação a Lula subiu nove pontos, passando de 57% para 66%. Os brasileiros que moram no Sul continuam sendo os menos simpáticos ao presidente, embora ele obtenha aprovação da maioria: nessa região, a aprovação ao petista oscilou de 60% para 59%.

Lula continua obtendo melhor avaliação dos eleitores que moram em cidades localizadas no interior. Nesses municípios, sua aprovação subiu de 68% para 73%. Mas a aprovação a seu desempenho também subiu entre os que moram em cidades localizadas em regiões metropolitanas: nesse segmento, essa taxa passou de 57% para 64%.

Entre os que têm escolaridade superior, a aprovação a Lula subiu nove pontos percentuais, passando de 55% para 64%. Entre os que têm o ensino médio, essa taxa subiu sete pontos, de 62% para 69%. Entre os menos escolarizados, 72% consideram seu governo ótimo ou bom (eram 67% em setembro).

Entre os que têm renda familiar acima de dez salários mínimos, o percentual dos que consideram o desempenho de Lula ótimo ou bom subiu seis pontos percentuais, passando de 57% para 63%. Entre os que ganham entre cinco e dez salários mínimos, o aumento na taxa de aprovação foi de oito pontos, tendo passado de 59% para 67%. No segmento dos brasileiros mais pobres, que vivem com rendimentos de até cinco salários mínimos por mês, a aprovação ao petista subiu seis pontos, de 65% para 71%.

No que se refere à idade, a aprovação a Lula subiu principalmente entre os que têm de 16 a 24 anos (passou de 59% para 68%) e entre os que têm de 45 a 59 anos (de 63% para 72%), ou nove pontos percentuais em ambos os segmentos.

Entre os homens, a aprovação a Lula subiu de 66% para 73%. Entre as mulheres, essa taxa passou de 61% para 67%.

Entre os brasileiros que têm intenção de votar em Dilma Rousseff para presidente, possível candidata do partido do presidente (PT) em 2010, a taxa dos que aprovam Lula chega a 89%. Entre os que pretendem votar no provável candidato do PSDB, José Serra, essa taxa é de 65%, cinco pontos abaixo da média que o petista obtém nacionalmente. Entre os que têm intenção de votar em outro peessedebista que pode ser candidato nas próximas eleições presidenciais, Aécio Neves, a aprovação a Lula chega a 70%, dentro da média nacional.

A maioria dos brasileiros também aprova o desempenho do presidente Lula no que se refere a duas áreas específicas: a econômica e a social. Para 61%, o desempenho do petista na área econômica está sendo ótima ou boa. Da última vez que essa pergunta foi feita aos brasileiros, em fevereiro de 2006, essa taxa era 23 pontos menor (38%). Também subiu a aprovação à atuação do presidente na área social, que passou de 36% em 2006 para 58% hoje.

A expectativa de que o presidente Lula faça um governo ótimo ou bom daqui para a frente é ligeiramente menor do que a taxa de aprovação obtida por ele: 66% dos brasileiros têm essa percepção. Para 22% ele fará um governo regular e, na opinião de 8%, seu desempenho de agora em diante será ruim ou péssimo.

Saúde é principal problema do país para 25%

A saúde continua sendo considerada como o principal problema do país e área de pior desempenho do governo Lula. Um quarto (25%) dos brasileiros dizem, espontaneamente, que esse é o principal problema nacional. Em março deste ano essa taxa era quatro pontos maior (29%). O percentual de menções ao desemprego oscilou de 20% para 18% e a taxa dos que citam a segurança passou de 17% para 16%.

Alguns dos outros problemas citados são educação (9%), fome e miséria (6%), economia, de modo geral (4%) e corrupção (3%).

Entre os brasileiros que moram no Nordeste a taxa dos que citam o desemprego chega a 25%, taxa seis pontos superior à dos que mencionam a saúde (19%). A segurança é citada por 20% dos moradores dessa região (quatro pontos acima da média nacional), taxa que empata com a dos que citam a saúde (19%, seis pontos abaixo da média).

A taxa de menções ao desemprego chega a 23% entre os que têm entre 16 a 24 anos. Entre os mais jovens, a taxa dos que citam esse problema empata com a dos que mencionam a saúde (20%).

Quando indagados sobre a área em que o governo Lula está se saindo pior, 24% citaram a saúde, percentual similar ao dos que consideram esse o principal problema do país. Em março deste ano a saúde era mencionada por 28%. A taxa dos que consideram o combate à violência como pior área de atuação do governo Lula oscilou de 15% para 16%. Também oscilaram as taxas dos que mencionam o desemprego (de 11% para 10%) e a educação (de 6% para 7%). A economia é citada como pior área de desempenho do governo Lula por 4%; eram 1% em março. Não sabem dizer em que área o governo Lula está se saindo pior 18%.

O percentual dos que acham que a melhor área de desempenho do governo Lula é a economia subiu de 11% em março para 17% hoje. A taxa dos que citam a educação oscilou de 14% para 12%. O combate à fome e à miséria é citado por 11%, percentual idêntico ao registrado no levantamento anterior, e o mesmo do s que mencionam a área social. O combate ao desemprego é mencionado por 6% e a área da saúde é citada por 5%.
Para 6% o governo Lula não está se saindo melhor em nenhuma área; 16% não sabem responder à indagação.

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