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Aprovação a Dilma cai oito pontos

Opinião Pública -

A aprovação ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) caiu oito pontos desde março deste ano e agora é considerado ótimo ou bom por 57% dos brasileiros. Desde o início do mandato, é a primeira vez que a petista enfrenta uma queda de popularidade dessa grandeza.

Anteriormente, as avaliações de seu governo realizadas pelo Datafolha apontavam para crescimento na aprovação ao seu desempenho - como, por exemplo, entre agosto de 2011 e janeiro de 2012, quando saltou de 48% para 59% - ou para variações dentro da margem de erro - entre abril e agosto de 2012, por exemplo, oscilou de 64% para 62%.

A queda na aprovação à gestão Dilma, no entanto, não foi acompanhada de crescimento equivalente na sua taxa de reprovação: atualmente, 9% classificam seu governo como ruim ou péssimo, ante 7% em março deste ano. Nesse período, a alta mais intensa (de 27% para 33%) ocorreu na fatia de brasileiros que consideram o governo regular.

Nos últimos três meses, a queda na aprovação a Dilma ocorreu em vários segmentos sócio-demográficos, com mais intensidade entre as mulheres (de 68% para 58%); na fatia dos mais jovens, de 16 a 24 anos (de 63% para 53%); entre aqueles que têm de 25 a 34 anos (de 66% para 53%); na parcela dos que possuem curso superior (de 61% para 45%); na fatia dos mais ricos, com renda mensal familiar superior a 10 salários mínimos (de 67% para 43%); e nas regiões Sul (de 69% para 56%) e Sudeste (de 61% para 51%). Em todos estes segmentos, houve maior crescimento da fatia dos que avaliam o governo Dilma como regular do que alta na reprovação a sua gestão.

Cai otimismo dos brasileiros com economia

O Datafolha também questionou os entrevistados sobre o desempenho da petista na área econômica, e o resultado mostra que 49% dos brasileiros avaliam como ótima ou boa a atuação de seu governo na economia - índice menor do que o verificado para a conjuntura geral.

Em março deste ano, 51% acreditavam que a situação econômica do Brasil iria melhorar nos próximos meses, índice que recuou para 39% em junho. A opinião de que a economia do país vai piorar seguiu tendência inversa e passou de 10% para 19% no mesmo período. Há ainda 38% que dizem, atualmente, que a situação econômica do país ficará como está, ante 34% em março.

A expectativa em relação à situação econômica do próprio entrevistado registrou movimento similar, com otimismo em baixa. No levantamento anterior, 68% acreditavam que sua situação iria melhorar nos meses posteriores, ante 56% na pesquisa atual. A avaliação de que a condição econômica pessoal irá ficar como está cresceu de 24% para 32% no mesmo período, e há 9% que acreditam que irá piorar (em março, 6% tinham a mesma opinião).

A parcela de brasileiros que esperam por um aumento da inflação nos próximos meses passou de 45% para 51% entre março e julho deste ano, enquanto a de que esperam pela queda na inflação diminuiu de 18% para 12%.

Para 36% dos brasileiros, o desemprego deve aumentar nos próximos meses, taxa mais alta do que a verificada em março deste ano (31%). Nesse intervalo, caiu de 41% para 27% a fatia dos que esperam por uma diminuição no desemprego, e cresceu de 23% para 32% o índice dos que acreditam que ficará estável.

A expectativa de aumento de poder de compra dos salários acompanhou a tendência de maior preocupação com a economia e caiu de 49% para 38% entre março e junho. Na direção contrária, cresceu de 18% para 27% a fatia dos que esperam pela diminuição do poder de compra. Para 30%, o poder de compra ficará estável, índice similar ao registrado no levantamento anterior (28%)

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