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Apoio dos brasileiros à Copa do Mundo cresce após início do torneio

Opinião Pública -

Pesquisa Datafolha realizada entre os eleitores brasileiros mostra que o apoio à realização da Copa do Mundo no país cresceu 12 pontos percentuais em comparação ao início de junho. Nesse levantamento, realizado antes do início da Copa, a taxa de apoio era de 51%, e agora, na véspera do jogo do Brasil nas quartas de final, alcançou 63%. A taxa de aprovação ao evento é a maior registrada no ano e é próxima à observada no fim de junho de 2013 (65%) - realizada três dias antes da final da Copa das Confederações, vencida pela seleção brasileira.

Desde junho, a taxa dos que são contrários à realização do Mundial segue em queda. Em abril, era 41%, em junho, 35%, e agora, chegou a 27% - taxa próxima da de junho do ano passado (26%). Já, o índice dos indiferentes se manteve estável: foi de 13%, no mês anterior, para 10%.

Nesse levantamento, realizado entre os dias 01 e 02 de julho de 2014, o Instituto Datafolha entrevistou 2.857 eleitores em 177 municípios do país. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, para o total da amostra.

Na análise das variáveis sociodemográficas, observam-se importantes diferenças de opinião de acordo com o porte do município, da região geográfica, da avaliação do governo federal e da preferência partidária..

Taxas de apoio acima da média à realização da Copa do Mundo no país são observadas entre os que avaliam como ótimo ou bom o governo Dilma Rousseff (77%), entre os que têm interesse pela Copa do Mundo (76%), entre os eleitores de Dilma (75%), entre os simpatizantes do PT (73%), entre os moradores das regiões Nordeste e Norte (respectivamente, 73% e 74%) e entre os moradores de municípios com até 50 mil habitantes (68%).

Enquanto, taxas acima da média de reprovação à realização da Copa são encontradas entre os moradores de municípios com mais de meio milhão de habitantes (31%), entre os eleitores de Aécio Neves (33%), entre os moradores da região Sudeste (33%), entre os que pretendem votar em branco ou nulo (39%), entre os que avaliam como ruim ou péssimo o governo federal (43%) e entre os que não têm nenhum interesse pelo mundial (51%).

A Copa elevou as taxas de otimismo com relação aos benefícios que ela poderá trazer para o entrevistado e para os brasileiros. Em comparação ao último levantamento, a parcela dos entrevistados que consideram que o Mundial trará mais benefícios do que prejuízos para si cresceu seis pontos, foi de 32% para 38%. Enquanto, a taxa dos que acreditam que o evento trará mais prejuízos novamente diminuiu: passou de 49%, em abril, para 43%, em junho, e alcançou no levantamento atual, 40%, a taxa mais baixa já registrada - próxima à observada em junho de 2013 (41%). Já, os indecisos oscilaram de 24% para 22%.

A mesma tendência é observada com a taxa dos eleitores que acreditam que a Copa trará mais benefícios do que prejuízos à população. No período, o índice foi de 36% para 45%. Enquanto a parcela que acham que o evento trará mais prejuízos que benefícios diminuiu de 54% para 46%. Indecisos se mantiveram estáveis, de 11% para 9%.

Entre os homens (48%), entre os mais velhos (50%), entre os que têm interesse pela Copa (54%), entre os moradores da região Nordeste e Norte (respectivamente, 53% e 54%), entre os eleitores de Dilma (58%), entre os simpatizantes do PT (58%), entre os que avaliam como ótimo ou bom o governo federal (62%) e entre os que são favoráveis à realização do Mundial de seleções (61%) são observados os índices mais altos de otimismo quanto aos benefícios trazidos à população.

Em contrapartida, índices de pessimismo mais altos são observados entre os que têm renda familiar de mais de dois a cinco salários mínimos (50%), entre os mais instruídos (53%), entre os moradores da região Sudeste (53%), entre os eleitores de Aécio Neves e entre os que pretendem votar em branco ou nulo (respectivamente, 54% e 64%), entre os mais jovens (56%), entre os que avaliam como ruim ou péssimo o governo Dilma (65%), entre os que não têm interesse pelo Mundial (69%) e entre os que são contra a Copa no país (80%).

A organização da Copa do Mundo fez aumentar o orgulho de ser brasileiro, mostra o levantamentto. Quando perguntados se a organização do Mundial provoca mais orgulho ou mais vergonha, 60% dos eleitores declararam que ela é motivo de mais orgulho. Em comparação a junho, a taxa de orgulhosos cresceu 15 pontos (era 45%), enquanto a taxa de envergonhados diminuiu (de 42% para 28%). A de indecisos oscilou de 13% para 12%.

Para a maioria, o desempenho da seleção brasileira segue sendo motivo de mais orgulho do que vergonha nacional, ainda que a taxa de envergonhados tenha crescido de junho a julho. Dois terços (66%) declararam que o desempenho da seleção provoca mais orgulho do que vergonha (era 69%), e 22%, mais vergonha do que orgulho (era 15%). Já a taxa de indecisos diminuiu, foi de 16% para 12%.

Quanto às manifestações que estão ocorrendo durante a Copa, as taxas de entrevistados envergonhados e orgulhosos se mantiverem estáveis. Dois terços (65%) declararam que elas fazem sentir mais vergonha de ser brasileiro (mesmo índice anterior), 26% mais orgulho (era 25%) e 9% não souberam responder (era 10%).

De maneira geral, a organização da Copa e o desempenho da seleção brasileira são motivos de mais orgulho para o brasileiro, sobretudo, entre os residentes da região Nordeste (respectivamente, 69% e 73%), entre os moradores de municípios com até 50 mil habitantes (66% e 71%), entre os simpatizantes do PT (71% e 73%), entre os que estão satisfeitos com o governo federal (74% e 76%), entre os eleitores de Dilma Rousseff (73% e 74%), entre os muito interessados pelo Mundial (77% e 82%) e entre os favoráveis à realização da Copa do Mundo (76% e 79%).

Na análise das variáveis sociodemográficas, observa-se no caso da organização da Copa que conforme aumenta a escolaridade, a renda familiar e o porte do município do entrevistado aumenta o sentimento de vergonha de ser brasileiro. Outras variáveis importantes para a formação do sentimento de vergonha foram: preferência pelo PSDB, insatisfação com o governo federal, nenhum interesse pela Copa do Mundo, ser contrário à realização do Mundial e região Sudeste de moradia.

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