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80% aprovam ciclovias em São Paulo; sobe aprovação a Haddad

Opinião Pública -

A reprovação à gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) na cidade de São Paulo caiu de 47% no final de junho deste ano para 28% atualmente, atingindo o menor índice desde o início de junho do ano passado, quando era de 21%. A taxa de aprovação ao governo do petista não cresceu na mesma proporção, mas avançou: passou de 15% para 22% na comparação com a última avaliação, de julho deste ano, enquanto a parcela dos que o consideram regular cresceu de 37% para 44%. Há ainda 6% que não opinaram sobre o assunto (na pesquisa anterior, 2%).

De 0 a 10, a nota média atribuída ao desempenho da gestão Haddad é 5,2, em patamar superior à registrada em junho (4,1).

A medida adotada pela Prefeitura de São Paulo de implantar faixas exclusivas para bicicletas em ruas e avenidas da cidade é conhecida por 89% dos paulistanos adultos. Nesse grupo estão tanto os que estão bem informados (38%) quanto aqueles que estão mais ou menos informados (40%) ou mal informados (10%).

Independente do grau de conhecimento sobre o assunto, a maioria (80%) aprova a implantação de ciclovias, e 14% são contrários. A parcela de indiferentes abrange 6%, e 1% não opinou sobre o assunto. Entre os mais jovens, a aprovação às ciclovias atinge 93%, e cai conforme avança a idade do entrevistado, chegando a 66% entre os mais velhos. No segmento mais escolarizado, a aprovação às ciclovia fica abaixo da média (76%), assim como entre os eleitores nas faixas de renda mais altas (74% entre aqueles com renda familiar de 5 a 10 mínimos ou superior a 10 mínimos).

A construção de uma ciclovia no canteiro central da Avenida Paulista até o início do próximo ano, conforme promessa da prefeitura, também é apoiada pela maioria (70%), e enfrenta a rejeição de 22%. Outros 5% são indiferentes, e 2% não souberam responder. Como no caso das ciclovias de forma geral, a faixa exclusiva para bicicletas na paulista encontra resistência acima da média entre os mais velhos (33%), entre os mais escolarizados (29%) e entre os grupos de renda mais altas (37% entre os que possuem renda familiar de 5 a 10 salários, e 30% entre os que obtêm mais de 10 salários). Entre os mais jovens e entre os mais pobres, a reprovação fica abaixo da média (14% e 15%, respectivamente).

De formar geral, a maior parte dos moradores da capital paulista vê benefícios nas ciclovias, mas essa avaliação varia conforme a referência apresentada. Para o trânsito da cidade de São Paulo, por exemplo, 55% acreditam que as ciclovias trazem mais benefício do que prejuízos, 39% consideram que trazem mais benefícios do que prejuízos, e 6% não responderam. Em relação à cidade de São Paulo de forma geral, cresce a fatia dos que veem mais benefícios do que prejuízos (71%), e cai a dos que vem mais prejuízos (24%). Há ainda 5% que não opinaram.

O índice dos que avaliam que as ciclovias trazem mais benefícios do que prejuízos para si é de 62%, em um patamar intermediário na comparação com os anteriores. Neste caso, fica em 18% fatia dos que avaliam que elas trarão mais prejuízos do que benefícios, e sobe para 19% a taxa dos que não souberam ou não quiseram opinar.

O Datafolha também consultou os paulistanos sobre a viabilidade da bicicleta como meio de transporte para atividades diárias, como ir ao trabalho e ir à escola, na cidade de São Paulo. A alternativa, neste caso, era o uso da bicicleta para atividades de lazer e esporte, e não para tarefas cotidianas. Para a maioria (60%), "a bicicleta é um meio de transporte viável para realizar tarefas do dia a dia, como ir ao trabalho, à escola, e se locomover pela cidade de São Paulo". Uma fatia de 39%, porém, avalia que "a bicicleta é um meio de transporte viável apenas para atividades de lazer e práticas de esportes, e não para ser usada no dia a dia em São Paulo". Há ainda 1% que não opinaram.

De forma geral, 60% dos paulistanos costumam passar de carro por ruas e avenidas em que há ciclovias. Entre os que são contrários às ciclovias, o índice dos que costumam passar de carro por uma via em que há faixas exclusivas para bicicletas sobe para 71%.

32% dos paulistanos possuem bicicletas

Um em cada três moradores da capital paulista (32%) tem bicicleta para uso próprio. A posse é mais alta entre os homens (41%), entre os paulistanos de 16 a 24 anos (46%), e no grupo dos mais ricos (45%), e mais baixa entre as mulheres (24%), entre aqueles que estudaram até o ensino fundamental (24%) e entre os mais velhos (15%).

Na parcela da população que possui bicicleta, somente 10% costumam usá-la todos os dias, índice igual ao dos que dizem que não utilizam. Há ainda 23% que usam pouco a bicicleta, menos de uma vez por semana, e os demais se dividem entre aqueles que a usam de uma a duas vezes por semana (42%), de três a quatro vezes por semana (12%), e de cinco a seis vezes por semana (3%).

Os usuários assíduos, que utilizam a bicicleta mais de três vezes por semana, correspondem a 25% do total de donos de bicicletas na cidade. Esse índice é mais alto entre os menos escolarizados (37%) e entre os mais pobres (37%) do que entre os mais escolarizados (17%) e os paulistanos com renda mensal de 5 a 10 salários (18%).

O uso de bicicleta no dia a dia para ir ao trabalho ou estudar é pouco difundido entre os donos de bicicletas: somente 17% utilizam-na para esse fim. Entre os que estudaram até o ensino fundamental e entre os mais pobres, a utilização da bicicleta fica acima da média (29% e 25%, respectivamente).

Entre os que possuem bicicleta, 47% já usaram alguma vez as ciclovias implantadas na cidade de São Paulo. Esses ciclistas - que já usaram as faixas exclusivas - também foram consultados sobre a frequência com que as utilizam, e apenas 17% declararam utilizar as ciclovias mais de três vezes por semana. A maioria costuma passar pelas ciclovias de uma a duas vezes na semana (42%) ou menos de uma vez por semana (36%). Há ainda 5% que não utilizam as ciclovias.

A ciclofaixa de lazer, instalada aos domingos em várias ruas e avenidas da capital paulista, já foi utilizada por 48% dos paulistanos que possuem bicicleta para uso próprio. Os mais pobres são os que menos utilizaram as ciclofaixas (38%), e os mais ricos, os que mais utilizaram (56%).

Para os paulistanos que não possuem bicicleta para uso próprio (68% da população adulta), o Datafolha consultou a possibilidade de compra de uma bicicleta nos próximos seis meses, e o resultado mostra que a maioria (74%) não está disposta a adquirir uma no futuro próximo. A parcela dos que pretendem comprar é de 22%, e 4% não souberam responder.

Entre os que possuem bicicleta e nunca usaram as ciclovias da cidade ou não possuem bicicleta mas pretendem adquirir uma nos próximos seis meses (32% da população adulta), 50% demonstram grande interesse em utilizar as ciclovias, e 23% demonstram pouco ou nenhum interesse. Há ainda 27% que têm interesse médio em usar as faixas exclusivas para bicicletas.

Para 71%, a criação das faixas melhorou o trânsito
Pesquisa Datafolha mostra que 91% dos moradores da capital são favoráveis às faixas exclusivas de ônibus. Na comparação com a pesquisa anterior, de junho passado, a taxa de aprovação cresceu sete pontos (era 84%) e registrou o índice mais alto da série. No período, a rejeição às faixas exclusivas de ônibus caiu de 12% para 6% - o mais baixo já observado. Indiferentes são 2% (mesmo índice anterior) e 1% não soube responder.

Para 71% dos entrevistados, a criação das faixas exclusivas de ônibus melhorou o trânsito na cidade. Na comparação com pesquisas anteriores, esse é o índice mais alto já observado superando a pesquisa de junho passado (era 64%). Desses, 36% consideram que a medida promovida pela prefeitura melhorou muito o trânsito (era 22%) e 35% que melhorou um pouco (era 42%). Para 15%, à medida não alterou o trânsito da capital (era 18%) e para 13%, o piorou - desses, 7% declararam que piorou muito (era 9%) e 5% um pouco (era 6%). Uma parcela de 2% não soube responder.

A taxa dos paulistanos que costumam passar de carro por vias que têm faixas exclusivas de ônibus cresceu: de 45% (em junho) para 69%. Enquanto a taxa dos paulistanos que costumam passar de ônibus por vias com faixas exclusivas para esse tipo transporte oscilou, de 79% (em junho) para 82%.

A maioria aprovou a liberação da circulação de táxis com passageiros nas faixas exclusivas de ônibus, promovida pelo prefeito Fernando Haddad. Para 28%, o prefeito agiu mal ao liberar a circulação e 6% não souberam responder.

77% costumam utilizar o ônibus

A pesquisa mostra que o ônibus segue sendo o meio de transporte mais utilizado pelos paulistanos, 77% costumam utilizá-lo no seu dia a dia. Em seguida aparece o metrô (48%), o carro (24%), o trem (16%), lotações, vans e peruas (15%), bicicleta (3%), táxi (2%), moto (2%) e uma parcela costuma ir a pé (11%).

Ônibus é destaque entre os mais jovens e entre os de menor renda familiar (respectivamente, 87% e 89%); metrô, entre os mais escolarizados (63%) e entre os moradores da zona leste (59%); e, carro, entre os mais ricos (53%) e moradores da zona oeste (34%).

Na comparação com a última pesquisa, de julho passado, a taxa de usuários de ônibus subiu (era 68%) e voltou ao patamar observado nas pesquisas do primeiro semestre (79% em junho e 78% em abril). A taxa de usuários do metrô também cresceu em relação a julho (era 40%), enquanto a de usuários de carro recuou (era 26%).
Já, a taxa de usuários de bicicletas subiu dois pontos em relação à pesquisa de junho passado (era 1%).

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