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Cai aprovação a governo Alckmin

Opinião Pública -

Pesquisa Datafolha mostra que a aprovação ao governo Geraldo Alckmin (PSDB) caiu dez pontos desde outubro passado, e agora, é considerado ótimo ou bom por 38% dos paulistas. Desde as manifestações de junho de 2013 - quando registrou o mesmo índice de agora - é a primeira vez que o tucano enfrenta uma queda de aprovação dessa grandeza. Nos últimos levantamentos Datafolha, entre julho e outubro de 2014, Alckmin apresentou oscilações dentro da margem de erro - sempre entre 46% a 48%.

A queda na aprovação à gestão do peessedebista foi acompanhada de crescimento na taxa de reprovação. A parcela dos paulistas que classifica seu governo como ruim ou péssimo é recorde, subiu de 17%, em outubro, para 24% - antes o índice mais alto era o de junho de 2013 (20%). Já, a parcela dos paulistas que avaliam como regular o governo estadual oscilou de 34% para 36%.

Nesse levantamento realizado nos dias 03 a 05 de fevereiro de 2015, foram realizadas 1.709 entrevistas em 46 municípios do Estado de São Paulo. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%.

Desde outubro, a nota média da gestão Alckmin também recuou: de 6,3 para 5,6 - a mais baixa de toda a sua administração (em junho de 2013, foi 5,7).

Imagem pessoal do govenador é positiva

Apesar da queda da aprovação do governo, a imagem pessoal do governador é positiva. Dos quatro aspectos levantados, o tucano se destaca, sobretudo, na inteligência e tomada de decisões, já nos aspectos honestidade e sinceridade a imagem positiva do governador alcança índices mais baixos. Para 78%, Alckmin é muito inteligente (ante 19% que ele é pouco inteligente), para 61%, ele é decidido (ante 36% que ele é indeciso), para 54% é honesto (ante 35% que ele é desonesto), e para 53%, ele é sincero (ante 39% que o tucano é falso).

De maneira geral, a imagem mais positiva do governador é observada entre os moradores das cidades pequenas, até 50 mil habitantes, enquanto a imagem mais negativa, entre os moradores dos grandes centros urbanos, com mais de 500 mil habitantes.

As opiniões dos paulistas ficaram mais divididas quando perguntados sobre a veracidade das informações utilizadas por Alckmin durante a campanha eleitoral do ano passado. Para 9%, o governador falou somente verdades, para 39%, mais verdades do que mentiras, para 36%, mais mentiras do que verdades, e para 8%, somente mentiras - 7% não souberam responder.

Falta de água e área da saúde são os principais problemas do Estado de São Paulo

A crise hídrica já influencia a opinião dos paulistas sobre qual é o principal problema do Estado. Nos levantamentos Datafolha anteriores, de 2004 e 2010, a falta de água não era espontaneamente citada, porém, agora, um quinto dos entrevistados (22%) declarou a falta de água como o principal problema do Estado. Saúde também foi citada por 21% - mesmo patamar de 2010 (24%). A seguir aparecem: violência, com 15% (era 22%), educação, com 11% (era 15%), desemprego, com 5% (era 7%), corrupção, com 5% (era 2%), entre outros problemas que não alcançaram 5% de menções.

Para 88%, governo estadual poderia ter feito mais do que fez para evitar a falta de água

Pesquisa Datafolha mostra que 39% dos paulistas desaprovam a atuação do governador Geraldo Alckmin (PSDB) na maneira como vem conduzindo a crise hídrica. O índice cresceu doze pontos na comparação ao último levantamento, de agosto passado (27%), e foi acompanhado pela queda na taxa de aprovação de 28% para 19%. A avaliação regular permaneceu em 39%.

A crise hídrica que afeta os reservatórios de São Paulo é conhecida pela quase totalidade dos paulistas (99%) - mesmo índice do levantamento anterior. Desses, 68% estão bem informados (era 57%), 29% mais ou menos e 2% estão mal informados (era 7%).

Na opinião dos entrevistados, o governo estadual é o principal responsável pela falta de água no Estado, com 37% de menções - sobretudo, entre os moradores da capital paulista (47%), entre os moradores de municípios com mais de meio milhão de habitantes (46%), entre os mais instruídos (52%) e entre os mais ricos (58%). Outras respostas foram: a população, com 20%, o governo federal, com 9%, e as grandes empresas, com 5%. Para 22%, todos são culpados, para 3%, nenhum, e 3% não souberam responder.

Quando a pergunta é feita pensando no país, as opiniões ficam divididas. Para 25%, o principal responsável pela falta de água no Brasil são os governos estaduais, para 21%, o governo federal, para 20%, a população, e para 4%, as grandes empresas. Para 24%, todos são culpados, para 3% nenhum, e 3% não souberam dizer.

A insatisfação com o governo estadual no combate à crise hídrica é também observada nos altos índices de entrevistados que declararam que o governo Alckmin poderia ter feito mais do que fez (88%, ante 10% que declararam que o governo estadual tomou todas as medidas possíveis para evitar a falta de água ) e que o governo tem passado à população somente informações que interessam a ele próprio (81%, ante 16% que declararam que o governo transmite todas as informações disponíveis sobre a falta de água).

Na comparação com o levantamento anterior, observa-se o crescimento da insatisfação: anteriormente, 64% tinha a opinião de que o governo tem fornecido somente informações que interessam ao próprio governo e 30%, de que o governo tem fornecido toas as informações disponíveis sobre a falta de água.

44% sofreram interrupção de água nos últimos trinta dias; paulista ficou em média 12 dias sem água

A pesquisa Datafolha mostra que cresceu o índice de paulistas que declararam ter sofrido nos últimos trinta dias com a falta de água em sua residência. Quatro em cada dez entrevistados (44%) declararam ter sofrido interrupção do serviço de água (ante 28%, em agosto passado), ficando em média 12 dias sem água. Os mais prejudicados foram os moradores da capital e dos municípios com mais de meio milhão de habitantes, nesses segmentos, respectivamente, 71% e 65% declararam ter ficado sem água e em média, 16 e 15 dias sem água. No interior a falta de água foi menor, em média 5 dias.

Esse cenário explica o pessimismo e a preocupação dos entrevistados com a crise hídrica. Para 59%, a falta de água será duradoura e irá demorar para voltar ao normal, para 17%, a crise é permanente e nunca mais a situação irá voltar ao normal, e para 21%, ela é passageira e em breve a situação irá voltar ao normal.

Numa outra forma de mensurar o pessimismo, o Datafolha utilizou uma escala de zero a dez (sendo zero nenhuma chance e dez muita chance) para avaliar as chances da cidade do entrevistado ficar sem água, e a média ficou em 6,4. Entre os moradores da capital e entre os moradores de municípios com mais de 500 mil habitantes, a média foi mais alta, respectivamente, 7,3 e 7,1.

A mesma escala foi aplicada para medir o grau de preocupação do entrevistado (onde zero significa nada preocupado e dez muito preocupado), dos demais paulistas e quanto se sente prejudicado pela falta de água. Em todas as situações os resultados ficaram acima de seis: o grau de preocupação pessoal obteve a média 9,1, a preocupação dos moradores das cidades paulistas ficou em 7,7 e o grau que se sente prejudicado, em 6,5 - sendo mais alta entre os moradores da capital, 7,3, e entre os moradores de municípios com mais de 500 mil habitantes, 7,2.

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