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Maioria dos brasileiros é contra privatização da Petrobras

Opinião Pública -

A maioria (61%) dos brasileiros é contra privatizar a Petrobras, estatal de petróleo envolvida nos últimos meses em uma série de denúncias de corrupção. A parcela dos favoráveis a passar o controle da empresa para a iniciativa privada é de 24%, e os demais são indiferentes (5%) ou não souberam opinar (10%). Entre os homens, a taxa de favoráveis à privatização sobe para 27%, ante 21% entre as mulheres (grupo em que 16% não souberam opinar). No Sudeste, o índice dos que são a favor de privatizar a Petrobras também fica acima da média (27%), assim como entre aqueles que indicam o PSDB como partido de preferência (35%) e entre os que possuem renda mensal familiar superior a 10 salários (32%).

Quando questionados sobre a participação do capital estrangeiro na privatização da Petrobras, a rejeição é ainda maior: 73% são contra essa hipótese. Há 15% que são favoráveis, outros 4% são indiferentes, e 8% não responderam. Entre os mais ricos, 28% são a favor de que a Petrobras seja vendida para uma empresa de outro país. Entre os simpatizantes do PSDB, esse índice fica em 22%.

Essa rejeição à privatização da petrolífera com participação de capital estrangeiro encontra respaldo no julgamento de que a venda de empresas nacionais para grupos de fora do país traz mais prejuízos do que benefícios para o Brasil. Dois em cada três (66%) brasileiros compartilham dessa opinião, e 23% acreditam que isso traga mais benefícios do que prejuízos para o país. Há ainda 10% que não opinaram. Na parcela dos mais escolarizados, fica acima da média a opinião de que a venda de empresas brasileiras para grupos estrangeiros beneficie o país (28%). Esse índice é ainda mais alto na fatia dos mais ricos (34%), e fica em 27% entre aqueles com renda intermediária, entre 5 e 10 salários.

A maioria dos brasileiros (73%) tomou conhecimento da divulgação, por parte da Procuradoria-Geral da República, da lista de políticos investigados na Operação Lava-Jato. Neste grupo tanto aqueles que se declaram bem informados sobre o assunto (18%) quanto os mais ou menos informados (38%) e os mal informados (15%).

Para 87%, a corrupção descoberta na Petrobras irá prejudicar a empresa, sendo que 51% acreditam que haverá prejuízo por muito tempo, o que coloca o futuro da empresa em risco. Uma parcela de 23% avalia que a corrupção na estatal irá prejudicá-la por muito tempo, mas sem colocar seu futuro em risco. Há ainda 14% que consideram que a corrupção será prejudicial por pouco tempo, sem riscos para o futuro da empresa, e 6% que acreditam que não haverá prejuízo para a Petrobras. Não opinaram sobre o assunto 7%. Na comparação com fevereiro deste ano, subiu a taxa dos que acreditam que a corrupção descoberta irá afetar a estatal por muito tempo e coloca seu futuro em risco (era de 45%).

A população brasileira também foi consultada novamente sobre o conhecimento da presidente Dilma Rousseff dos casos de corrupção na Petrobras. Na comparação com fevereiro, subiu de 52% para 61% o índice dos que avaliam que a petista sabia da corrupção na empresa e deixou que ocorresse (entre os que desaprovam a gestão Dilma Rousseff, 77% compartilham dessa opinião). No mesmo período, oscilou de 25% para 23% a fatia dos que acreditam que a presidente sabia dos casos de corrupção mas não poderia fazer nada para evitá-los, e caiu de 14% para 10% a dos que avaliam que ela não sabia da corrupção na empresa.

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