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Melhora expectativa do brasileiro com economia

Opinião Pública -

O Índice Datafolha de Confiança (IDC) alcançou 97 pontos em abril. Na comparação com o último levantamento, de dezembro de 2016, o índice subiu 10 pontos (era 87) e retornou ao patamar de julho de 2016 (era 98). Este é o sétimo levantamento consecutivo que o índice fica abaixo dos 100 pontos - a última vez que o índice ficou acima foi em dezembro de 2014 (121 pontos).

O resultado se deve à melhora nas expectativas econômicas, dos sete indicadores que compõem o IDC em cinco as pontuações melhoraram e em dois, recuaram.
Elaborado pelo Datafolha com o objetivo de medir o sentimento dos brasileiros em relação ao país, bem como a evolução ao longo do tempo desse sentimento e dos aspectos cobertos pelo índice, o IDC leva em conta as seguintes categorias:

*Índice Datafolha de Confiança

  • Avaliação do Brasil enquanto lugar para se viver
  • Orgulho ou vergonha de ser brasileiro
  • Expectativa da situação econômica do entrevistado
  • Expectativa da situação econômica do país
  • Expectativa do poder de compra
  • Expectativa de desemprego
  • Expectativa de inflação*

Para cada uma destas questões, consideraram-se apenas as avaliações positivas e negativas (são excluídas do cálculo as avaliações regulares e não respostas), subtraindo-se a taxa de menção positiva da taxa de menção negativa e somando 100 (para evitar números negativos). O índice geral e os subíndices para cada categoria apresentam valores que variam de 0 a 200.

A partir desse cálculo, o IDC registrou média de 97 pontos. Ficaram acima da média a avaliação do Brasil como lugar para se viver, com 146 pontos (era 158 pontos em dezembro de 2016), o orgulho ou vergonha de ser brasileiro, com 130 pontos (era 142 pontos), a expectativa da situação econômica pessoal, com 143 pontos (era 116 pontos), e a expectativa da situação econômica do país, com 100 pontos (era 81 pontos). Na comparação com levantamento anterior, os dois primeiros itens recuaram para as pontuações mais baixas da série histórica, enquanto os dois últimos subiram.

Abaixo da média ficaram as expectativas do poder de compra do salário, com 72 pontos (era 41 pontos), do desemprego, com 52 pontos (era 39 pontos) e da inflação, com 38 pontos (era 29 pontos). Todos os três itens melhoraram em relação ao levantamento de dezembro, porém seguem em patamares abaixo de 100 pontos. As pontuações alcançadas para a expectativa do poder de compra e do desemprego registraram as pontuações mais altas desde dezembro de 2014 (eram respectivamente, 95 pontos e 82 pontos).

Análise de cada questão que compõe o IDC

De dezembro de 2016 a abril, a avaliação positiva do Brasil como um lugar ótimo e bom para se viver recuou de 61% para 54%. Enquanto a avaliação regular passou de 23% para 26% e a avaliação negativa, de 16% para 20% - repetindo o índice mais alto da série de julho de 2016.

No período, o sentimento de mais orgulho do que vergonha recuou de 69% para 63% - o mais baixo da série - e o sentimento de mais vergonha do que orgulho, de 28% para 34% - o mais alto da série, iniciada em março de 2000.

Já, quanto às expectativas macroeconômicas, observa-se de maneira geral um pequeno crescimento do otimismo.

Após a piora em dezembro passado, a expectativa do aumento da inflação caiu de 66% para 56% - o patamar mais baixo desde dezembro de 2014. Enquanto a expectativa com a queda na inflação oscilou de 11% para 13% e a expectativa de que os preços permaneçam iguais cresceu de 19% para 27%. A parcela de entrevistados que não responderam permaneceu em 4%.

Quanto à expectativa do aumento do desemprego, a taxa dos que acreditam que irá aumentar diminuiu de 67% (em dezembro de 2016) para 57% - a taxa mais baixa desde dezembro de 2014 (era 39%). Já, a expectativa de queda no desemprego foi de 16% para 20% e a expectativa que o desemprego ficará como está cresceu de 14% para 21%. A parcela de entrevistados que não responderam oscilou de 3% para 2%.

A expectativa de aumento do poder de compra também cresceu, a taxa subiu de 15% para 25% - o índice mais alto desde dezembro de 2014. Enquanto a taxa dos que esperam por queda do poder de compra recuou de 59% para 44% - o índice mais baixo desde dezembro de 2014 - e a taxa dos que esperam que o poder de compra fique como está subiu de 20% para 27%. Uma parcela de 3% não respondeu (era 5%).

Por sua vez, o otimismo com a situação econômica do entrevistado cresceu de 37% (em dezembro passado) para 45%, aproximando-se do patamar de julho de 2016 (era 47%). A taxa dos que esperam por uma piora recuou de 27% para 18% (mesmo índice de julho de 2016) e a taxa dos que acreditam que a situação econômica ficará como está oscilou de 32% para 34%. Não responderam são 3% (era 4%).

Finalmente, com relação à situação econômica do país, a expectativa de melhora foi de 28% para 31%. Já, a taxa de entrevistados pessimistas recuou de 41% para 31% - mesmo patamar de julho de 2016 (era 30%) - e a taxa dos que esperam por nenhuma mudança subiu de 27% para 35%. A parcela que não respondeu oscilou de 4% para 3%.

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