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Cresce a parcela de brasileiros contrários à posse de armas

Opinião Pública -

A maioria dos brasileiros adultos (64%) avalia que a posse de armas deve ser proibida e um terço (34%) avalia que a posse de armas deve ser um direito. Uma parcela de 2% não opinou. Em comparação à pesquisa anterior, de agosto de 2018, o índice de brasileiros contrários à posse de armas cresceu seis pontos (era 58%). O atual índice é o segundo mais alto da série histórica, iniciada em 2013, naquele ano o índice alcançou 68%.

A taxa de rejeição à posse de armas é mais alta entre as mulheres (74%), entre os mais pobres (72%), entre os que se autodeclararam pretos (75%), entre os que não pretendem ter uma arma de fogo (76%) e entre os que reprovam o governo federal (87%). Em contrapartida, o índice de favoráveis à posse de armas é mais alto entre os que possuem uma arma de fogo (72%), entre os que pretendem comprar uma arma de fogo (81%), entre os que aprovam o governo Federal (59%), entre os moradores da região Sul (49%), entre os homens (47%), entre os que têm renda familiar mensal de mais de 5 a 10 salários mínimos (47%) e entre os que se autodeclararam brancos (44%).

Mesmo após a flexibilização das regras para a compra de armas de fogo, a maioria (80%) não pretende comprar uma arma (entre as mulheres o índice sobe para 89%), ante 20% que pretendem (entre os homens e entre os eleitores de Bolsonaro o índice sobe para, respectivamente, 30% e 28%).

A maior parcela (73%) declarou que nunca pensou em comprar uma arma, principalmente, as mulheres (entre elas o índice sobe para 83%). Já, 27% declararam que em algum momento já pensaram em comprar uma arma, sobretudo, os homens (entre eles o índice sobe para 38%). Em comparação ao levantamento de 2005, a parcela de brasileiros que já pensaram em comprar uma arma subiu oito pontos (era 19%).

Quando questionados se possui ou alguém da casa possui arma de fogo, 95% declararam que não e 5% que sim. A taxa de domicílios com moradores que possuem armas já foi mais alta, no último levantamento, em 2005, o índice era de 9%.

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