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Maioria acredita que crescimento econômico não virá no curto prazo

Opinião Pública -

Pesquisa Datafolha mostra que a taxa de brasileiros otimistas com a situação econômica do país e pessoal vem recuando ao longo do ano. Este é o terceiro levantamento consecutivo que esses índices recuam. Com relação às expectativas macroeconômicas da inflação, desemprego e poder de compra dos salários os índices ficaram estáveis na comparação com julho.

Para os próximos meses, 20% têm expectativa que a inflação irá diminuir (mesmo índice de julho), 46% que ela irá aumentar (era 48% em julho), 30% que ficará igual (era 29% em julho) e 5% não opinaram. Em comparação a agosto de 2018, os brasileiros estão mais otimistas, há um ano 11% acreditavam que a inflação iria diminuir, 54% que a inflação iria aumentar e 28% que ficaria como está.

As expectativas com o desemprego também ficaram estáveis na comparação com o mês anterior. Uma parcela de 31% avalia que o desemprego no país irá diminuir (mesmo índice anterior), 44% avalia que irá aumentar (era 45%), 23% avaliam que ficará igual (era 22%) e 2 % não opinaram. Na comparação com o agosto passado, o cenário atual é mais positivo: há um ano 19% esperavam pela redução do desemprego, 48% pelo aumento e 28% que ficaria igual.

Quanto à expectativa do poder de compra, 28% estão otimistas e acreditam que irá aumentar (era 29 em julho), 32% que irá diminuir (era 31% em julho), 36% que irá ficar igual (era 37 em julho) e 4% não opinaram. Os atuais índices são um pouco melhores dos observados há um ano, quando eram, respectivamente: 22%, 31% e 40%.

Após as eleições de 2018, o otimismo dos brasileiros com a situação econômica do país e pessoal vem recuando ao longo de 2019, e pela primeira vez, a taxa de pessimistas com a situação econômica do país cresceu.

A expectativa de que situação da economia brasileira irá melhorar nos próximos meses recuou 10 pontos desde abril: era 50% em abril, 46% em julho e agora alcançou 40%. No mesmo período, a parcela que espera por um piora cresceu 8 pontos e ficou em 26% (era 18% em abril e 19% em julho), já a taxa dos que não esperam por mudanças na situação econômica nacional ficou estável e registrou 31% (era 29% em abril e 32% em julho). Uma parcela de 3% não opinou. Em comparação ao levantamento de agosto do ano passado, observa-se que o brasileiro ainda está otimista com a situação econômica do país, há um ano os índices eram: 23% esperavam por uma melhora, 31% por uma piora e 41% por nenhuma mudança.

Quanto à expectativa com a situação econômica pessoal, 51% avaliam que irá melhorar, 14% que irá piorar e 34% que ficará como está. Uma fração de 2% não opinou. Observa-se ao longo do ano que a taxa de otimistas vem recuando (era 59% abril e 55% em julho), enquanto a taxa de pessimistas (era 11% em abril e 12% em julho) ficou estável e a taxa daqueles que não esperam por mudanças cresceu (29% em abril e 32% em julho). Em comparação com agosto de 2018, o atual cenário é mais otimista, há um ano 38% avaliavam que situação econômica pessoal iria melhorar, 14% que iria piorar e 44% não esperavam por mudanças.

Quando perguntados se a situação econômica do país e pessoal melhorou ou piorou nos últimos meses, os índices ficaram estáveis. Para um terço dos brasileiros (35%) a situação econômica do país piorou (era 31% em abril e 34% em julho), e para 23%, a situação melhorou (era 22% em abril e em julho de 2019). Já, 40% avaliaram que a situação econômica do país ficou igual (era 46% em abril e 42% em julho) e 1% não opinou.

Na avaliação sobre a situação econômica pessoal nos últimos meses, 31% avaliaram que houve uma piora (mesmo índice anterior), 21% que houve uma melhora (mesmo índice anterior) e 48% que está igual (era 47% em julho). Uma parcela de 1% não opinou.

Seis em cada dez (59%) avaliaram que a crise econômica deve demorar para acabar e o Brasil não voltará a crescer tão cedo, 35% que a crise econômica já vai acabar e o país voltará a crescer nos próximos meses e 4% que a crise econômica já acabou e o país está crescendo. Uma parcela de 3% não opinou.

Na comparação com o levantamento anterior, de dezembro passado, observa-se que o índice de pessimistas cresceu 17 pontos (era 42%), enquanto o índice de otimistas ficou estável (era 5%). No período, o índice dos que avaliavam que o Brasil cresceria já nos próximos meses recuou 15 pontos (era 50%).

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