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Paes e Freixo lideram disputa eleitoral pela prefeitura do Rio

Opinião Pública -

A maioria (53%) dos moradores da cidade do Rio de Janeiro ainda não tem um nome para prefeito na disputa eleitoral que acontecerá em 2020. Esse é o percentual dos que dizem espontaneamente não saber em quem irão votar para o cargo de prefeito, e 24% já declaram voto em branco ou nulo. Os nomes mais lembrados de forma espontânea pelos cariocas para o Executivo municipal são Eduardo Paes (DEM), com 7%, Marcelo Freixo (PSOL), com 6%, e Marcelo Crivella (Republicanos), com 4%. Outros nomes foram citados mas não atingiram 1%.

Na consulta estimulada, com a apresentação dos nomes dos pré-candidatos à prefeitura, Paes e Freixo se destacam.

No cenário mais completo da pesquisa, com 12 nomes, Paes tem 22% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Freixo, que aparece com 18%. Na sequência aparecem Crivella (8%), Martha Rocha, do PDT (7%), Eduardo Bandeira de Mello, da Rede (6%), Benedita da Silva, do PT (4%), Rodrigo Amorim, do PSL (2%), Alessandro Molon, do PSB (2%), Clarissa Garotinho, do PL (2%) e Fred Luz, do Novo (1%). Os nomes de Marcelo Calero (Cidadania), Mariana Ribas (PSDB) e Gloria Heloiza Lima (sem partido) não atingiram 1%. Uma parcela de 25% votaria em branco ou nulo, e 2% preferiram não opinar.

Em um cenário sem Benedita, Molon e Calero, a distância entre Paes (24%) e Freixo (20%) é mantida, e num patamar abaixo pontuam Crivella (9%), Martha Rocha (8%), Bandeira de Mello (7%), Clarissa Garotinho (2%) e Amorim, Luz e Gloria Heloiza, com 1% cada. Uma parcela de 25% votaria em branco ou nulo, e 2% não responderam.

Nessa simulação, o deputado do PSOL alcança 34% entre os jovens de 16 a 24 anos, contra 24% de Paes. O ex-prefeito, por outro lado, tem vantagem significativa entre quem tem 60 anos ou mais (30% a 12%). Entre os cariocas com escolaridade fundamental, 27% votariam em Paes neste cenário, e Freixo ficaria com 8%, no mesmo nível de Crivella (11%) e Martha Rocha (7%). Na fatia da população com curso superior, o deputado federal do PSOL tem 32%, ante 24% do ex-prefeito do DEM. Entre os mais pobres, com renda familiar mensal de até 2 salários, 24% votariam em Paes, e 12%, em Freixo. Na faixa seguinte, de renda entre 2 e 5 salários, esses índices vão a 23% e 20%, respectivamente, e entre quem tem renda de 5 a 10 salários eles ficam em 31% e 30%. No segmento evangélico, 20% votariam em Paes, 18% escolheriam Crivela, e 10%, Freixo.

Entre apoiadores do governo de Jair Bolsonaro, 26% hoje votariam em Paes para prefeito do Rio, e na sequência aparecem Crivella (16%), Bandeira de Mello (13%), Martha Rocha (9%) e Freixo (5%). Na parcela que aprova o governo de Wilson Witzel (PSC), o cenário é parecido, com liderança do pré-candidatos do DEM (27%) e em seguida Crivella (15%) e Bandeira de Mello (12%). Entre quem reprova a gestão de Witzel, o deputado federal do PSOL leva vantagem sobre o ex-prefeito (33% a 19%). O mesmo acontece no universo de detratores do governo Bolsonaro, em que Freixo 37% abre distância sobre Paes (20%). Na parcela majoritária que reprova o governo Crivella, Paes (26%) e Freixo (24%) disputam a preferência dos cariocas.

O Datafolha também trabalhou com um cenário de seis nomes, e novamente Paes (27%) e Freixo (21%) se destacaram, desta vez separado por uma distância que os coloco no limite da margem de erro. São seguidos por Crivella (9%), Bandeira de Mello (8%), Clarissa Garotinho (2%) e Fred Luz (2%). Votariam em branco ou nulo, neste caso, 29%, e 2% preferiram não opinar.

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