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Aprovação a Ministério da Saúde cresce enquanto sobe reprovação a Bolsonaro na crise do coronavírus

Opinião Pública -

A avaliação negativa do desempenho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em relação à pandemia de coronavírus no Brasil subiu seis pontos percentuais nas duas últimas semanas e segue na contramão do que pensam os brasileiros sobre o Ministério da Saúde, cuja aprovação cresceu 21 pontos no mesmo período. Os governadores e prefeitos também têm taxas de aprovação superiores às do presidente.

Os resultados são de pesquisa feita entre 01 e 03 de abril junto a brasileiros que possuem telefone celular, pós ou pré-pago, com 16 anos ou mais, em todas as regiões do país. As entrevistas foram feitas por telefone para evitar contato pessoal com a população.

A parcela dos que reprovam o desempenho de Bolsonaro em relação à epidemia subiu de 33% para 39% na comparação com pesquisa realizada há duas semanas, entre 18 e 20 de março. A taxa de aprovação do presidente, no mesmo período, oscilou negativamente, de 35% para 33%, e também oscilou, de 26% para 25%, o índice dos que avaliam sua gestão da crise do vírus como regular. Há ainda 2% que não opinaram.

Já o desempenho do Ministério da Saúde melhorou de forma acentuada nas últimas duas semanas: 76% consideram o trabalho do ministério ótimo ou bom, ante 55% na pesquisa realizada entre 18 e 20 de março. Isso significa que a base dos que avaliam o desempeno do ministério positivamente é 2,3 vezes maior do que a de pessoas que pensam o mesmo sobre o presidente, responsável pelo órgão. Há ainda 18% que avaliam a gestão da saúde no surto de coronavírus como regular, ante 31% há duas semanas, e para 5% é ruim ou péssima (eram 12%). Uma parcela de 1% não opinou.

Mesmo entre aqueles que reprovam a maneira como Bolsonaro vem lidando com a crise do coronavírus o desempenho do Ministério da Saúde tem alta aprovação (71%) e baixa reprovação (7%). Entre aqueles que avaliam positivamente o trabalho do presidente, 83% também veem o desempenho do ministério como ótimo ou bom, e somente 3%, como ruim ou péssimo.

O desempenho do Ministério da Economia também foi avaliado, e está no meio do caminho entre a aprovação do presidente e do órgão vizinho na Esplanada dos Ministérios. Para 37%, o Ministério da Economia tem feito um trabalho bom ou ótimo na crise causada pelo coronavírus, e 20% o consideram ruim ou péssimo. Há ainda 38% que avaliam o trabalho do órgão que cuida da economia do país como regular, e 5% não opinaram.

Os governadores também têm desempenho superior ao do presidente na condução da crise do coronavírus: para 58%, eles vêm fazendo um trabalho ótimo ou bom, índice superior ao verificado na última pesquisa (54%). Para 16%, o desempenho dos líderes dos executivos estaduais é ruim ou péssimo (há duas semanas, 16%), e 23% atribuem a eles uma avaliação regular (na última pesquisa eram 28%). Há ainda 2% que não opinaram.

Na região Nordeste, 64% aprovam o trabalho de seus governadores, índice similar ao verificado nas regiões Norte/Centro Oeste (61%). No Sul, o índice de aprovação fica em 56%, no mesmo nível do Sudeste (55%). A comparação com a pesquisa realizada há duas semanas mostra avanço significativo na aprovação aos governadores do Nordeste (a taxa era de 51%), e alta contida na aprovação aos governadores do Norte/Centro Oeste (era de 56%). No Sul, houve ligeiro recuo (era de 61%), e no Sudeste a taxa se manteve no mesmo patamar (era de 52%).

Também pela primeira vez, o desempenho dos prefeitos, de forma geral, foi medido. Para 50%, os prefeitos vêm fazendo um trabalho ótimo ou bom em relação ao surto do coronavírus em suas cidades, e 22% os consideram ruins ou péssimos nessa tarefa. Uma parcela de 25% avalia a gestão dos prefeitos como regular, e 4% não opinaram sobre o tema.

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