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59% rejeitam renúncia de Bolsonaro

Opinião Pública -

Em alta, a avaliação negativa do desempenho de Jair Bolsonaro (sem partido) em relação à crise do coronavírus não leva, até o momento, a uma oposição majoritária à sua liderança como presidente ou desejo da maioria de vê-lo fora do cargo.

Apesar de apenas 33% aprovarem a maneira como Bolsonaro vem lidando com a pandemia, uma parcela de 52%, avalia que ele tem condições de liderar o Brasil neste momento, pensando em todas suas ações até aqui. Para 44%, o presidente não tem condições de ser o líder do país, e 4% não têm opinião sobre o assunto.

Entre os homens, 58% avaliam que ele tem condições de liderar o país, índice que fica em 47% entre as mulheres. Na parcela dos mais velhos, 59% apoiam a liderança de Bolsonaro, ante 43% na faixa dos mais jovens. Na parcela com ensino superior, há uma divisão: 50% acreditam que ele não tem condições de liderar o país, e 48% pensam o contrário, que ele tem condições. Entre os mais pobres, com renda familiar de até 2 salários, o cenário é parecido, com 49% de respaldo à liderança de Bolsonaro, e 46% contrários a ela. Na parcela com renda de 2 a 5 salários, 54% acreditam que o presidente tem condições de liderar o país, e 43% dizem que ele não reúne essas condições. Na faixa seguinte, o apoio a ele é mais amplo (62% a 36%), e entre os mais ricos há um empate (49% a 49%).

Uma eventual renúncia do presidente é rejeitada pela maioria (59%), e apoiada por 37%, com os demais (4%) sem opinião sobre o assunto.

Mesmo em segmento mais críticos a Bolsonaro na condução da crise do coronavírus não há apoio majoritário a sua renúncia. Entre as mulheres, por exemplo, 42% defendem que ele deixe o cargo (entre os homens são 31%). Na parcela dos mais jovens, 44% defendem a renúncia do presidente (ante 31% entre os mais velhos), e entre quem estudou até o ensino superior esse índice fica em 38%, em linha com a opinião de quem estudou até o ensino fundamental (40%) e médio (34%). Entre os mais pobres, com renda familiar de até 2 salários, 41% gostariam que Bolsonaro renunciasse. Na parcela com renda de 2 a 5 essa taxa cai para 33%, e entre quem tem renda de 5 a 10 salários, para 29%. Entre os mais ricos, com renda familiar superior a 10 salários, 39% defendem a renúncia do presidente.

Na região Nordeste, 47% defendem que Bolsonaro renuncie à presidência, No Sudeste, 37% têm a mesma opinião, e nas regiões Norte/Centro-Oeste (30%) e Sul (28%) esse apoio é menor.

Entre aqueles que reprovam o desempenho do presidente em relação ao surto de coronavírus, 72% defendem sua renúncia, e 24% querem que ele continue no cargo. No grupo que considera o trabalho de Bolsonaro regular na crise sanitária, apenas 25% desejam que ele deixe a Presidência da República, e 70% querem que ele continue no cargo. Entre quem o aprova na maneira como vem lidando com a pandemia, 7% defendem que ele renuncie à presidência.

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