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Crivella é reprovado por 62% no Rio

Opinião Pública -

A maioria dos eleitores cariocas (62%) avalia como ruim ou péssima a gestão de Marcelo Crivella (Republicanos) à frente da Prefeitura do Rio de Janeiro. Uma parcela de 25% avalia como regular, 12% avaliam como ótimo ou bom e 1% não opinou. Na comparação com a pesquisa anterior, de dezembro de 2019, a avaliação do governo Crivella melhorou. Naquela data, 72% avaliavam como ruim ou péssima a gestão, 20% avaliavam como regular e 8%, como ótima ou boa. Na época a prefeitura enfrentava uma grave crise financeira com reflexos nos serviços de saúde.

A reprovação ao governo do republicano é majoritária em todas as variáveis sociodemográficas, com exceção dos evangélicos (43%), dos menos instruídos (46%) e dos mais pobres (53%). O índice de reprovação cresce conforme aumenta o grau de instrução (46% entre os que têm ensino fundamental, ante 79% entre os que têm ensino superior) e a renda familiar mensal (53% entre os mais pobres, ante 81% entre os mais ricos) do entrevistado, e alcança índices mais altos entre os católicos (70%), entre os simpatizantes do PT (74%), entre os eleitores de Eduardo Paes (73%), entre os que pretendem votar em branco ou nulo (71%), entre os que reprovam o governo Bolsonaro (85%) e entre os que reprovam a administração municipal no combate ao coronavírus (88%).

Por outro lado, a aprovação à gestão Crivella é mais alta entre os menos instruídos (20%), entre os evangélicos (26%), entre os que aprovam o governo Bolsonaro (23%), entre os que reprovam a administração municipal no combate ao coronavírus (55%) e entre os seus eleitores (58%).

Nesse levantamento, nos dias 05 e 06 de outubro de 2020, foram realizadas 900 entrevistas presenciais, com eleitores da cidade do Rio de Janeiro de 16 anos ou mais, de todas as regiões da cidade. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%.

Quanto à avaliação do governador interino Claudio Castro (PSC), que tomou posse no lugar de Wilson Witzel, no fim de agosto, uma parcela significativa não soube avaliar (33%). Para 5%, o governo de Claudio Castro é ótimo ou bom, para 35% é regular e para 27%, ruim ou péssimo.

A aprovação à gestão estadual é mais alta entre os que aprovam o governo Crivella (14%) e entre os que aprovam o desempenho da administração municipal no enfrentamento da pandemia (16%). Já, a reprovação ao governo estadual é mais alta entre os mais instruídos (37%), entre os que estão insatisfeitos com o governo Crivella (36%), entre os que estão insatisfeitos com o governo Bolsonaro (40%) e entre os que reprovam o desempenho do governo municipal no enfrentamento da pandemia (35%).

Dos três níveis de governo, o governo federal, de Jair Bolsonaro (sem partido), é o melhor avaliado pelos eleitores cariocas. Para 37%, Bolsonaro faz um governo ótimo ou bom, para 25%, faz um governo regular e para 38%, faz um governo ruim ou péssimo. Na comparação com a pesquisa anterior, de dezembro de 2019, a avaliação da gestão Bolsonaro melhorou: naquela data, Bolsonaro tinha 29% de ótimo ou bom, 29% de regular e 41% de ruim ou péssimo.

O governo Bolsonaro obtém índices de aprovação mais altos entre os homens do que entre as mulheres (42% ante 33%), entre os que têm 60 anos ou mais do que entre os que têm 16 a 24 anos (40% ante 25%), entre os menos instruídos do que entre os mais instruídos (45% ante 26%), entre os mais pobres do que entre os mais ricos (40% ante 21%), entre os desempregados (44%), entre os que aprovam a reabertura das escolas (51%), entre os evangélicos (52%), entre os eleitores de Crivella (71%), entres os que aprovam o governo Crivella (69%), entre os que aprovam o governo Castro (58%) e entre os que aprovam o desempenho da gestão Crivella no combate ao coronavírus (72%).

Em contrapartida, índices mais altos de reprovação ao governo Bolsonaro são observados entre as mulheres do que entre os homens (43% ante 32%), entre os mais jovens do que entre os mais velhos (49% ante 34%), entre os mais instruídos do que entre os menos instruídos (58% ante 25%), entre os mais ricos do que entre os mais pobres (63% ante 31%), entre os funcionários públicos (59%), entre os simpatizantes do PT (62%), entre os eleitores de Benedita da Silva (61%), entres os que reprovam o governo Crivella (52%), entre os que reprovam o governo Castro (56%) e entre os que reprovam o desempenho da gestão Crivella no combate ao coronavírus (51%).

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