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Serra, com 59% dos válidos, mantém vitória no primeiro turno

Eleições -

A três dias das eleições, o candidato do PSDB ao governo do Estado de São Paulo, José Serra, se mantém favorito para ser eleito no primeiro turno, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha ontem, 27, e hoje, 28 de setembro. Serra tem 51% das intenções de voto, 19 pontos à frente do segundo colocado, o petista Aloizio Mercadante, que tem 22%. O tucano tem uma vantagem de 15 pontos sobre seus adversários, que, somados, têm 36%. A pesquisa, realizada após debate transmitido pela Rede Globo na terça-feira, mostra estabilidade em relação ao levantamento anterior, realizado na última sexta-feira, dia 22: Serra se manteve com o mesmo percentual e Mercadante oscilou um ponto para cima, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. O terceiro colocado, Orestes Quércia, do PMDB, oscilou de 9% para 8%.

Se a eleição fosse hoje, Serra teria 59% dos votos válidos, e estaria eleito sem necessidade de realização de segundo turno. Para o cálculo dos válidos são excluídos os votos nulos, em branco, e os eleitores que se declaram indecisos.

Carlos Apolinário (PDT) tem 2% das intenções de voto. Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) e Cunha Lima tem 1% das preferências, cada. Foram citados, mas não atingiram 1% das menções: Anaí Caproni (PCO), Cláudio de Mauro (PV), Éder Xavier (PTC), Fred Correa (PTN), Pedro Viviani (PMN), Prof. Mario Luiz Guide (PSB), Renato Reichmann (PRONA), Sarli Jr. (PAN) e Tarcísio Fóglio (PSC). A taxa de eleitores sem candidato oscilou de 15% para 13%: hoje, votariam em branco ou anulariam o voto 7% (eram 8% na pesquisa anterior) e não sabem ainda em quem vão votar 6% (eram 7%).

O Datafolha entrevistou 2033 eleitores com 16 anos ou mais em 66 municípios do Estado de São Paulo.

Nas cidades localizadas na Região Metropolitana, capital incluída, Serra oscilou de 46% para 45% e Mercadante passou de 24% para 27%. Na capital, especificamente, o peessedebista passou de 44% para 46%, e o petista se manteve com 26%. O tucano continua se saindo melhor nas cidades localizadas no interior, nas quais passou de 55% para 57%. O candidato do PT ao governo oscilou de 17% para 18% entre os eleitores interioranos.

A maior variação, entre os segmentos analisados, se deu entre os eleitores com escolaridade superior. Entre os mais escolarizados, Mercadante ganhou sete pontos (de 19% para 26% das intenções de voto) e Serra perdeu seis (de 58% para 52%).

Aloizio Mercadante chega às vésperas da eleição vendo seu principal adversário, José Serra, com um percentual expressivo de votos entre os eleitores que pretendem votar em Lula, o candidato de seu partido à reeleição para presidente. Entre os que votam em Lula, 47% têm intenção de votar em Mercadante para o governo do Estado. Em julho, o petista tinha 32% entre os eleitores de Lula, mesma taxa obtida por Serra. Desde então, o candidato do PT ao governo ganhou 15 pontos, mas o candidato do PSDB pouco perdeu: hoje, 29% dos que declaram voto no candidato do PT à Presidência pretendem votar no candidato tucano ao governo estadual.

Por outro lado, a taxa dos que pretendem votar em Geraldo Alckmin para presidente e em seu companheiro de partido, José Serra, para governador, sempre esteve em torno dos 70%, e é hoje de 79% (5% dizem que vão votar em Mercadante e 7% em Quércia).

Caso fosse realizado um segundo turno entre os dois primeiros colocados na disputa hoje, Serra seria eleito com 59% dos votos. Mercadante obteria 31%. Em relação à pesquisa anterior, o peessedebista oscilou um ponto para baixo e o petista se manteve com a mesma taxa.

A taxa dos que dizem espontaneamente que vão votar em José Serra para governador oscilou de 32% na pesquisa de sexta passada para 34% hoje. Mercadante é citado de forma espontânea por 15% (eram 13% no levantamento anterior). Quércia se mantém com 4% de intenção de voto espontânea. Não sabem dizer em quem pretendem votar para governador antes que lhe seja apresentado o cartão circular com o nome dos candidatos 32%, taxa seis pontos menor do que a registrada na pesquisa anterior.

Serra foi o candidato que teve melhor desempenho no debate da Rede Globo na opinião de 27% dos entrevistados que assistiram o programa. Para 20%, Aloizio Mercadante foi quem se saiu melhor. Plínio de Arruda Sampaio é citado por 11%. Mesmo entre os que assistiram o debate, é alto o percentual dos que não sabem quem se saiu melhor: 23% não sabem opinar. Entre os que afirmam ter assistido o debate na íntegra (6% dos entrevistados), ocorre empate entre Serra, Mercadante (25%, cada) e Plínio (23%).

A maioria (72%) dos eleitores entrevistados afirma não ter assistido o debate promovido pela Rede Globo. Afirmam ter assistido o debate 28%. Entre os que têm intenção de votar em Aloizio Mercadante a taxa dos que dizem ter acompanhado o programa chega a 40%; entre os eleitores de Serra essa taxa é de 25%.

Cerca de um terço (32%) dos eleitores que têm intenção de votar em Orestes Quércia para governador afirma que seu voto ainda pode mudar até domingo. A maioria dos eleitores de José Serra e Mercadante demonstra convicção quanto ao seu voto: se dizem totalmente decididos 82% dos que pretendem votar no peessedebista e 85% dos que afirmam que vão votar no petista.

Caso realmente decidam mudar de candidato no domingo, a maior parte (44%) dos eleitores que hoje têm intenção de votar em Orestes Quércia mas não estão totalmente decididos deve dar seu voto a José Serra. Citam Aloizio Mercadante como o candidato que teria mais chance de receber seu voto 22%.

Entre os eleitores de Mercadante que afirmam que seu voto ainda pode mudar a taxa dos que citam seu principal oponente, José Serra, como provável beneficiado pela mudança é de 36%. Entre os eleitores do candidato do PSDB que ainda não se dizem totalmente decididos, 23% citam o candidato petista como aquele com maiores chances de receber seu voto. Mencionam Quércia 26%, e não sabem dizer qual seria o candidato com maior probabilidade de ter seu voto 27%.

Entre os eleitores que têm intenção de votar em José Serra, 60% respondem corretamente quando indagados a respeito do número que devem digitar na urna eletrônica para confirmar seu voto no domingo. Essa taxa é similar à verificada entre os eleitores de Aloizio Mercadante (57%). Entre os que pretendem votar em Orestes Quércia, 62% não sabem dizer o número que devem digitar na urna eletrônica para fazer valer seu voto para governador no domingo. Apenas 30% respondem corretamente.

Suplicy tem 40% das intenções de voto para o senado; Afif chega a 20%

Eduardo Suplicy se mantém com chances de continuar representando o Estado de São Paulo no Senado, embora seu principal adversário venha subindo na preferência do eleitorado do Estado de São Paulo. Se a eleição fosse hoje, 40% dos eleitores paulistas votariam no candidato do PT. Em relação à pesquisa anterior, realizada na última sexta-feira, dia 22, Suplicy perdeu três pontos percentuais (tinha 43%). O segundo colocado, Guilherme Afif, do PFL, subiu pela quarta vez consecutiva, dessa vez de 15% para 20%. No início de agosto, Afif tinha 3% das intenções de voto, e estava 32 pontos percentuais atrás do petista, que contava, naquele momento, com 35%. Desde então, o pefelista vem acumulando pontos a cada pesquisa.

Alda Marco Antonio (PMDB) se manteve com 5% e Elza (PDT) oscilou de 3% para 2%.
Atingem 1%, cada, os seguintes candidatos: Dr. Cury (PHS), João Dárcio (PTN), João Resende (PAN) e Malek (PRONA). Foram citados por menos de 1%: Ana Prudente (PTC), Domingos Fernandes (PV), Félix Gil Fernandes (PRP), Luiz Carlos Prates, conhecido como Mancha (PSTU), Manoel Barbosa do Nascimento (PSC), Marcelo Reis Lobo (PSB), Paulo Piasenti (PT do B), Prof. Antonio Carlos (PCO), Raimundo Souza Teixeira (PRTB), Rubens Pavão (PSDC) e Ribamar Dantas (PMN).

Se a eleição para senador fosse hoje, 11% votariam em branco ou anulariam o voto. Demonstram-se indecisos, mesmo após lhe ter sido entregue o cartão circular com os nomes dos 19 candidatos, 16%.

Não sabem dizer espontaneamente em quem vão votar para senador 44%. Eduardo Suplicy é citado espontaneamente por 24% e Guilherme Afif é mencionado de forma espontânea por 15%.

Faltando três dias para a eleição, a maioria dos eleitores que têm candidato a senador não sabe que número deve digitar para confirmar seu voto no domingo. O desconhecimento do número entre os eleitores do primeiro colocado, Eduardo Suplicy, chega a 54%; entre os que têm intenção de votar em Guilherme Afif essa taxa é de 51%. Citam números corretos 29% dos eleitores do petista e 32% dos que pretendem votar no pefelista.

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