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José Serra amplia vantagem sobre adversários

Eleições -

Peessedebista estaria eleito no primeiro turno com 59% dos votos válidos

Pesquisa realizada pelo Datafolha nesta sexta-feira, 22 de setembro, a segunda após o início da crise motivada pelo envolvimento de políticos do PT na compra de um dossiê contra peessedebistas mostra que o candidato tucano, José Serra, ganhou três pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, dos dias 18 e 19, passando de 48% para 51% das intenções de voto. O petista Aloizio Mercadante oscilou dois pontos para baixo, de 23% para 21%. Assim, a vantagem de Serra em relação ao segundo colocado aumentou de 25 para 30 pontos percentuais. O tucano estaria eleito, hoje, sem necessidade de segundo turno, com 59% dos votos válidos (excluídos votos em branco, nulos e os eleitores que se declaram indecisos).

Orestes Quércia, do PMDB, se mantém com 9% das intenções de voto. Carlos Apolinário (PDT) obtém 2% pela sexta vez consecutiva. Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), que obtinha 1% no levantamento anterior, desta vez não chega a essa marca. Cunha Lima (PSDC) obtém 1%, índice que não chegava a atingir na pesquisa passada.

Foram citados, mas não atingiram 1% das menções: Anaí Caproni (PCO), Cláudio de Mauro (PV), Éder Xavier (PTC), Fred Correa (PTN), Pedro Viviani (PMN), Prof. Mario Luiz Guide (PSB), Renato Reichmann (PRONA), Sarli Jr. (PAN) e Tarcísio Fóglio (PSC). Votariam em branco ou anulariam o voto 8% e não sabem ainda em quem vão votar 7%.

O Datafolha entrevistou 2014 eleitores com 16 anos ou mais em 64 municípios do Estado de São Paulo. A margem de erro máxima, para o total da amostra, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Entre os eleitores que têm renda familiar mensal entre cinco e dez salários mínimos, José Serra ganhou sete pontos percentuais (passou de 45% para 52%) e Aloizio Mercadante perdeu oito (de 31% para 23%). No segmento do eleitorado com escolaridade média Serra ganhou quatro pontos (passou de 46% para 50%) e Mercadante perdeu cinco (de 27% para 22%). O petista perdeu cinco pontos entre os eleitores com escolaridade superior (de 24% para 19%). Nas cidades localizadas no interior do Estado, Serra subiu de 51% para 55% e Mercadante passou de 21% para 17%.

Entre os que têm intenção de votar no petista Lula para presidente, 45% pretendem votar em seu companheiro de partido, Mercadante, para o governo do Estado de São Paulo, e 30% darão seu voto ao peessedebista José Serra. Entre os que votam em Geraldo Alckmin para presidente, 78% declaram que vão votar no também tucano Serra.
Caso fosse realizado um segundo turno entre Serra e Mercadante hoje, o peessedebista teria 60% e o petista 31%. Na pesquisa anterior o tucano vencia por 57% a 33%.

A taxa dos que afirmam espontaneamente que vão votar em Serra para governador subiu de 28% para 32%, enquanto a dos que mencionam Mercadante antes de serem apresentados aos nomes dos candidatos se manteve em 13%.

Orestes Quércia continua sendo o candidato a governador mais rejeitado pelos eleitores paulistas: 28% não votariam de jeito nenhum no peemedebista no primeiro turno da eleição, taxa idêntica à verificada na pesquisa anterior. A taxa dos que não votariam de forma alguma em Aloizio Mercadante oscilou dois pontos para cima (de 22% para 24%) e a dos que rejeitam José Serra oscilou dois pontos para baixo (de 21% para 19%).

Não votariam de jeito nenhum em Carlos Apolinário 16%. Cunha Lima e Roberto Siqueira são rejeitados por 13% cada. Fred Correa, Pedro Viviani e Plínio de Arruda Sampaio têm 12% de rejeição, cada. São rejeitados por 11%, cada, Anaí Caproni, Cláudio de Mauro, Éder Xavier, Renato Reichmann, Sarli Jr. e Tarcísio Fóglio. Não votariam de forma alguma em Prof. Mário Luiz Guide 10%.

Votariam em qualquer um dos candidatos ao governo do Estado de São Paulo 11% e não votariam em nenhum deles 5%.

A maior parte dos entrevistados (49%) acha que José Serra será o candidato a governador mais beneficiado politicamente pelo caso do dossiê envolvendo petistas. Para 40%, Aloizio Mercadante será o candidato ao governo mais prejudicado pelo caso.

Entre os eleitores de Serra, 45% respondem corretamente quando indagados qual número vão digitar na urna eletrônica para confirmar seu voto para governador. Entre os que têm intenção de votar em Aloizio Mercadante essa taxa é de 52%.

*Estabilidade na disputa pelo senado
Eduardo Suplicy se mantém na liderança, com 43% das intenções de voto*

A pesquisa mostra estabilidade na disputa pelo Senado. Eduardo Suplicy tem 43% das intenções de voto, mesma taxa que obtinha no início da semana. Guilherme Afif (PFL) oscilou de 14% para 15%.

Alda Marco Antonio (PMDB) oscilou de 4% para 5% e Elza (PDT) passou de 2% para 3%.

Atingem 1%, cada, os seguintes candidatos: Ana Prudente (PTC), Domingos Fernandes (PV), Dr. Cury (PHS), João Dárcio (PTN), João Resende (PAN) Manoel Barbosa do Nascimento (PSC), Malek (PRONA), Prof. Antonio Carlos (PCO), Luiz Carlos Prates, conhecido como Mancha (PSTU),

Foram citados, mas não atingiram 1% das menções: Félix Gil Fernandes (PRP), Marcelo Reis Lobo (PSB), Paulo Piasenti (PT do B), Raimundo Souza Teixeira (PRTB), Rubens Pavão (PSDC) e Ribamar Dantas (PMN).

Têm intenção de votar em branco ou anular seu voto para senador 12% e se declaram indecisos quanto a seu voto para o Senado caiu de 14%.

Entre os eleitores que têm intenção de votar em Suplicy, 62% não sabem que número devem digitar para a confirmação de seu voto para o Senado. Respondem corretamente 19%, percentual idêntico ao dos que citam números errados. Entre os que pretendem votar em Afif, 56% não sabem dizer o número de seu candidato, 26% respondem corretamente e 18% dão respostas incorretas.

Ainda não sabem dizer espontaneamente em quem vão votar para senador 52%. Eduardo Suplicy é citado de maneira espontânea por 23% e Guilherme Afif é mencionado por 12%.

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