39% têm renda familiar suficiente ou mais do que suficiente para viver

DE SÃO PAULO

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A expectativa de aumento da inflação nos próximos três meses entre os brasileiros registrou leve alta entre a primeira semana de setembro, quando 47% esperavam por alta no índice de preços, e atualmente, com 50% compartilhando dessa opinião. No mesmo período, a expectativa de diminuição da inflação oscilou de 14% para 12%, e a de preços estáveis recuou de 30% para 27%. Uma fatia de 10% não opinou sobre o tema.

A expectativa sobre desemprego registrou estabilidade: para 36%, a taxa de desocupação irá ficar como está, índice igual ao da primeira semana de setembro. No mesmo intervalo, oscilou de 33% para 32% o índice dos que avaliam que o desemprego irá se manter como está, e há 23% que esperam por diminuição (no levantamento anterior, 24%). Não opinaram sobre o tema 9%.

O mesmo ocorreu com a expectativa do eleitorado sobre o poder de compra: no início de setembro, 33% avaliavam que ele iria ficar estável, índice que agora é de 32%. No mesmo período, oscilou de 30% para 29% a taxa dos que esperam por aumento no poder de compra, e de 28% para 30% a dos que esperam por diminuição. Há ainda 9% que não opinaram sobre o assunto.

Uma parcela de 32% avalia que situação econômica do país irá melhorar nos próximos meses, índice próximo ao dos que acreditam que a economia ficara como está (35%). No levantamento anterior, esses índices eram de 33% e 387, respectivamente. Há ainda 25% que avaliam que a situação da economia do país irá piorar (na pesquisa anterior, 23%), e 8% que não opinaram.

Em relação à situação econômica pessoal, 47% avaliam que ela irá melhorar, 11%, que irá piorar, e 38% acreditam que irá ficar como está. Uma parcela de 5% do eleitorado não opinou. Esses índices são estáveis quando comparados aos registrados no levantamento do início de setembro, com variações dentro da margem de erro.

A renda familiar disponível para 45% não é suficiente, e às vezes falta dinheiro. Para 36%, o dinheiro que a família obtém é exatamente o que ela precisa para viver, e para 17% o rendimento obtido é muito pouco, trazendo muitas dificuldades. Somente 3% têm renda mais do que suficiente para viver. Esses resultados são similares aos obtidos na última pesquisa Datafolha sobre o tema, em abril deste ano. À época, 47% não tinham renda suficiente, às vezes faltando dinheiro; 34% tinham exatamente o que precisavam para viver; 17% tinham muito pouco, o que lhes trazia muita dificuldade; e 3% possuíam renda mais do que suficiente.

Na fatia dos eleitores de Dilma, 57% vivem em famílias com dinheiro insuficiente, que às vezes falta, ou com pouco dinheiro, o que traz muitas dificuldades. Entre aqueles que votam em Marina Silva, esse índice sobe para 65%.

Uma parcela de 42% dos eleitores brasileiros possui cartão de crédito, e 20% têm limite de cheque especial disponível. Entre os que possuem cartão, 13% têm dívidas em atraso. Na parcela dos que possuem cheque especial, 9% tem dívidas desse serviço em atraso. Na comparação com pesquisa realizada em agosto de 2011 sobre o mesmo tema, a posse de cartão teve oscilação (de 39% para 42%), assim como a disponibilidade de limite no cheque especial (de 18% para 20%). Nesse período, a taxa de endividados tanto no cartão quando no cheque especial ficou estável (esses índices eram de 15% e 10%, respectivamente).

A posse de carnês de loja abrange 29%, e dentre eles, 17% possuem dívidas do carnê em atraso, e 83% não tem dívidas atrasadas. Em agosto do ano passado, 30% possuíam carnês, e 14% estavam com dívidas atrasadas para este serviço. A parcela dos que têm dívidas com cheque pré-datado é menor (4%), e 31% dentre eles está com essa dívida atrasada. Na pesquisa de agosto de 2011, também era de 4% o índice de uso de cheque pré-datado, e 23% dos que o utilizavam tinham dívidas atrasadas com o serviço à época.

Nos últimos seis meses, 17% fizeram empréstimos em bancos, e 6%, em financeiras. Dentre aqueles que fizeram empréstimos no banco, 13% estão com dívidas atrasadas, índice similar ao dos que estão em atraso com as dívidas contraídas em financeira (11%). Na pesquisa realizada em agosto de 2011, 16% tinham feito empréstimos bancários nos seis meses anteriores (e 17% estavam com essa dívida em atraso), e 5% haviam feito empréstimos em financeiras (sendo que 10% dentre eles estavam com a dívida do serviço em atraso).

De forma geral, 75% dos brasileiros possuem alguma dívida. Quando questionados se estão mais endividados hoje do que em 2011, 21% revelam que possuem hoje mais dívidas, enquanto 26% afirmam que estão menos endividados. Há ainda 28% que estão endividados de maneira igual àquele período. Entre os eleitores de Dilma, fica abaixo da média o percentual dos que estão hoje mais endividados do que em 2011 (16%), enquanto entre os que votam em Marina esse índice fica acima (25%).

O Datafolha também perguntou aos entrevistados se haviam realizado compras à prazo nos últimos seis meses, e 45% responderam afirmativamente. Questionado se consideram o atual momento econômico do país bom ou mau para realizar compras, 60% avaliam que é um mau momento, 30%, que é um bom momento, e 11% não souberam responder.