Maioria rejeita Reforma Trabalhista

DE SÃO PAULO

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Seis em cada dez entrevistados (61%) declararam ter tomado conhecimento da proposta do governo para a reforma Trabalhista. Destes, 15% estão bem informados, 36% mais ou menos informados e 10% mal informados. Uma parcela de 39% declarou não ter conhecimento o sobre o assunto - o índice é mais alto entre os mais jovens (47%), entre os mais pobres (47%), entre os menos instruídos (55%) e entre os moradores da região Norte (49%).

Nesse levantamento, nos dias 26 e 27 de abril de 2017, foram realizadas 2.781 entrevistas em 172 municípios brasileiros. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%.

A maioria dos brasileiros está pessimista com relação à aprovação da reforma Trabalhista, para a maior parcela ela trará menos direitos aos trabalhadores e trará mais benefícios para os empresários do que para os trabalhadores.

Para 58%, ela acarretará em menos direitos aos trabalhadores, para 21%, os trabalhadores permanecerão com os mesmos direitos de hoje e para 11%, ela trará mais direitos aos trabalhadores. Uma parcela de 10% não opinou. Entre os que tomaram conhecimento do assunto o pessimismo é maior (70%) do que entre os que não têm conhecimento (40%). Taxas mais altas de pessimismo quanto à aprovação da reforma Trabalhista são observadas entre os que têm 25 a 34 anos (64%), entre os mais ricos (69%) e entre os mais instruídos (73%). Já, taxas mais altas de otimismo são observadas entre os menos instruídos (17%) e entre os moradores da região Norte (21%).

Quanto aos benefícios que a reforma Trabalhista irá trazer, 64% avaliaram que ela trará mais benefícios aos empresários do que para os trabalhadores. Essa taxa é mais alta entre os que têm 25 a 34 anos (69%), entre os que tomaram conhecimento da reforma (73%), entre os mais ricos (75%) e entre os mais instruídos (77%). Já, 21% avaliaram que ela trará benefícios iguais para empresários e trabalhadores e 5% que ela trará mais benefícios aos trabalhadores do que para os empresários. Uma parcela de 10% não se posicionou.

O Datafolha também perguntou o que é melhor para as relações de trabalho (jornada de trabalho, férias e banco de horas), que elas sejam definidas por lei ou que sejam livremente acordadas entre empresários e trabalhadores. A maioria (60%) declarou que prefere que as condições de trabalho sejam definidas por lei, 30% preferem que sejam acordadas entre as partes e 10% não opinaram.

O tema do fim da obrigatoriedade da contribuição sindical dividiu as opiniões dos brasileiros. Uma parcela de 46% é contra o fim da obrigatoriedade do pagamento da contribuição sindical, 44% é a favor, 2% é indiferente e 8% não opinaram. Observa-se que a taxa de apoio ao fim da contribuição cresce conforme aumenta o grau de escolaridade (41% entre os menos instruídos ante 51% entre os mais instruídos) e a renda familiar mensal do entrevistado (40% entre os mais pobres ante 59% entre os mais ricos), e é mais alta entre os homens do que entre as mulheres (49% a 40%) e entre os que têm conhecimento da reforma Trabalhista do que entre os que não têm (47% a 40%).

Com relação à aprovação das novas regras de terceirização do trabalho, seis em cada dez brasileiros (59%) declararam terem tomado conhecimento sobre o assunto. Destes, 14% declararam estarem bem informados, 35% mais ou menos e 10% mal informados. Uma parcela de 41% declarou não ter conhecimento sobre o tema - o índice é mais alto entre os mais jovens (47%), entre os mais pobres (50%), entre os menos instruídos (58%) e entre os moradores da região Norte (53%).

A maioria está pessimista com as novas leis de terceirização do trabalho, para 63% ela trará mais benefícios para os empresários do que para os trabalhadores. Já, para 23% a medida trará benefícios iguais para ambas as partes e para 6%, trará mais benefícios para os trabalhadores do que para os empresários. Não se posicionaram são 8%.

Dos pessimistas com as novas regras de terceirização, são observadas taxas mais altas entre os que têm entre 25 a 34 anos (68%), entre os mais instruídos 73% e entre os que têm conhecimento sobre o tema (72%, ante 51% entre os que não têm conhecimento do assunto).

Dois terços (66%) têm a expectativa que com as novas regras de terceirização os preços dos produtos aumentem, 21% que fiquem como estão e 8% esperam por uma queda nos preços. Com relação as outras consequências pesquisadas, as opiniões ficaram divididas: 44% esperam que os salários dos trabalhadores não irão mudar, 35% que irão diminuir e 17% que vão aumentar, já com relação a geração de empregos, 34% esperam por aumento, 31% por redução e 31% que o nível de contratações irá ficar igual. Entre os que tomaram conhecimento da lei da Terceirização, o pessimismo com a redução dos salários é maior (43%).