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Aprovação a Bolsonaro cai de 37% para 31%, e reprovação vai a 40%

Opinião Pública -

A aprovação ao governo Jair Bolsonaro (sem partido) recuou de 37% para 31% entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, movimento acompanhado por uma alta de 32% para 40% na parcela da população que reprova a gestão do presidente, ou seja, consideram-na ruim ou péssima, e por uma oscilação de 29% para 26% na taxa dos que a avaliam como regular.

Ao longo de seu mandato, a taxa numérica mais baixa na aprovação ao governo Bolsonaro foi registrada no final de agosto de 2019 (29%), em patamar similar ao atual. A reprovação mais alta foi registrada em outro momento, na segunda quinzena de junho de 2020 (44%), já durante a pandemia do coronavírus.

Os resultados mais atuais fazem parte de pesquisa realizada entre 20 e 21 de janeiro de 2021, junto a 2030 brasileiros com 16 anos ou mais, em todas as regiões do país. As entrevistas foram feitas por telefone. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos considerando o total da amostra.

Na comparação com dezembro, a reprovação ao presidente subiu de forma mais acentuada entre os mais pobres, com renda familiar de até 2 salários (de 27% para 41%), no conjunto das regiões Norte e Centro-Oeste (de 22% para 33%), nas cidades do interior do país (de 26% para 37%) e entre os mais jovens, de 16 a 24 anos (de 35% para 46%).

O presidente continua sendo mais bem avaliado entre homens (37% consideram seu governo ótimo ou bom) do que entre as mulheres (26%), com destaque também na faixa de 45 a 59 anos (37%), e entre empresários (51%) e evangélicos (40%). A reprovação é maior entre os mais jovens (46%), na parcela com escolaridade superior (50%), entre os mais ricos (53%), no funcionalismo público (55%) e entre desempregados que buscam recolocação (48%).

Regionalmente, Bolsonaro é mais bem avaliado no conjunto das regiões Centro-Oeste e Norte (36% de ótimo ou bom e 33% de ruim ou péssimo) e na região Sul (37% e 34%, respectivamente) do que no Sudeste (30% e 44%) e Nordeste (28% e 43%). Em capitais e cidades localizadas em regiões metropolitanas, 28% aprovam a administração do atual presidente, e 45% reprovam. Nas cidades do interior, a aprovação sobe para 34%, e a reprovação é menor, de 37%.

Entre os brasileiros que dizem estar vivendo normalmente durante a pandemia, sem mudar nada na rotina, 47% aprovam o governo Bolsonaro, e 26% o reprovam. Na parcela que está tomando cuidado, mas ainda assim saindo de casa para trabalhar e fazer outras atividades, a aprovação fica em 33%, e a reprovação, em 39%. Entre aqueles que estão saindo de casa somente quando inevitável, 27% aprovam o governo, e 46% reprovam, e no grupo que está totalmente isolado esses índices ficam em 24% e 41%, respectivamente. Entre aqueles que estão saindo de casa só quando inevitável, a reprovação ao governo passou de 34% para 46%, e entre quem está isolado passou de 47% para 41%. No grupo que está levando uma rotina normal, a taxa dos que reprovam passou de 19% para 26%, e também subiu entre os que estão tomando cuidado, mas saindo de casa para suas atividades (de 31% para 39%).

A parcela de brasileiros que nunca confia nas declarações do presidente Jair Bolsonaro passou 37% para 41% entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, voltando ao resultado de agosto do ano passado. O índice dos que sempre confiam nas palavras do presidente oscilou 21% para 19% nos últimos dois meses, e dos que às vezes confiam passou de 39% para 38% no período. Há ainda 2% que não opinaram sobre o tema.

Entre os brasileiros que estão vivendo normalmente durante a pandemia, 37% sempre confiam em Bolsonaro, índice que cai para 20% no grupo que está saindo de casa sob cuidados para suas tarefas do dia, para 14% entre aqueles que estão saindo em situações inevitáveis, e para 11% na parcela dos totalmente isolados por causa da pandemia.

Questionados se, pelo que Bolsonaro fez pelo país, ele tem ou não capacidade de liderar o Brasil, 50% opinaram que ele é incapaz dessa tarefa, e para 46% ele é capaz. Na última consulta sobre o tema, em maio de 2020, 52% avaliam que Bolsonaro não era capaz de liderar o país, e para 45% ele tinha essa capacidade.

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