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Reprovação a Bolsonaro vai a 44%, e 56% o veem como liderança incapaz

Opinião Pública -

A reprovação ao governo Jair Bolsonaro (sem partido) avançou de 40% para 44% entre janeiro e março de 2021, no mesmo patamar registrado em maio (43%) e junho (44%) do ano passado, até então seus índices mais altos de avaliação negativa. A parcela que aprova o governo Bolsonaro, hoje, é de 30%, índice similar ao registado em janeiro (31%), e há 24% que o consideram regular.

O índice atual de avaliação regular do presidente é um dos mais baixos desde o início de seu mandato, ou seja, este é o momento de maior polarização em torno de sua gestão, com saldo negativo de 14 pontos no índice de aprovação. Em dezembro do ano passado, esse saldo era positivo em 5 pontos (37% de aprovação, 32% de reprovação), e o pior momento do governo até agora havia sido registrado em junho de 2020, com saldo negativo de 12 pontos (32% de aprovação, 44% de reprovação).

Os números mais atuais fazem parte de pesquisa realizada entre 15 e 16 de março de 2021, junto a 2023 brasileiros com 16 anos ou mais, em todas as regiões do país. As entrevistas foram feitas por telefone. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos considerando o total da amostra.

Na comparação com janeiro deste ano, a reprovação ao presidente subiu de forma mais acentuada entre os mais velhos, com 60 anos ou mais (de 37% para 45%), entre brasileiros com escolaridade fundamental (de 35% para 41%), na região Nordeste (de 43% para 49%) e no conjunto das regiões Norte e Centro-Oeste (de 33% para 39%).

A avaliação negativa do presidente segue mais alta entre mulheres (48%) do que entre homens (40%), e em regiões metropolitanas (48%) na comparação com cidades do interior (41%). Entre quem estudou até o ensino superior, a taxa dos que avaliam o governo ruim ou péssimo (55%) equivale a duas vezes sua taxa de aprovação (28%). O presidente tem aprovação acima da média na região Sul (39%), entre empresários (55%) e entre evangélicos (37%).

Na parcela de brasileiros que está vivendo normalmente durante a pandemia, sem mudar a rotina, 42% aprovam o governo Bolsonaro, e 30% o reprovam. Entre aqueles que estão tomando cuidado, mas ainda assim saindo de casa para trabalhar e fazer outras atividades, a aprovação fica em 32%, e a reprovação, em 42%. Entre aqueles que estão saindo de casa somente quando inevitável, 28% aprovam o governo, e 46% reprovam, e no grupo de brasileiros que está totalmente isolado esses índices ficam em 27% e 50%, respectivamente.

Entre janeiro e março, subiu de 41% para 45% a taxa de brasileiros que nunca confia nas declarações do presidente Jair Bolsonaro, e passou de 38% para 35% a taxa dos que às vezes confiam. Há ainda 18% que sempre confiam nas palavras do presidente, índice próximo ao registrado no último levantamento (19%). Há ainda 2% que preferiram não opinar sobre o tema.

A falta de confiança nas declarações de Bolsonaro do levantamento atual fica no mesmo patamar registrado em maio (44%) e junho (46%) do ano passado, quando as taxas de reprovação a seu governo também estavam em alta.

Entre os brasileiros que têm muito medo de ser infectado pelo coronavírus, 55% nunca acreditam no presidente, e 10% sempre acreditam. Na parcela com um pouco de medo,33% sempre desconfiam, e 24% sempre confiam em Bolsonaro. Entre quem não tem medo de ser infectado pelo vírus causador da pandemia, 29% nunca confiam nas palavras do presidente, e uma parcela maior, de 40%, sempre confia.

Pelo que está fazendo pelo país, 56% agora avaliam que Jair Bolsonaro não tem capacidade de liderar o Brasil, e para 42% ele tem essa capacidade, além de 3% que não opinaram a respeito. Na série de levantamentos sobre esse tema realizados desde o início de 2020, o índice atual dos que apontam a incapacidade de liderança do presidente é o mais alto já registrado, superando o pior resultado desde então, de maio de 2020 (52%).

Entre as mulheres, 61% apontam Bolsonaro como incapaz de liderar o país, ante 50% dos homens. Entre os menos escolarizados, 54% veem incapacidade no presidente, mesma taxa registrada entre quem tem ensino médio. Na parcela com escolaridade superior, esse índice vai a 62%. Na parcela mais pobre, com renda familiar de até 2 salários por mês, 57% consideram Bolsonaro incapaz de liderar o Brasil neste momento, ante 53% na faixa de renda de 2 a 5 salários, 58% na faixa de 5 a 10 salários, e 62% entre os mais ricos, com renda familiar superior a 10 salários. Entre os que moram na região Nordeste, 63% consideram que Bolsonaro não tem capacidade de liderar o país, maior índice observado entre as regiões brasileiras.

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