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Cai reprovação ao Ministério da Saúde e governadores na pandemia

Opinião Pública -

Pesquisa Datafolha mostra que metade dos brasileiros adultos (51%) avalia como ruim ou péssimo o desempenho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no combate à pandemia do coronavírus. Uma parcela de 27% avalia como regular, para 21% é ótimo ou bom e 1% não opinou. Em comparação à pesquisa anterior, de março, os índices ficaram estáveis: naquela data 54% reprovaram o desempenho do presidente no combate à pandemia, 24% avaliaram como regular e 22% aprovaram.

São observadas diferenças de opinião por variáveis de sexo, faixa etária, escolaridade, renda familiar mensal, natureza do município e religião. A taxa de reprovação ao governo Bolsonaro no enfrentamento da pandemia é mais alta entre as mulheres do que entre os homens (56%, ante 46%), entre os que têm 16 a 24 anos do que entre os que têm 60 anos ou mais (56%, ante 45%), entre os mais instruídos do que entre os menos instruídos (63%, ante 44%), entre os que possuem renda familiar mensal de mais de 10 salários mínimos do que entre os que possuem renda de até 2 salários mínimos (67%, ante 51%), entre os moradores das regiões metropolitanas do que entre os moradores do interior do país (57%, ante 47%), entre os católicos do que entre os evangélicos (53%, ante 39%).

Por outro lado, a taxa de aprovação ao governo Bolsonaro no combate a pandemia é mais alta entre os homens (25%), entre os que têm 60 anos ou mais (27%), entre os menos instruídos (26%), entre os evangélicos (30%), entre os empresários (35%), entre os que não estão fazendo isolamento social durante a pandemia (32%), entre os que não têm medo de se infectar com o coronavírus (37%), entre os eleitores de Bolsonaro (62%), entre os que aprovam o governo Federal de maneira geral (69%) e entre os que sempre confiam nas declarações do presidente (77%).
Nesse levantamento, entre os dias 11 e 12 de maio de 2021, foram realizadas 2.071 entrevistas presenciais em 146 municípios, com brasileiros de 16 anos ou mais, de todas as classes sociais e de todas as regiões do país. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos considerando um nível de confiança de 95%.

Quanto ao trabalho do Ministério da Saúde no combate à pandemia, a taxa de reprovação recuou de 39%, em março, para 32%, retornando ao patamar do início do ano (era 30% em janeiro). Já, a parcela de brasileiros adultos que avalia o desempenho do Ministério como regular subiu de 32% para 37% e a parcela que aprova o trabalho da instituição oscilou de 28% para 30%. Uma fração de 1% não opinou.

A taxa de aprovação ao trabalho do Ministério da Saúde é mais alta entre os mais velhos (39%), entre os menos instruídos (38%), entre os aposentados (40%), entre os que aprovam o governo Bolsonaro (57%) e entre os que sempre confiam nas falas do presidente (62%). Em contrapartida, são observadas taxas mais altas de reprovação ao desempenho do Ministério da Saúde entre os mais instruídos (44%), entre os que possuem renda familiar mensal de mais de 5 a 10 salários mínimos (44%), entre os que possuem renda familiar mensal de mais de 10 salários mínimos (53%), entre os funcionários públicos (49%), entre os que reprovam o governo Bolsonaro (48%) e entre os que nunca confiam nas falas do presidente (45%).

As mesmas tendências são observadas em relação ao desempenho dos governadores de estado no combate à pandemia. Três em cada dez (29%) avaliam como ruim ou péssimo o trabalho do governador estadual (era 35% em março), 35% avaliam como regular o trabalho (era 30%) e 35% avaliam como ótimo ou bom (era 34%). Uma fração de 1% não opinou.

Na análise por região geográfica o índice de aprovação ao trabalho dos governadores no enfrentamento da pandemia é mais alto entre os moradores das regiões Centro-Oeste/ Norte e Nordeste do que entre os moradores das demais regiões: 44% entre os moradores da região Centro-Oeste/ Norte (ante 21% de reprovação), 40% entre os moradores da região Nordeste (ante 26% de reprovação), 34% entre os moradores da região Sul (ante 26% de reprovação) e 28% entre os moradores da região Sudeste (ante 34% de reprovação).

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