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8% não tomaram vacinam nem pretendem se vacinar

Opinião Pública -

Um quarto dos brasileiros com 18 anos ou mais (25%) declarou que já tomou a primeira ou a segunda dose da vacina contra a Covid-19 (era 5% em março) - entre os que têm 60 anos ou mais esse índice sobe para 92%. Dois em cada três (66%) declararam que pretendem se vacinar e 8% não tomaram a vacina e nem pretendem se vacinar. Uma fração de 1% não opinou.

A parcela que não tomou vacina contra a Covid-19 e nem pretende se vacinar é minoritária em todos os segmentos e alcança taxas mais altas entre os que confiam sempre nas falas do presidente (14%), entre os que não estão fazendo isolamento social e vivendo normalmente (21%) e entre os que não têm medo de se infectar com o coronavírus (23%).

Quando questionados se tomariam vacinas contra a Covid-19 desenvolvidas por EUA, Inglaterra, Rússia e China, a maioria declarou que sim, com maior preferência pela vacina norte-americana. De maneira geral, os índices de adesão seguem crescendo, com exceção da vacina inglesa: 82% declararam que tomariam a vacina norte-americana (era 78% em janeiro e 74% em dezembro de 2020), 75% tomariam a vacina inglesa (era 75% em janeiro e 70% em dezembro de 2020), 69% tomariam a vacina russa (era 66% em janeiro e 60% em dezembro de 2020) e 61% tomariam a vacina chinesa (era 58% em janeiro e 47% em dezembro de 2020).

Observam-se diferenças significativas na taxa de entrevistados que tomariam as vacinas desses países por escolaridade e renda familiar mensal. De maneira geral, a parcela que tomaria essas vacinas é mais alta entre os mais instruídos do que entre os menos instruídos e entre os mais ricos do que entre os mais pobres.

Na análise das variáveis atitudinais também são observadas diferenças significativas na taxa de entrevistados que tomariam as vacinas provenientes da China, Rússia e Inglaterra. De maneira geral, a parcela que tomaria as vacinas desses países é mais alta entre os que reprovam o governo Bolsonaro do que entre aqueles que o aprovam, entre os que nunca confiam nas falas do presidente do que entre os que sempre confiam, e, entre os que reprovam a maneira como o governo Federal vem enfrentando a pandemia do que entre os que aprovam.

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