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Maioria agora aprova abertura de impeachment de Bolsonaro

Opinião Pública -

Pela primeira vez desde abril de 2020, quando o Datafolha questionou os brasileiros sobre a abertura de um processo de impeachment para afastar o presidente Jair Bolsonaro de seu cargo, o percentual dos que apoiam essa supera a dos que a rejeitam (54% a 42%). Em maio deste ano, parcelas similares da população defendiam e rejeitavam que o Congresso abrisse um pedido de impeachment contra o presidente (49% a 46%, respectivamente). Na série de pesquisas sobre o assunto, a rejeição ao início de um processo para afastar Bolsonaro foi majoritária em janeiro deste ano (53% a 42%), e dividiu os brasileiros em parcelas similares nas demais.

Entre os homens, 48% defendem a abertura do processo de impeachment, e 50% são contra. As mulheres, por sua vez, são majoritariamente a favor de iniciar o processo para afastar o presidente do cargo (59% a 35%). O apoio ao impeachment de Bolsonaro também fica acima da média entre os mais jovens (61%), na parcela dos mais pobres (60%), na região Nordeste (64%), entre brasileiros que se declaram pretos (65%) e na fatia de homossexuais ou bissexuais (77%). Fica abaixo da média, por outro lado, na faixa acima de quem tem 60 anos ou mais (45%), entre quem tem renda de 5 a 10 salários (37%) ou superior a 10 salários (37%), no segmento de empresários (30%) e entre evangélicos (41%). Na parcela da população que se declara branca, 48% são a favor da abertura do processo de impeachment de Bolsonaro, e 48% são contra.

De maio a julho deste ano, houve alta também na proporção de brasileiros que apontam Jair Bolsonaro como incapaz de liderar o país: eram 58% e agora são 63%. Um em cada três (34%) avaliam que o presidente tem capacidade de liderar o Brasil (ante 38% no último levantamento), e 2% não opinaram. Na faixa de renda familiar de 5 a 10 salários, a capacidade de liderança de Bolsonaro polariza opiniões: 51% o veem como incapaz, e 47%, como capaz de liderar o país. Entre os empresários, 57% veem o presidente com capacidade para liderar o Brasil, e para 43% ele é incapacitado para essa tarefa.

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